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16/05/2019

Pedalando com deficiências ou lesões


    Segue um breve relato feito por um jornalista da Dinamarca, comentando a rotina de um ciclista que transita com frequência  pela cidade. Sempre é bom lembrar que todos podemos em algum momento de nossas vidas nos depararmos com uma redução de mobilidade. Um acidente, o avanço da idade ou mesmo um doença pode acarretar a diminuição ou mesmo a incapacidade de realizar alguns de movimentos. Nesse sentido, pensar uma cidade e meios de transporte possíveis de uso universal é de grande importância e sinal de um pensamento realmente democrático.


 "Eu vejo o homem na foto com bastante frequência. Ele anda de triciclo e só tem um braço. Um amigo meu o conhece e me disseram que ele também tem apenas uma perna. Ele perdeu seus membros em uma explosão de mina terrestre no país em que nasceu. Ele ainda fica com facilidade em suas rodas. Ambos os cavalheiros estavam impecavelmente vestidos."

Mais exemplos:




Slightly Disabled : "Ligeiramente incapacitado" :)
 


09/05/2019

Origens

   Muitos dos avanços tecnológicos que usufruímos em nosso cotidiano vieram, em sua origem, da indústria militar. O cinto de segurança, hoje de uso obrigatório em nossos automoveis, é um exemplo. Os primeiros testes de uso foram na aviação militar, onde se verificou a grande eficácia desse equipamento. Posteriormente, um engenheiro sueco, Nils Ivar Bohlin, aperfeiçoou o cinto como conhecemos atualmente.  Abaixo um registro de 1930, onde testes são feitos e provam a eficácia de seu uso para a preservação da segurança dos aviadores.

" Novo teste de segurança da aviação sendo feito. Testes conduzidos pelo Bureau of Standards indicaram que um aviador pode sofrer um pressão de aproximadamente 1.000 libras em seu cinto de segurança sem rompe-lo. A fotografia mostra M.M. Kiley do Bureau de pé ao lado da máquina usada em esticar os cintos até rompe-los."



 

 
Fonte: Biblioteca do Congresso Americano.   

06/05/2019

O futuro não é mais como era antigamente...


     Nas décadas de 1920 e 1930 a grande discussão, em termos de mobilidade, nos EUA era sobre como se deveria implantar a grande expansão da rede rodoviária pelo país. Nesse debate estava também incluso como se pagaria por esses investimentos. Além da implantação de uma cultura de adoração do bem patrimonial: "automóvel" e todas as implicações sócio-culturais ligadas a ele (liberdade, masculinidade, status social, desenvolvimento tecnológico, etc), havia um enorme interesse econômico que essa expansão poderia trazer. 
     A construção desse imaginário de um futuro promissor, baseado em um transporte de massas, mas de cunho individual moldou a cara da América do Norte e de boa parte do mundo. O preço dessa escolha se fez mais pesado em países pobres que não souberam (ou puderam) planejar suas cidades e estradas.  Mas notamos hoje (mesmo no berço desse pensamento) um redirecionamento dessa política.  O futuro que vislumbramos hoje é bem diferente do que tínhamos no passado, ainda bem.  





The Jetsons (em português Os Jetsons) é uma série animada de televisão produzida pela Hanna-Barbera, exibida originalmente entre 1962 e 1963.     




















Cartaz de propaganda: "As estradas deveriam ser de graça", durante os debates sobre a expansão da malha viária americana na década de 1920/1930. 











Mais aqui e aqui.

15/04/2019

Vamos acabar com os controladores de velocidade?

    Parece que estamos vivendo em uma realidade paralela... O problema é que as "otoridades" dessa realidade bizarra nos afetam na vida real! Pergunto: A quem pode agradar deixar de lado anos de confirmação de dados técnicos e estatísticos?  Deveríamos estar intensificando e aperfeiçoando essas medidas e não o contrário! Em muitos  países do mundo foi possível a redução drástica nos índices de mortes e feridos, em NENHUM deles verificamos que a retirada de equipamentos de controle foi um vetor de segurança viária.
     Então por quê afrouxar medidas até aqui tomadas e que geraram bons resultados? Estamos em um episódio de Black Mirror? Está parecendo que sim. Então que retirem os pardais, aumentem os pontos para favorecer os infratores, abram os portões do inferno!


 


12/04/2019

Leis do movimento

"Em 1687, Issac Newton, publicava seu livro Princípios Matemáticos da Filosofia Natural. A produção do tratado foi um divisor de águas na história da ciência, sendo considerada por muitos a obra científica mais importante já publicada! É uma obra dedutiva em que, a partir de muitas proposições gerais, as propriedades mecânicas são demonstradas em forma de teoremas.  A obra, escrita em latim, foi dividida em três tomos. 
O livro um, “Axiomas e as leis do movimento”, é sem dúvida a parte mais conhecida da obra. A primeira lei de Newton afirma que cada objeto continua fazendo o que estiver fazendo em seu estado de repouso ou de movimento uniforme, a menos que uma força seja exercida sobre ele. Assim, o estado de inércia se torna a primeira lei, ou o primeiro axioma. A segunda lei estabelece que a força resultante sobre um objeto é igual à taxa de variação de seu momento linear num referencial inercial. A terceira lei estabelece que todas as forças entre dois objetos existem em magnitude igual e em direção oposta."
     Nosso CTB, em sua essência, nos ensina a respeitar as leis universais que Newton registrou em sua obra-prima!  Entender essas regras da física é a base para qualquer processo educacional de  mobilidade segura. Você até pode enganar o fiscal, mas as forças da física jamais podem ser burladas e o preço que se pode pagar é muito maior que alguns pontos na CNH.


08/04/2019

Desing viário e segurança

https://live-thecityfix-sandbox.pantheonsite.io/wp-content/uploads/2016/12/2_NEW.jpg    Pedestres (em especial crianças e idosos), motociclistas e ciclistas são a grande parte das vítimas dos "acidentes" que ocorrem a cada ano em todo o mundo. Um caminho muito eficaz para reduzir esses números é a adoção de uma arquitetura viária amigável a esses públicos. Sabemos que um atropelamento em uma velocidade de até 30 km/h resulta em mais de 90% de chance de salvar a vida dessa pessoa. Sabemos também que se essa velocidade de impacto subir somente mais 20 km/h, ou seja 50km/h a chance do pedestre morrer se aproxima de 80%!.
    Nesse sentido, em vários locais do planeta a adoção de medidas de contenção de velocidade são vitoriosas e as estatísticas comprovam isso. A adoção de rotatórias, por exemplo, reduz entre 70% à 90% colisões nos cruzamentos, reduzir a largura das faixas de tráfego é outra opção eficaz. Em boa parte dos  casos pequenas mudanças geram grandes resultados:



Streets in Mexico City were redesigned to increase pedestrian safety. Photo by SEDEMA CDMX     

 
Antes e depois da Rua Joel Carlos Borges. (Foto: Daniel Hunter e Pedro Mascaro/WRI Brasil)
  

Mais aqui.

04/04/2019

Transporte limpo

Resultado de imagem para double decker bus electric       Até 2041 a prefeitura de Londres pretende que 80% de todas as viagens dos londrinos sejam feitas a pé, de bicicleta ou de transporte público. O investimento em  políticas e tecnologias limpas nos levam a acreditar que isso será alcançado.
       No caso específico do sistema de ônibus, a nova frota, com emissão ZERO de poluentes, está em franca expansão, incluindo os famosos e modernizados double-decks . 
     Até o ano de 2037 toda a frota já deverá estar devidamente adaptada.



Mais informações aqui e aqui.

01/04/2019

8 ações para reduzir as mortes no trânsito

Apesar de mais de 1,35 milhões de pessoas perderem a vida em acidentes de trânsito todos os anos, esse tipo de fatalidade não tem a mesma atenção de políticos e da mídia quando desastres de avião, trem ou embarcações. Algumas acreditam que as mortes em acidentes com veículos são parte da rotina ou inevitáveis – mas elas não precisam ser.
Ruas projetadas de acordo com a abordagem se sistemas seguros colocam a vida humana – e a sua vulnerabilidade inerente – em foco. A estratégia reconhece que o corpo humano tem limites e mesmo a pessoa mais consciente pode cometer um erro, mas isso não deve custar-lhe a vida. Essa perspectiva é importante principalmente quando consideramos as pessoas que caminham, pedalam ou utilizam motocicletas, que não têm a proteção adicional de um carro e que juntas respondem por mais de 50% de todas as mortes no trânsito.




O relatório Sustentável e Seguro, lançado pelo WRI Ross Center for Sustainable Cities e pelo Banco Mundial, que acaba de ganhar uma versão em português, fornece orientações sobre como criar um sistema de mobilidade seguro para todos as pessoas que transitam nas ruas. São ressaltadas oito ações que, quando aplicadas de maneira integrada, têm o potencial de mitigar riscos ao reduzir a frequência e a distância dos deslocamentos e oferecer uma grande variedade de opções seguras e saudáveis de mobilidade.
Abaixo, entenda quais algumas dessas ações:


 Construir cidades compactas e conectadas

<p>Legenda para cegos, pode ser a mesma da pública</p>

 Desenhar ruas mais inteligentes

  <p>Desenhar ruas mais inteligentes</p>

 Exigir padrões universais de segurança para veículos

 <p>Exigir padrões universais de segurança para veículos</p>

 


Mais aqui e aqui.

fontes: https://wrirosscities.org/
          WRI Brasil

29/03/2019

Uber Bike

Imagem relacionada
   Os movimentos de micromobilidade são cada dia mais intensos nas cidades. As empresas como Uber e diversas outras estão de olho nesse mercado. 


A Uber pretende dar uma mão na roda aos gaúchos até o final de 2019. No ano passado, a empresa adquiriu a Jump, serviço de patinetes e
bicicletas elétricas compartilhadas.
A ideia é iniciar a implementação do serviço, que já funciona em diversas cidades nos Estados Unidos e na Europa, em São Paulo. Depois, outras capitais, como Porto Alegre, devem entrar no mapa do serviço. O que diferencia as bicicletas da Jump em relação às demais, além da cor vermelha,
é o motor. Ele assiste o usuário, que pode selecionar o nível de força que deseja fazer. “Subir o morro da Lucas de Oliveira de bicicleta, por exemplo, é impossível. A bike elétrica da Jump faz o esforço
para permitir que o utilizador não fique sequer suado para realizar tarefas como essa”, comenta Renato Rosiak, gerente da Uber em Porto Alegre. A forma com que o aluguel é efetivado também é
inédita: o equipamento possui um teclado na parte de trás, para que um código de desbloqueio seja digitado. Assim, não é necessário o manuseio  direto do celular com internet para a utilização do serviço.
Imagem relacionadaNão há estações: A Uber mapeia a inserção de mais novidades em Porto Alegre. Uma delas é o Uber Transit, ainda em teste nos Estados Unidos, que trabalha junto com o transporte público, facilitando quem utiliza o aplicativo como um intermediador para andar de ônibus ou trem. Para outra novidade,
a empresa pensou alto – literalmente. O Uber Elevate pretende testar aeronaves elétricas ainda em 2020, e quer iniciar o serviço três anos depois, com voos comerciais. A Embraer é uma das fabricantes que trabalha ao lado da  multinacional americana no  ambicioso projeto.

Mais aqui.

27/03/2019

O fim dos acidentes?

Essa pergunta é antiga: quando seria possível acabarmos com os acidentes de trânsito?  Esse questionamento, por muitos,  é tido como uma possibilidade utópica, algo realmente impossível.
Mas o fato real, sabem aqueles que estudam a fundo o problema, é que a falha humana produz na imensa maioria dos casos os resultados catastróficos que conhecemos.
A indústria aeronáutica já demonstrou, em seu processo de redução contínua de acidentes, que a automação de rotinas e a adoção de tecnologias de segurança ativa e passiva tornaram voar, um dos meios mais seguros de locomoção.
Quando dominarmos uma tecnologia confiável e robusta no trânsito terrestre, atingindo 100% de automação nos deslocamentos, deixando o fator "humano" de fora do controle, poderemos sim chegar muito próximos da erradicação das mortes e dos feridos no trânsito.  O caminho, penso eu será esse, vários países investem nesse sentido. O caso abaixo é mais desses exemplos.



Blog Folha

Carros terão de ‘ler’ placas e reduzir velocidade sozinhos, prevê nova regra europeia

Os carros, vans, ônibus e caminhões novos vendidos em países europeus terão de possuir um mecanismo para detectar o limite de velocidade da via em que estejam e reduzir a marcha para se adequar à ele, segundo um acordo aprovado de maneira provisória pela União Europeia nesta terça-feira (26).
A medida ainda precisa passar por votação formal no Parlamento da União Europeia e nos Legislativos nacionais, e está prevista para entrar em vigor a partir de 2022.
De acordo com a nova regra, os veículos terão de possuir câmeras capazes de ler as placas de trânsito e usar informações de GPS para detectar a velocidade máxima em cada via por qual circulam e, assim, adaptar-se a ela.
Ao detectar que o carro está acima do limite, o sistema soará um alerta e reduzirá a velocidade automaticamente. O programa, chamado de ISA (Assistente Inteligente de Velocidade), não acionará os freios, mas reduzirá a potência do motor quando julgar necessário.

 https://youtu.be/SoZLrZTnUGs


 Mais aqui e aqui.

22/03/2019

Patinetes urbanos: Solução ou Poluição?

 



Um patinete elétrico de uso público que pode ser liberado pelo celular e depois deixado em qualquer lugar é a nova onda da mobilidade urbana. Depois de gerar queixas nos Estados Unidos, a novidade chegou a Paris no fim de junho.
Boa parte desta confusão se deve ao modo como a ideia foi lançada: o serviço começou sem pedir autorização a ninguém, e coube às prefeituras ter de lidar às pressas com os problemas que surgiram.
Com um patinete destes, o usuário viaja a até 35 km/h sem fazer esforço. A novidade busca atrair gente que quer fazer viagens curtas, como ir do metrô ao escritório, e que não usa bicicleta por não saber pedalar ou não querer se cansar.
Cada empréstimo custa geralmente US$ 1 (cerca de R$ 3,90), mais US$ 0,15 por minuto. Assim, um trajeto de 15 minutos sai por US$ 3,25  (quase R$ 13) nos EUA e € 3,25 (aproximadamente R$ 15) em Paris.

Fonte: Folha de São Paulo:
Fonte: BBC Brasil

14/03/2019

Círculo vicioso

A cada ano temos menos passageiros pagantes no sistema de transporte público. Isso acaba por gerar uma tarifa mais pesada, pois são menos pessoas para pagar os custos. Na sequência, por ser cada vez mais caro e com menos pagantes, as empresas (e o poder público) não tem como qualificar e investir no sistema que se torna, a cada ano, pior. O usuário é 'expulso' pelo preço e qualidade que lhe é ofertado  O ciclo está completo e pronto para se repetir quando o novo aumento chegar.
Esse dilema se repete ano após ano e os resultados mostram a falência da mobilidade via transportes de massa. A cidade recebe esse impacto diretamente. Aumentam os congestionamentos, pois os que podem migram para os transportes individuais e os que não podem sofrem em longas caminhadas ou simplesmente não se deslocam. A poluição aumenta, o tempo de deslocamento também. A qualidade de vida, de modo geral decaí, isso todos notamos.
                                  Mas a cada ano  vemos a repetição desse ciclo. Por quê?

Seguem alguns dados que talvez nos mostrem por que chegamos nesse momento, peguemos o caso de Porto Alegre, que em outros momentos já foi referência em qualidade:


Pelos dados fornecidos pela EPTC, verificamos que:

Em 2007 foram transportador pelo sistema de ônibus um total de:  262.945.196 pessoas.
Em 2017 foram transportadas pelo sistema de  ônibus um total de:  265.961.740 pessoas. (+ 1,14%)

 Em 2007 do total de passageiros, eram pagantes integrais 234.229.092
 Em 2017 do total de passageiros, eram pagantes integrais, 170.918.291 (- 27,02%)


Quando analisamos esses números, temos uma surpresa! Não houve redução de passageiros! Em verdade houve até um pequeno incremento (+ 1,14%) no total de usuários no sistema. Mas o que notamos, isso sim, foi uma considerável redução  no total de pagantes!
Atacar os fatores de redução de pagantes integrais é ponto chave para reverter a situação atual. Mas isso é só um primeiro passo. Sem coragem de inovar, qualificar, investir o futuro bem próximo será de colapso. Somente quando encararmos como uma real prioridade o transporte público, sabendo que seu caráter é de cunho social (e também de cidadania), onde o lucro não deve ser o fator chave é que será possível uma solução.

Nenhuma descrição de foto disponível.

 Desde o Plano Real, em 1994, o ônibus em Porto Alegre já aumentou 1.170%. Enquanto isso, a inflação foi de 459%. Ou seja, se a tarifa tivesse sido reajustada pela inflação, hoje custaria apenas R$ 2,07 para andar de ônibus em Porto Alegre.

Mais informações Aqui e Aqui.


11/03/2019

Fora dos Trilhos

    Estação Atocha, Madri
  Nosso país já figurou entre as maiores malhas ferroviárias do mundo. Nossas características geográficas e o perfil de nossa distribuição populacional fazem o uso de ferrovias uma opção quase que inevitável (se olharmos pela perspectiva da lógica, algo não muito usado em nossa terra...).

Folha de São Paulo.


O Brasil é, entre os países de dimensões semelhantes, o que menos utiliza o sistema ferroviário para o transporte de cargas.
Dados da ANTF (Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários) apontam que, de cada 100 quilos de carga transportados no país, só 15 trafegam em linhas de trem. Outros 65 quilos são levados por rodovias e 20, por outros modais de transporte.
Os dados diferem de estudo apresentado em 2018 pela CNT (Confederação Nacional do Transporte), que mostraram que as ferrovias transportam 20,7% das cargas no país, ante 61,1% do volume transportado por meio de rodovias. A diferença, segundo a ANTF, é explicada pela metodologia.
Resultado de imagem para ferrovias no brasilMas, independentemente do dado a ser utilizado, o índice é muito inferior aos percentuais registrados em países como Rússia, Canadá, Austrália, EUA e China.
Na Rússia, 81% das cargas são transportadas em linhas férreas, muito à frente do índice canadense, de 46%. Na sequência aparecem Austrália e EUA (ambos com 43%) e China (37%).
Restos de ferrovia, abandonados. Caxias do Sul - Porto Alegre. Ano foto 2010

As rodovias só representam o principal meio de transporte no Brasil e na China –lá, com 50% do total.
EM ALTA
Apesar disso, de acordo com a ANTF, dados de 2017 mostram que a produção ferroviária atingiu 375 bilhões de toneladas por quilômetro no Brasil, alta de 170% em relação ao índice de 20 anos antes, quando as ferrovias foram concedidas.
Embora o índice brasileiro de transporte de cargas por ferrovia seja baixo, mais de 40% das commodities agrícolas chegam aos portos em trens. No caso de minérios, o índice chega a 95%.
Entre os obstáculos para que o percentual cresça está a tímida malha ferroviária, que hoje equivale à existente na década de 1920 –cerca de 29 mil quilômetros. E nem toda a extensão é utilizada.
Um estudo da CNT feito há cinco anos indica que, em valores atualizados, são necessários R$ 1,25 trilhão para as obras de transporte com o presente e o futuro do setor no país. No total, são 2.045 projetos de infraestrutura em aeroportos, ferrovias, rodovias e portos, cenário difícil de se imaginar quando constatados os baixos investimentos em infraestrutura.

 mais informações AQUI e AQUI.