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21/08/2014
12/08/2014
27/06/2014
Em NY, o limite será 30 mph!
O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, aprovou a redução da
velocidade máxima em toda a cidade para 30 mph. A medida, anunciada na
última sexta-feira (20), tem como objetivo reduzir a quantidade de
acidentes de trânsito na metrópole norte-americana, conforme informado
no New York Times.
Grandes cidades em todo o mundo têm adotado medidas parecidas, que
priorizam a vida e segurança de pedestres e ciclistas. Em maio deste
ano, Paris adotou os 30 km/h como limite de velocidade. De acordo com um
estudo feito
pelo site dinamarquês Copenhagenize, nessas circunstâncias as chances
de ocorrerem acidentes fatais são de apenas 10%. Enquanto com o limite
de velocidade em 50 km/h o percentual sobe para 80%.
Assim que a mudança na legislação for aprovada pelo governador de NY,
a metrópole terá 90 dias para fazer as adequações necessárias, que
consistem, principalmente em trocar as sinalizações e aumentar os
sistemas de fiscalização. Conforme explicado por Polly Trottenberg,
responsável pela secretária de transportes de Nova York, os semáforos
terão a velocidade modificada, para que o trânsito flua melhor.
A medida recebeu críticas por parte do candidato Rob Astorino, da
oposição. Em um vídeo divulgado na internet, ele se mostrou contra a
proposta, argumentando que os constantes congestionamentos
nova-iorquinos já impedem que os motoristas trafeguem em alta
velocidade.
A decisão do prefeito Blasio tem como objetivo extinguir as mortes no
trânsito até 2024. O modelo segue uma abordagem já aplicada na Suécia.
That's Why It's 30! Aqui a campanha explica para a população os motivos de adotar o limite máximo de 30 mph (aproximadamente 48 km/h).
Fonte: NY Times, Blog Vá de Bici
18/03/2014
Carros e bicicletas não precisam ser inimigos.
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| Pessoas em bicicetas! |
Realmente não precisam. Passamos por um momento de crise na mobilidade urbana do Brasil. A explosão da frota de carros e motos no país socializou um problema até então restrito às grandes cidades como São Paulo e Rio de Janeiro. Mas a crise deve servir como um incentivo para pensarmos em soluções (não só em saídas emergenciais) para a questão mobilidade (ou imobilidade) urbana.
A bicicleta que até então era vista somente como objeto de lazer, sem maiores pretensões, demonstra que pode sim contribuir e muito para a construção de soluções.
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| Pessoas em carros! |
Mas é um erro visualizar a bicicleta como a 'substituta' dos carros ou mesmo achar que ela é " A solução" para a poluição, acidentes e congestionamentos nas
cidades. Esse equívoco já ocorreu no passado quando os carros foram eleitos como os donos das cidades. As bicicletas precisam ser encaradas
como uma peça na organização espaço-mobilidade de uma ou várias regiões
urbanas e não opositoras de um determinado modal. A lógica do conflito entre carros e bicicletas é prejudicial para todos (e, em especial, para os mais desprotegidos). Há espaço e necessidade de existência de ambos em nossas cidades, mas é preciso planejamento.
Portanto, pensar em briga de carros x bicicletas não é lógico, até mesmo por que carros, bicicletas, motos, ônibus ou qualquer outro meio de deslocamento só tem 'vontade' quando há uma pessoa o animando. Nesse sentido, são pessoas que estão brigando por espaços que devem ser racionalizados em nome do bem coletivo e não em função do veículo que usam em determinado espaço/horário do dia.
A mobilidade do carro deve ter prioridade? Depende. Depende do local, dia, horário, quantidade de pessoas que são beneficiadas, poluição sonora, do ar, etc.
A mobilidade da bicicleta deve ter incentivada/adotada? Depende. Depende do local, dia, horário, quantidade de pessoas que são beneficiadas, impactos ambientais, fatores de segurança, etc.
O mesmo serviria para tratarmos do sistema de ônibus, trem, metrô, táxi, lotações, deslocamentos a pé e tantas outras opções possíveis.
O trânsito é o movimento de pessoas, não máquinas. As pessoas precisam conversar e priorizar o que realmente tem valor, no caso a vida (e sua qualidade). Pessoas em bicicletas e pessoas em carros não precisam ser inimigas, pelo menos assim penso...
Mais sobre o tema (convivência entre carros e bicis) aqui e aqui.
14/03/2014
Transporte público contra a poluição
Contra poluição alarmante, cidades francesas liberam transporte público gratuito
Após a poluição chegar a níveis alarmantes, o governo liberou o transportes públicos gratuito na região de Paris e outras duas cidades pelos próximos três dias a partir de sexta-feira.
Quase três quartos da França está sob alerta laranja do que a Agência
Europeia do Ambiente diz ser a pior poluição do ar desde 2007.
Segundo informações do jornal francês "Le Figaro" o alerta de poluição é causado pelo aumento das partículas finas inaláveis MP10 (nome científico), poluentes comuns na atmosfera e gerados pela combustão. Mais de 80 microgramas de PM10 por metro cúbico de ar foram verificados em 30 departamentos.
Mais em Folha de São Paulo.
Fonte: Folha de S. Paulo digital e Le Figaro
12/03/2014
Os carros são o problema, segundo a imprensa.
A linguagem constrói o mundo....
Fonte: ZH digital. Ed. 12/03/2014.
Carro bate contra árvore e motorista fica ferido no bairro Moinhos de Vento
Em outro caso, no Petrópolis, carro foi abandonado após choque contra poste e capotagem
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| Foto: Diogo Zanatta / Agência RBS |
O
fato é que ao usarmos a linguagem expressamos uma perspectiva única
sobre a realidade (o que não necessariamente confirma que as
coisas no mundo são da maneira como as enunciamos).
Nossa
interação linguística e subjetiva sobre o mundo é constante, isso
também é um fato. Estamos constantemente criando o mundo/sociedade
na qual estamos inseridos. Ao adotar determinado discurso lapidamos
'nossas verdades' e tentamos influir em 'verdades alheias'.
A
manchete: “Carro bate
contra árvore e motorista fica ferido...”
põe a 'culpa' nos carros e isenta o condutor de qualquer
responsabilidade sobre o fato. Dessa forma, deduzo, que para o
jornalista que fez tal manchete o “carro” é o culpado dos
ferimentos no pobre condutor...
Fonte: ZH digital. Ed. 12/03/2014.
27/01/2014
Bici em táxi
"Boa vontade e disposição fizeram a fama e a clientela do taxista José Marlucio Torres, 59. Sem frescura na hora de atender aos chamados, o motorista se tornou o número um dos ciclistas. Depois de conseguir levar sete bicicletas de uma só vez, então, ele se tornou uma lenda para a turma do pedal.
Com ele também não tem corrida longa ou curta. Torres leva e traz passageiro e bike para o aeroporto, para a serra da Cantareira, para Cananeia, no litoral, e até para Ribeirão Preto, no interior do Estado. Por isso, não faltam histórias de pessoas que foram "salvas" por ele.
Pedro Cruz, 17, que faz entregas de bicicleta, foi um deles. No começo do mês, depois de participar de um protesto motivado pela morte de um ciclista atropelado por uma carreta na avenida Pirajussara (zona oeste), seu pneu rasgou. Dá-lhe seu Torres para levar a bicicleta para casa, do outro lado da cidade, na Vila Nova Cachoeirinha (zona norte)." Mais em Folha on line
24/01/2014
16/01/2014
O inevitável
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| Ator morre "acidente" |
Quando ocorre só nos resta lamentar, chorar, aceitar e resignar-se.
É a submissão paciente aos
sofrimentos da vida... O inevitável é assim, lógico, definitivo e
impositivo.
Em nossa organização socioeconômica,
a adoção de determinados valores éticos (e os seus desdobramentos
morais) nos leva a resultados, no mínimo, tristes.
Consumir é o motor da economia. Consumir
irracionalmente e com uma intensidade cada vez maior é o valor
cultural introjetado em todas camadas sociais e que gera resultados
já bem conhecidos, poderia dizer: inevitáveis.
No que tange ao trânsito, poderia citar o
'amor' aos carros (para aqueles que podem realmente colocar no mesmo
cesto seres vivos e inanimados como objeto de amor?!) que faz com que
pessoas gastem fortunas em compras desnecessárias (será que
realmente é preciso trocar
de carro todo o ano, ter motores super potentes para realizar
pequenos deslocamentos urbanos, etc) para as suas vidas
(mas extremamente necessárias para o fomento ao consumo).
Mais complicado ainda é o fato de associar
ao consumo determinado comportamento. Ora, todo
bom capitalista que se preze (sic), sabe que tempo é dinheiro, logo
quanto mais rápido, mais dinheiro. Quem é rápido faz mais
grana, tem mais sucesso, pode consumir mais e mais.
O consumo irracional e acrítico de produtos
(e seu valores) traz consigo também consequências.
Carros que são vendidos por atributos de velocidade e potência,
brinquedos, desenhos, músicas, filmes e inúmeros outros exemplos, nos revelam
que um trânsito violento não é algo inesperado. A associação de
valores como velocidade e trânsito gera todo ano (em todo o
mundo) milhares de mortos e feridos (outros fatores também contribuem, mas a cultura consumista e irresponsável da velocidade tem grande parte nesse problema).
Um processo de formação crítica do indivíduo
(educação em casa e na escola) e um Estado que preserve a vida dos
cidadãos (dando prioridade à vida e não aos carros e o consumo) é o caminho
para fugirmos do inevitável.
Tornar o inevitável em EVITÁVEL é o que nos
torna melhores. Esse paradoxo é possivel. Quando sabemos dos riscos e resultados de determinado
comportamento, será a nossa escolha que determinará se queremos rir
ou lamentar.
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| Porche estava 160 Km/h |
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13/01/2014
R$ 2,00 por 200 km tá bom?
Do site independente: "O empresário aposentado João Alfredo Dresch construiu seu próprio carro elétrico, aqui em Lajeado.
O veículo mede 1,96m x 1,05m e tem capacidade para dois tripulantes.
Entre outros acessórios, é equipado com cinto de segurança, freio a
disco e extintor de incêndio. O motor do carro chega a velocidade de
70km/h e vem equipado com um carregador de bateria que funciona em
tomadas convencionais. O construtor afirma que três horas carregando
possibilitam ao carro andar por mais três horas, o que gera um custo de
energia de R$ 2,00 e uma estimativa de cerca de 200km.
João, que expôs seu carro na Construmóbil, usava-o para deslocar-se na
cidade, até o veículo ser recolhido na última semana. O motivo é a falta
de legislação para carros desta modalidade.
Entre os objetivos de João, está o de buscar apoio para viabilizar a
legislação neste sentido para que possa fabricar em larga escala. O
valor estimado de cada protótipo, sem impostos, varia de R$ 18,00 até R$
20 mil."
22/11/2013
Quando a garagem vira sala de estar

Mudar as perspectivas, mudar as formas de pensar e agir, isso muda o mundo. Fica a dica de leitura.
Sinopse
Luis Patricio e sua esposa moram em Curitiba há mais de dez anos. Em 2007 eles venderam o único carro que possuíam e apesar das dificuldades na cidade, decidiram que fariam a maior parte de seus deslocamentos de bicicleta. Hoje, eles têm um casal de filhos, moram numa casa com uma garagem convertida em sala de estar ao ar livre e continuam sem carro. Este livro é um relato sobre essa opção de vida, como chegaram a ela e como ela afetou a vida da família. Além das experiências pessoais, a obra também inclui algumas dicas e informações úteis para qualquer pessoa interessada em saber mais sobre esse estilo de vida.
Luis Patricio e sua esposa moram em Curitiba há mais de dez anos. Em 2007 eles venderam o único carro que possuíam e apesar das dificuldades na cidade, decidiram que fariam a maior parte de seus deslocamentos de bicicleta. Hoje, eles têm um casal de filhos, moram numa casa com uma garagem convertida em sala de estar ao ar livre e continuam sem carro. Este livro é um relato sobre essa opção de vida, como chegaram a ela e como ela afetou a vida da família. Além das experiências pessoais, a obra também inclui algumas dicas e informações úteis para qualquer pessoa interessada em saber mais sobre esse estilo de vida.
Quem quiser o livro:
Preço: R$ 35,00Forma de pagamento
- Disponível pelo catálogo online da Editora Inverso
- Depósito bancário
CEF
Ag 1628
c/c 63-0 operação 003
CNPJ 06.987.053/0001-24
Em nome de: InVerso Comunicação e Marketing Ltda
Depósito e enviar um e-mail para: informando data, hora e
valor depositado.
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CNPJ 06.987.053/0001-24
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Depósito e enviar um e-mail para:
- Boleto ou cartão
Para estas formas de pagamento, solicite mais informações no email: editorainverso@editorainverso.com.br
21/11/2013
Quando um ponte aumenta a distância.

É a pura contradição: Pontes aumentando distâncias, dificultando acessos e aumentando isolamentos...
Ao analisar o trânsito em boa parte de nosso país, o que vemos é o reforço incondicional da "política do automóvel". Calçadas são devoradas por vias de rolamento, espaços para ciclistas são quase inexistentes e quando existem, via de regra, são mal projetados, mal sinalizados e mal conservados. Mas isso isso choca ainda mais quando vemos milhões de reais sendo gastos em obras de mobilidade que não geram mobilidade!
Pedestres e ciclistas, diz nosso Código de Trânsito, devem ter total prioridade, visto sua fragilidade frente a carros, caminhões e outros veículos com motor. No entanto, para muitos gestores públicos, pedestres e ciclistas são problemas que infelizmente eles têm que conviver. O caso da ponte estaiada de São Paulo evidencia claramente o desrespeito com as pessoas, com aqueles que deveriam ter a prioridade.

Fontes: Failed Architecture e Mobicidade
20/11/2013
Restrição aos automóveis, caminho sem volta.
Em Porto Alegre começou a ser debatido nesta
segunda-feira (18/11) em período de Discussão Preliminar de Pauta da
Câmara Municipal. A proposta, de autoria do vereador Marcelo Sgarbossa
(PT), delimita a restrição às seguintes vias: Rua Caldas Júnior, Rua
Siqueira Campos, Avenida Júlio de Castilhos, Rua Dr. Flores, Avenida
Salgado Filho, Rua Andrade Neves, Rua General Câmara e Rua dos Andradas.
Segundo o projeto, o acesso de veículos automotores à área restrita
poderá ser controlado por meio da instalação de pinos nas ruas e por
câmaras de vídeo.19/11/2013
Se você para na nossa vaga, nós paramos na sua

"Imagine-se como uma pessoa com deficiência física. Você está dirigindo e
precisa parar em algum lugar, mas todas as vagas destinadas aos
deficientes estão ocupadas – a grande maioria por carros de pessoas que
não são deficientes. Para conscientizar a população portuguesa de que é
errado estacionar nessas vagas se você não for deficiente físico, um
grupo de cadeirantes resolveu fazer um protesto original.
Eles ocuparam todas as vagas de estacionamento de uma movimentada rua de
Lisboa com cadeiras de rodas. Aos motoristas, confusos, deixaram apenas
um recado, ironizando a desculpa dada por quem comete o erro de parar
em vagas para deficientes: “só fomos ali e não demoramos nada”.
Mais em: http://catracalivre.com.br/geral/cidadania/indicacao/se-voce-para-na-nossa-vaga-nos-paramos-na-sua/
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