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03/06/2019

Da matriz à combustão para a matriz elétrica.



Texto do jornalista Ronaldo Lemos.

"O futuro do transporte é elétrico"

  Andar por cidades chinesas como Hangzhou e Shenzhen causa um estranhamento para quem é brasileiro. Ambas são megalópoles de 9 milhões e 12 milhões de pessoas. No entanto, o tráfego de veículos nessas cidades é curiosamente silencioso. 

Furgão itaipú E-400, da brasileira Gurgel. 1981. Segunda a fabricante, podia rodar 100km.

Os rãããããã e tssss que são constantes nas cidades brasileiras estão desaparecendo por lá. A razão é simples. Boa parte dos veículos é elétrica.

Tome-se o exemplo de Shenzhen. A cidade tem hoje 100% da sua frota constituída de ônibus elétricos. Só como base de comparação, Shenzhen tem 15.500 ônibus. São Paulo, 14.500. Em dez anos, a cidade aposentou a integralidade da frota a combustão. Com isso, adotou ônibus de última geração movido a baterias. Não há fios elétricos que ficam faiscando, nem motoristas desesperados tentando encaixar polos que se soltaram. E as baterias usadas são de fosfato de ferro, recicláveis.
Mas quanto custa carregar esses ônibus? Uma carga completa com autonomia de 300 quilômetros custa R$ 120. No caso dos carros, uma carga completa que permite circular por 400 quilômetros custa R$ 20. 
Converter a frota de veículos de uma cidade para elétricos cria um círculo virtuoso. Com sua disseminação surge uma nova infraestrutura capaz de armazenar eletricidade. Baterias podem ser carregadas a partir de qualquer fonte, seja na tomada ou por painéis solares. 
Cada dono terá incentivo para carregar seu carro fora do horário de pico para pagar menos. E também para comprar um painel solar (ou exigir que seu condomínio instale um). Com isso pode zerar seu custo de deslocamento. Mais do que isso, em casos de falta de energia, as cidades podem direcionar seus ônibus para hospitais e outros lugares críticos. A bateria de cada um funciona como um gerador móvel.
Os sinais de que o futuro do transporte é elétrico estão em toda a parte. Todas a montadoras estão lançando carros nessa modalidade. 
Só existe um lugar que tem aversão a isso: o Brasil. Em nosso país, os carros e motos elétricas são tributados de forma punitiva. Quem compra um carro elétrico no Brasil paga 50% de impostos...

 
Tecnologia de carro elétrico já no ano de 1905. EUA


Mais em: Folha de São Paulo, 03/06/2019.

06/05/2019

O futuro não é mais como era antigamente...


     Nas décadas de 1920 e 1930 a grande discussão, em termos de mobilidade, nos EUA era sobre como se deveria implantar a grande expansão da rede rodoviária pelo país. Nesse debate estava também incluso como se pagaria por esses investimentos. Além da implantação de uma cultura de adoração do bem patrimonial: "automóvel" e todas as implicações sócio-culturais ligadas a ele (liberdade, masculinidade, status social, desenvolvimento tecnológico, etc), havia um enorme interesse econômico que essa expansão poderia trazer. 
     A construção desse imaginário de um futuro promissor, baseado em um transporte de massas, mas de cunho individual moldou a cara da América do Norte e de boa parte do mundo. O preço dessa escolha se fez mais pesado em países pobres que não souberam (ou puderam) planejar suas cidades e estradas.  Mas notamos hoje (mesmo no berço desse pensamento) um redirecionamento dessa política.  O futuro que vislumbramos hoje é bem diferente do que tínhamos no passado, ainda bem.  





The Jetsons (em português Os Jetsons) é uma série animada de televisão produzida pela Hanna-Barbera, exibida originalmente entre 1962 e 1963.     




















Cartaz de propaganda: "As estradas deveriam ser de graça", durante os debates sobre a expansão da malha viária americana na década de 1920/1930. 











Mais aqui e aqui.

08/04/2019

Desing viário e segurança

https://live-thecityfix-sandbox.pantheonsite.io/wp-content/uploads/2016/12/2_NEW.jpg    Pedestres (em especial crianças e idosos), motociclistas e ciclistas são a grande parte das vítimas dos "acidentes" que ocorrem a cada ano em todo o mundo. Um caminho muito eficaz para reduzir esses números é a adoção de uma arquitetura viária amigável a esses públicos. Sabemos que um atropelamento em uma velocidade de até 30 km/h resulta em mais de 90% de chance de salvar a vida dessa pessoa. Sabemos também que se essa velocidade de impacto subir somente mais 20 km/h, ou seja 50km/h a chance do pedestre morrer se aproxima de 80%!.
    Nesse sentido, em vários locais do planeta a adoção de medidas de contenção de velocidade são vitoriosas e as estatísticas comprovam isso. A adoção de rotatórias, por exemplo, reduz entre 70% à 90% colisões nos cruzamentos, reduzir a largura das faixas de tráfego é outra opção eficaz. Em boa parte dos  casos pequenas mudanças geram grandes resultados:



Streets in Mexico City were redesigned to increase pedestrian safety. Photo by SEDEMA CDMX     

 
Antes e depois da Rua Joel Carlos Borges. (Foto: Daniel Hunter e Pedro Mascaro/WRI Brasil)
  

Mais aqui.

01/04/2019

8 ações para reduzir as mortes no trânsito

Apesar de mais de 1,35 milhões de pessoas perderem a vida em acidentes de trânsito todos os anos, esse tipo de fatalidade não tem a mesma atenção de políticos e da mídia quando desastres de avião, trem ou embarcações. Algumas acreditam que as mortes em acidentes com veículos são parte da rotina ou inevitáveis – mas elas não precisam ser.
Ruas projetadas de acordo com a abordagem se sistemas seguros colocam a vida humana – e a sua vulnerabilidade inerente – em foco. A estratégia reconhece que o corpo humano tem limites e mesmo a pessoa mais consciente pode cometer um erro, mas isso não deve custar-lhe a vida. Essa perspectiva é importante principalmente quando consideramos as pessoas que caminham, pedalam ou utilizam motocicletas, que não têm a proteção adicional de um carro e que juntas respondem por mais de 50% de todas as mortes no trânsito.




O relatório Sustentável e Seguro, lançado pelo WRI Ross Center for Sustainable Cities e pelo Banco Mundial, que acaba de ganhar uma versão em português, fornece orientações sobre como criar um sistema de mobilidade seguro para todos as pessoas que transitam nas ruas. São ressaltadas oito ações que, quando aplicadas de maneira integrada, têm o potencial de mitigar riscos ao reduzir a frequência e a distância dos deslocamentos e oferecer uma grande variedade de opções seguras e saudáveis de mobilidade.
Abaixo, entenda quais algumas dessas ações:


 Construir cidades compactas e conectadas

<p>Legenda para cegos, pode ser a mesma da pública</p>

 Desenhar ruas mais inteligentes

  <p>Desenhar ruas mais inteligentes</p>

 Exigir padrões universais de segurança para veículos

 <p>Exigir padrões universais de segurança para veículos</p>

 


Mais aqui e aqui.

fontes: https://wrirosscities.org/
          WRI Brasil

23/01/2019

Sinais Internacionais. Comitê Permanente sobre Tráfego Rodoviário

Sinais Internacionais. Comitê Permanente sobre Tráfego Rodoviário

               A Organização para as Comunicações e o Trânsito foi uma organização técnica da Liga das Nações, responsável pela promoção de cooperação internacional em áreas como o tráfego rodoviário internacional, o transporte ferroviário e a navegação de cabotagem, navegação por portos e marítima, unificação dos sinais de trânsito e de sinais marítimos, simplificação de passaportes e de procedimentos para visto e transmissão de energia elétrica para além de fronteiras nacionais.
 
Sinais Internacionais. Comitê Permanente sobre Tráfego Rodoviário A organização estabeleceu vários comitês permanentes e temporários para áreas de política específica, incluindo o Comitê Permanente sobre Tráfego Rodoviário. A Organização para as Comunicações e o Trânsito realizou as conferências principais em Barcelona, em 1921, e em Genebra, em 1923, para concluir convenções sobre portos e ferrovias. A organização também assumiu a liderança no trabalho com estados membros da Liga, para esboçar a Convenção para a Unificação de Sinais Rodoviários, de 1931. Aqui, mostra-se um sistema de sinais de trânsito internacionais e de sinais gestuais, proposto pelo Comitê Permanente sobre o Tráfego Rodoviário. Este documento pertence aos arquivos da Liga, que foram transferidos para as Nações Unidas em 1946, e estão armazenados no gabinete da ONU, em Genebra. Eles foram anexados ao registro da Memória do Mundo da UNESCO em 2010. 
 
 

11/09/2018

Haikai

"O humor, compreende também o mau humor.
O mau humor é que não compreende nada."*









*Millôr Fernandes

24/03/2017

Fatos sobre o trânsito

16 Facts about Cars




16 Facts about Cars
95% do tempo de vida de um carro é gasto estacionado!


16 Facts about Cars
Um carro tem em média 30,000 partes!

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Atualmente há 1 bilhão de carros em uso no planeta!






16/10/2014

Os 'apaixonados' por carros e o quadrado (revisit)*


    Tem aquela musiquinha pueril que diz: "...cada um no seu quadrado", já ouviram? Tenho certeza que sim, mas o fato é que muitas vezes o 'nosso quadrado' se expande tanto que acaba por se tornar um um verdadeiro latifúndo. Viver em sociedade é conseguir colocar em 'um quadrado' nossos interesses, valores, ideologias, ambições e frustrações. Viver em sociedade é saber que existem outros "quadrados". Relacionando ao trânsito: Cada indivíduio na sua, mas respeitando o espaço do outro. 
      Meu pensamento é simples: Respeito o outro para poder ser respeitado.

     Agora, nada impede que eu elabore críticas aos 'quadrados' vizinhos.  Um exemplo que sempre citei em aula é o fato de que muitas pessoas têm paixão por carros.  A mídia explora bem isso, vende e até cria slogans; " Apaixonados por carros, como todo brasileiro..." Ora, sou brasileiro, porém, nenhum pouco apaixonado por carros...

      Mas tudo bem, no meu 'quadrado' algumas coisas têm mais importância que outras. A vida em primeiro lugar, consequentemente, uma máquina não pode receber mais importância que as pessoas.  É bom lembrar ainda que a palavra paixão, segundo o dicionário* é algo levado a um alto grau de intensidade, sobrepondo-se à lucidez e a razão (penso logo na imagem do cara aí de cima**). Tudo bem que a paixão nos cega, nos retira do mundo da racionalidade e nos faz verdadeiros bobocas. 
     Agora quando essa paixão não é por outro ser vivo, e sim a um pedaço de metal, convenhamos, temos que concordar que a sensatez passou por ali e foi embora...

    Nesse sentido, podemos entender melhor o porquê de tantas loucuras em nossas ruas. Pessoas matam e morrem pelos seus carros. Pequenos arranhões na lataria são encarados como ofensas imperdoáveis! 
Mas como somos 'brasileiros apaixonados por carros' tudo isso é compreensível, não é?

    É preciso pensar e ter em mente que um hobby (gostar de carros), não pode ser mais importante do que uma vida ou a convivência com o outro.  

Mas o sujeito que se diz apaixonado por um carro está cego (e surdo) de amor, portanto,  não aceitará sua doença e nos dira: " Quem nunca se apaixonou que atire a primeira pedra"
.
O mundão louco...






Observação: Texto publicado originalmente em 20/08/2010.



* Novo Dicionário Aurélio.
** Do filme: O Iluminado.

30/09/2014

A rua é (somente) do carro?

Os “parklets” foram criados em São Francisco, nos Estados Unidos, e surgiram como forma de converter o espaço de estacionamento de automóvel na via pública em área recreativa temporária. A ideia tinha aparecido por aqui como um projeto que visava estimular a discussão das cidades para as pessoas e o uso do solo com equidade. O resultado foi positivo e, agora, o "parklet" faz parte de São Paulo.
"Nós conseguimos transformar uma ocupação do espaço em política pública", comemora Lincoln Paiva, presidente do Instituto Mobilidade Verde, que, em parceria com o Design Ok, concretizou o projeto. "Agora, a Prefeitura vai publicar um manual de como fazer um parklet e qualquer pessoa vai poder fazer o seu", explica. 












 
mais informações aqui. e aqui.




21/08/2014

Testes de colisão nos carros nacionais...

Palio e Onix recebem três estrelas em crash test. Latin NCAP avaliou compactos entre os mais vendidos do Brasil, além do Peugeot 208, que recebeu quatro estrelas.

 Mais em Latincap, olha lá.

 

18/03/2014

Carros e bicicletas não precisam ser inimigos.

Pessoas em bicicetas!

  

Realmente não precisam.  Passamos por um momento de crise na mobilidade urbana do Brasil. A explosão da frota de carros e motos no país socializou um problema até então restrito às grandes cidades como São Paulo e Rio de Janeiro. Mas a crise deve servir como um incentivo para pensarmos em soluções (não só em saídas emergenciais) para a questão mobilidade (ou imobilidade) urbana.
   A bicicleta que até então era vista somente como objeto de lazer, sem maiores pretensões, demonstra que pode sim contribuir e muito para a construção de soluções.
Pessoas em carros!


Mas é um erro visualizar a bicicleta como a 'substituta' dos carros ou mesmo achar que ela é " A solução" para a poluição, acidentes e congestionamentos nas cidades. Esse equívoco já ocorreu no passado quando os carros  foram eleitos como os donos das cidades. As bicicletas precisam ser encaradas como uma peça na organização espaço-mobilidade de uma ou várias regiões urbanas e não opositoras de um determinado modal. A lógica do conflito entre carros e bicicletas é prejudicial para todos (e, em especial, para os mais desprotegidos). Há espaço e necessidade de existência de ambos em nossas cidades, mas é preciso planejamento. 

     Portanto, pensar em briga de carros x bicicletas não é lógico, até mesmo por que carros, bicicletas, motos, ônibus ou qualquer outro meio de deslocamento só tem 'vontade' quando há uma pessoa o animando. Nesse sentido, são pessoas que estão brigando por espaços que devem ser racionalizados em nome do bem coletivo e não em função do veículo que usam em determinado espaço/horário do dia.
A mobilidade do carro deve ter prioridade? Depende. Depende do local, dia, horário, quantidade de pessoas que são beneficiadas, poluição sonora, do ar, etc.
A mobilidade da bicicleta deve ter incentivada/adotada? Depende. Depende do local, dia, horário, quantidade de pessoas que são beneficiadas, impactos ambientais, fatores de segurança, etc.
O mesmo serviria para tratarmos do sistema de ônibus, trem, metrô, táxi, lotações, deslocamentos a pé e tantas outras opções possíveis.
  O trânsito é o movimento de pessoas, não máquinas. As pessoas precisam conversar e priorizar o que realmente tem valor, no caso a vida (e sua qualidade). Pessoas em bicicletas e pessoas em carros não precisam ser inimigas, pelo menos assim penso...





Mais sobre o tema (convivência entre carros e bicis) aqui aqui.

14/03/2014

Transporte público contra a poluição

Contra poluição alarmante, cidades francesas liberam transporte público gratuito

  Após a poluição chegar a níveis alarmantes, o governo liberou o transportes públicos gratuito na região de Paris e outras duas cidades pelos próximos três dias a partir de sexta-feira.

Quase três quartos da França está sob alerta laranja do que a Agência Europeia do Ambiente diz ser a pior poluição do ar desde 2007.
Segundo informações do jornal francês "Le Figaro" o alerta de poluição é causado pelo aumento das partículas finas inaláveis MP10 (nome científico), poluentes comuns na atmosfera e gerados pela combustão. Mais de 80 microgramas de PM10 por metro cúbico de ar foram verificados em 30 departamentos. 

 Nuvem cobre Paris no que são considerado os piores níveis de poluição desde 2007

  Fonte: Folha de S. Paulo digital  e  Le Figaro


Os carros são o problema, segundo a imprensa. II

A linguagem constrói o mundo....

Carro capota na Avenida Ipiranga

Fonte: ZH digital, em 14/03/2014

12/03/2014

Os carros são o problema, segundo a imprensa.

A linguagem constrói o mundo....

Carro bate contra árvore e motorista fica ferido no bairro Moinhos de Vento

 Em outro caso, no Petrópolis, carro foi abandonado após choque contra poste e capotagem

Foto: Diogo Zanatta / Agência RBS

  O fato é que ao usarmos a linguagem expressamos uma perspectiva única sobre a realidade (o que não necessariamente confirma que as coisas no mundo são da maneira como as enunciamos).
  Nossa interação linguística e subjetiva sobre o mundo é constante, isso também é um fato. Estamos constantemente criando o mundo/sociedade na qual estamos inseridos. Ao adotar determinado discurso lapidamos 'nossas verdades' e tentamos influir em 'verdades alheias'.

   A manchete: Carro bate contra árvore e motorista fica ferido...” põe a 'culpa' nos carros e isenta o condutor de qualquer responsabilidade sobre o fato. Dessa forma, deduzo, que para o jornalista que fez tal manchete o “carro” é o culpado dos ferimentos no pobre condutor...


Fonte: ZH digital. Ed. 12/03/2014.


27/01/2014

Bici em táxi


"Boa vontade e disposição fizeram a fama e a clientela do taxista José Marlucio Torres, 59. Sem frescura na hora de atender aos chamados, o motorista se tornou o número um dos ciclistas. Depois de conseguir levar sete bicicletas de uma só vez, então, ele se tornou uma lenda para a turma do pedal.
Com ele também não tem corrida longa ou curta. Torres leva e traz passageiro e bike para o aeroporto, para a serra da Cantareira, para Cananeia, no litoral, e até para Ribeirão Preto, no interior do Estado. Por isso, não faltam histórias de pessoas que foram "salvas" por ele.
Pedro Cruz, 17, que faz entregas de bicicleta, foi um deles. No começo do mês, depois de participar de um protesto motivado pela morte de um ciclista atropelado por uma carreta na avenida Pirajussara (zona oeste), seu pneu rasgou. Dá-lhe seu Torres para levar a bicicleta para casa, do outro lado da cidade, na Vila Nova Cachoeirinha (zona norte)." Mais em Folha on line

16/01/2014

O inevitável

Ator morre "acidente"
Quando ocorre só nos resta lamentar, chorar, aceitar e resignar-se. É a submissão paciente aos sofrimentos da vida... O inevitável é assim, lógico, definitivo e impositivo.
  Em nossa organização socioeconômica, a adoção de determinados valores éticos (e os seus desdobramentos morais) nos leva a resultados, no mínimo, tristes. 
Consumir é o motor da economia. Consumir irracionalmente e com uma intensidade cada vez maior é o valor cultural introjetado em todas camadas sociais e que gera resultados já bem conhecidos, poderia dizer: inevitáveis.  
  No que tange ao trânsito, poderia citar o 'amor' aos carros (para aqueles que podem realmente colocar no mesmo cesto seres vivos e inanimados como objeto de amor?!) que faz com que pessoas gastem fortunas em compras desnecessárias (será que realmente é preciso trocar de carro todo o ano, ter motores super potentes para realizar pequenos deslocamentos urbanos, etc) para as suas vidas (mas extremamente necessárias para o fomento ao consumo). 
  Mais complicado ainda é o fato de associar ao consumo determinado comportamento. Ora, todo bom capitalista que se preze (sic), sabe que tempo é dinheiro, logo quanto mais rápido, mais dinheiro. Quem é rápido faz mais grana, tem mais sucesso, pode consumir mais e mais.
 O consumo irracional e acrítico de produtos (e seu valores) traz consigo também consequências. Carros que são vendidos por atributos de velocidade e potência, brinquedos, desenhos, músicas, filmes e inúmeros outros exemplos,  nos revelam que um trânsito violento não é algo inesperado. A associação de valores como velocidade e trânsito gera todo ano (em todo o mundo) milhares de mortos e feridos (outros fatores também contribuem, mas a cultura consumista e irresponsável da velocidade tem grande parte nesse problema).
Um processo de formação crítica do indivíduo (educação em casa e na escola) e um Estado que preserve a vida dos cidadãos (dando prioridade à vida e não aos carros e o consumo) é o caminho para fugirmos do inevitável.
Tornar o inevitável em EVITÁVEL é o que nos torna melhores. Esse paradoxo é possivel. Quando sabemos dos riscos e resultados de determinado comportamento, será a nossa escolha que determinará se queremos rir ou lamentar.
  

Porche estava 160 Km/h








13/01/2014

R$ 2,00 por 200 km tá bom?



Do site independente: "O empresário aposentado João Alfredo Dresch construiu seu próprio carro elétrico, aqui em Lajeado. O veículo mede 1,96m x 1,05m e tem capacidade para dois tripulantes. Entre outros acessórios, é equipado com cinto de segurança, freio a disco e extintor de incêndio. O motor do carro chega a velocidade de 70km/h e vem equipado com um carregador de bateria que funciona em tomadas convencionais. O construtor afirma que três horas carregando possibilitam ao carro andar por mais três horas, o que gera um custo de energia de R$ 2,00 e uma estimativa de cerca de 200km.
João, que expôs seu carro na Construmóbil, usava-o para deslocar-se na cidade, até o veículo ser recolhido na última semana. O motivo é a falta de legislação para carros desta modalidade.
Entre os objetivos de João, está o de buscar apoio para viabilizar a legislação neste sentido para que possa fabricar em larga escala. O valor estimado de cada protótipo, sem impostos, varia de R$ 18,00 até R$ 20 mil."

20/11/2013

Restrição aos automóveis, caminho sem volta.

Mapa mostra área que será atingida Em Porto Alegre começou a ser debatido nesta segunda-feira (18/11) em período de Discussão Preliminar de Pauta da Câmara Municipal. A proposta, de autoria do vereador Marcelo Sgarbossa (PT), delimita a restrição às seguintes vias: Rua Caldas Júnior, Rua Siqueira Campos, Avenida Júlio de Castilhos, Rua Dr. Flores, Avenida Salgado Filho, Rua Andrade Neves, Rua General Câmara e Rua dos Andradas. Segundo o projeto, o acesso de veículos automotores à área restrita poderá ser controlado por meio da instalação de pinos nas ruas e por câmaras de vídeo.

Mais informações no site de acompanhamento do projeto.

06/08/2013

Podem acreditar, amanhã será pior!


      

      Em novembro de 1959 a VW inaugura sua primeira fábrica no Brasil, já no início dos anos 60 uma forte campanha reforça a ideia de que o país cresce e que os transtornos gerados por esse crescimento não são ruins, bem pelo contrário, são 'problemas sadios'. Já há mais de 60 anos estávamos condenados a chegar onde chegamos; carros aos borbotões, ar poluído e tranqueiras crônicas.
  E mais uma coisa,  vendo essas propagandas e continuando essa lógica, meu lema é: hoje está bom, amanhã será pior...







25/07/2013

Risco de morte sobre 9 vezes de 30 km/h para 50 km/h

     Risco de morte sobre 9 vezes de 30 km/h para 50 km/h! Somente esse argumento bastaria para colocar fim em uma proposta de aumento de velocidade em vias urbanas. Mas, infelizmente, para reforçar a ideia de que boa parte de nossos políticos são incompetentes e mal assessorados (no mínimo!) vemos propostas pelo Brasil afora tentando aumentar os limites em vias urbanas.
     Questões de caráter essencialmente técnico são tratadas com uma irresponsabilidade assustadora. Essas figuras públicas perdem uma ótima oportunidade de ficarem caladas. Veja a matéria abaixo, do jornal Gazeta do Povo - Curitiba, e tire suas próprias conclusões. Aumentar o limite de velocidade em nossas vias é a solução?


20 km/h a mais fazem muita diferença

  Quando o veículo passa de 30 para 50 km/h, o risco de morte em caso de atropelamento sobe de 5% para 45%. Campanha defende zonas com limites menores de velocidade.


    Um leve toque no acelerador pode significar variação de 20 quilômetros na velocidade do carro e, mais do que isso, um grande salto nas estatísticas de atropelamentos letais. Quando o acidente se dá a 50 km/h em vez de 30 km/h, por exemplo, há uma elevação de 5% para 45% no risco de morte. Essa é uma das razões que levaram o jurista Luiz Flávio Gomes a iniciar uma campanha para criar nas cidades brasileiras zonas em que o limite de velocidade seja de 30 km/h em áreas residenciais ou escolares. A medida já é comum na Europa.
Gomes recorre às estatísticas para provar que a velocidade tem relação direta com mortes no trânsito, à razão de uma a cada 11 minutos. Porém, somos levados a confiar em demasia na nossa sensatez ao volante e a crer na segurança que o carro proporciona. A engenharia automobilística salva vidas e é capaz de amortecer impactos, mas as capacidades humanas continuam as mesmas, falíveis e limitadas frente ao inesperado.
Mesmo diante do imponderável, as pessoas não costumam pisar no freio. O brasileiro criou uma cultura de impunidade e um culto à velocidade no trânsito, avalia o coordenador do Programa Ciclovida, da Universidade Federal do Paraná, José Carlos Assunção Belotto. Como uma mudança de hábito não se processa tão rápido, ele salienta que só será possível mudar o comportamento dos motoristas com perseverança na fiscalização e punição dos infratores.
     Para o coordenador do Ciclovida, a “Zona 30” só teria sucesso se fosse acompanhada de campanha educativa e punição. O diretor de Fiscalização da Secretaria de Trânsito de Curitiba, Éder Carlos Rodrigues, concorda que educação é fundamental para mudar a cultura de associar o carro à velocidade e ao status social. Ainda segundo ele, nada mudará se não houver conscientização de que alguns quilômetros a mais podem causar acidentes de proporções irreparáveis.
Números
    Rodrigues dispõe de estatísticas para embasar seu argumento: em 2011 houve 18.736 multas em Curitiba por excesso de velocidade só em lombadas e barreiras eletrônicas, cujo limite de velocidade é de 40 km/h. As autuações subiram para 22.186 no ano seguinte. “Se não respeitam o limite de 40, imagina o de 30”, observa. Ele diz que na maioria das escolas de Curitiba o limite já é de 30 km/h, mas os motoristas reduzem a velocidade mais por causa dos obstáculos humanos que as crianças representam do que pela sinalização.
      Já para o psicólogo e pesquisador do comportamento no trânsito Fábio de Cristo, a velocidade nas vias públicas não tem causa apenas no motorista. “A pista também pode estimular esse comportamento, como, por exemplo, as avenidas largas e retas, que convidam a correr. Assim, o desafio das autoridades consiste em equilibrar as ações, que devem incluir tanto o motorista quanto a infraestrutura viária e a fiscalização”, diz.