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05/06/2019

Aqueles que bradavam por punições, agora pregam a impunidade.

O infrator de trânsito que denuncia a indústria da multa costuma ser o mesmo que discursa contra a impunidade.*


Como assim?





Com mudanças na CNH, especialistas temem mais acidentes fatais no País

Projeto de lei do governo dobra a validade da carteira de motorista e o número de pontos para cassação




 O ponto central das críticas é o aumento do limite de pontuação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), que passaria de 20 para 40. “Apesar de aparentemente ser benéfico, ele só beneficia 5% da população, que são os chamados ‘infratores contumazes’, aqueles que mais tomam multa”, diz José Aurelio Ramalho, diretor-presidente do Observatório Nacional de Segurança Viária.
05 de junho de 2019 | 03h00





* Juremir Machado

29/11/2018

Compadecer, uma bela palavra.

                                        "Compadecer, essa palavra me veio à cabeça." 
Resultado de imagem para joão Grilo + compadecida
  Lembrando da peça teatral*, o Auto da Compadecida (obra-prima da cultura brasileira), revivi o trecho  no qual a Compadecida intercede pelo "desgraçado" João Grilo.  Uma cena tocante, pois retrata a atenção, o cuidado, a empatia pelo outro. No caso, Nossa Senhora advoga pela salvação do trambiqueiro, filho da miséria e do descaso de todos.  João é o retrato da miséria de um povo.
Resultado de imagem para compadecer   Nessa bela história, aprendi que o desprendimento e a coragem de alguém ao se "compadecer" com a dor alheia é algo sublime. Ao escolhermos afastar o egoísmo demonstramos nossa maturidade emocional.  Nesse sentido, penso que ser solidário é demonstrar saúde emocional.  Em nosso cotidiano esquecemos, ou fechamos os olhos para o outro, somos uma sociedade do egoísmo e do esquecimento do outro.  Muitas vezes nas cidades não dizemos se quer um bom dia! Não paramos em faixas de travessia de pedestres quando dirigimos nossos carros, não seguramos a porta do elevador para aqueles que se aproximam, não pedimos licença, não falamos obrigado para quem nos serve. Em geral não praticamos a empatia - somos uma sociedade antipática.
   Por isso o compadecer me pareceu um ato tão nobre. Não tem nada haver com defender os erros alheios ou defender malfeitores e criminosos. Compadecer é  padecer junto, é ser solidário com a dor alheia, é tornar um pouco menos pesada a carga que pesa nos ombros do seu semelhante. É realizar o esforço de entender os motivos,  procurar causas e efeitos. Entender.
Imagem relacionada
   Por ser o oposto do egoísmo e da indiferença compreendi o motivo pelo qual me encantei com essa palavra. Ela reflete algo que acredito: compadecer é ser (realmente) humano.



Bela palavra e belo sentimento que ela compreende.






(e filme de Ariano Suassuna)

12/11/2015

Família Pedrosa


         Projeto lançado pelo jornal Pioneiro valoriza o pedestre e demais usuários do trânsito que normalmente são esquecidos.  "Para participar do projeto Família Pedrosa, a família pedestre, o leitor e o internauta podem recorrer a um bordão sempre que identificarem uma situação de desrespeito aos pedestres e cadeirantes nas ruas. Eles podem dizer: "Chama o Pedro". Será a senha para que a Família Pedrosa possa conferir a situação descrita e divulgá-la, cobrando uma resposta dos órgãos e pessoas responsáveis."  
Veja quais são os canais disponíveis para participar do Família Pedrosa, projeto do Pioneiro Ilustração: Charles Segat / Agência RBS/


As situações de desrespeito ao pedestre e ao cadeirante irão gerar um mapa digital que permitirá o acompanhamento de cada caso no pioneiro.com.





21/11/2013

Quando um ponte aumenta a distância.


01

   É a pura contradição: Pontes aumentando distâncias, dificultando acessos e aumentando isolamentos... 
    Ao analisar o trânsito em boa parte de nosso país, o que vemos é o reforço incondicional da "política do automóvel". Calçadas são devoradas por vias de rolamento, espaços para ciclistas são quase inexistentes e quando existem, via de regra, são mal projetados, mal sinalizados e mal conservados. Mas isso isso choca ainda mais quando vemos milhões de reais sendo gastos em obras de mobilidade que não geram mobilidade!
   Pedestres e ciclistas, diz nosso Código de Trânsito, devem ter total prioridade, visto sua fragilidade frente a carros, caminhões e outros veículos com motor. No entanto, para muitos gestores públicos, pedestres e ciclistas são problemas que infelizmente eles têm que conviver. O caso da ponte estaiada de São Paulo evidencia claramente o desrespeito com as pessoas, com aqueles que deveriam ter a prioridade.
 http://www.mobicidade.org/wp-content/uploads/2013/10/04-2-865x432.jpg


Fontes:   Failed Architecture    e   Mobicidade

19/11/2013

Se você para na nossa vaga, nós paramos na sua

utad

   "Imagine-se como uma pessoa com deficiência física. Você está dirigindo e precisa parar em algum lugar, mas todas as vagas destinadas aos deficientes estão ocupadas – a grande maioria por carros de pessoas que não são deficientes. Para conscientizar a população portuguesa de que é errado estacionar nessas vagas se você não for deficiente físico, um grupo de cadeirantes resolveu fazer um protesto original.
Eles ocuparam todas as vagas de estacionamento de uma movimentada rua de Lisboa com cadeiras de rodas. Aos motoristas, confusos, deixaram apenas um recado, ironizando a desculpa dada por quem comete o erro de parar em vagas para deficientes: “só fomos ali e não demoramos nada”.

Mais em: http://catracalivre.com.br/geral/cidadania/indicacao/se-voce-para-na-nossa-vaga-nos-paramos-na-sua/

21/05/2013

Debate atrasado, demasiadamente atrasado...

Inseguros a qualquer velocidade! Carros no brasil (minúsculo mesmo!) são armadilhas.
Para variar, aqui no país da Copa, estamos começando um debate que está atrasado, no mínimo, uns 50 anos! Ralph Nader, nos anos 60, denunciou que nos EUA os veículos eram: "Unsafe at Any Speed", ou seja: Inseguros a qualquer velocidade. A denúncia sobre o descaso da indústria com relação às mortes e traumas que os carros estavam gerando causou enorme impacto na forma de pensar a segurança automobilística pelas indústrias. As megamontadoras foram obrigadas a conjugar lucro e segurança desde então. Mas aqui, no país da Copa e da Olimpíada o lucro fala mais alto. Aqui, a vida não tem valor, ou melhor, vale bem menos que a vida de um americano, ou europeu... Veja o que diz aLatin ncap: " um airbag custa míseros 50 dólares para ser produzido, ou seja, sua vida vale no máximo US$49,99". E mesmo assim esse equipamento não é adotado em toda a frota nacional. A indústria está se lixando e o governo desde muito tempo já sabe que nossos carros são carroças (Collor que o diga). No entanto, nada foi feito com a intensidade que se deve. Até mesmo um bom carro, como o Toyota Corolla vendido na Europa NÃO é mesmo vendido no Brasil! Os resultados dos testes de segurança são diferentes.
O europeu obteve 5 estrelas para adulto (incluindo os testes que não são feitos aqui) e 4 para criança, diferente do daqui com 4 estrelas adulto e UMA para criança. Triste, muito triste não é verdade?
Mais em: http://gearheadbanger.com/2012/01/03/inseguro-a-qualquer-velocidade-nossa-seguranca-parou-no-tempo/


27/09/2012

Dane-se a fluidez!

  A frase que ouvi foi do Engenheiro de Trânsito Horácio Augusto, vice presidente da Associação Brasileira de Pedestres. Vindo de um Engenheiro de Trânsito essa frase tem um efeito ainda maior. DANE-SE a fluidez! Em primeiro lugar deve estar a segurança de pedestres e outros usuários menos protegidos em nossas vias. Vai ser lançado em breve um filme que trata de uma de nossas maiores vergonhas nacionais, o caos no sistema de circulação nacional. O filme em questão chama-se Luto em Luta.



01/08/2012

Calçada, essa incompreendida!

Certa vez ouvi alguém dizer que o nível de cidadania de uma sociedade se deveria medir pela largura de suas calçadas (no cálculo do IDH deveria se levar em conta as mesmas). Com a explosão no número de carros em nossas vias nos últimos anos, as calçadas vêm sofrendo agressões cada vez mais intensas. A pressão por mais áreas de estacionamentos e mais espaços para a circulação de carros intensificam esses movimentos de ataque aos passeios públicos.

28/08/2011

Nem por UM MINUTO!!


Ótima produção,

O uso indevido de vagas destinadas a pessoas com deficiência em estacionamentos de estabelecimentos – que resultou no lançamento da campanha “Esta vaga não é sua nem por um minuto” em meados de março deste ano – é o foco do vídeo que a agência TheGetz colocou no ar neste fim de semana nas redes sociais.

Como a principal desculpa para a ocupação de vagas exclusivas para deficientes e idosos é sempre a do pouco tempo de permanência no estabelecimento, o “apenas um minuto”, a TheGetz colocou cadeiras de rodas em vagas normais e registrou a reação das pessoas em um estacionamento de Curitiba. O resultado é o vídeo que pode ser visualizado nas páginas da campanha no Facebook, Twitter, Youtube e Vimeo. O filme também pode ser acessado pelo blog do movimento.


01/03/2011

De quem é essa cidade???


De quem é essa cidade?

De quem é essa cidade, afinal? Essa é a pergunta que me vem à cabeça quando leio as notícias sobre o nosso trânsito. Sinto uma quase depressão, uma tristeza que me aperta o peito e faz pensar se é esse o lugar que quero para criar meus filhos, cultivar amizades e depositar minha existência. Será que é possível viver feliz em um lugar no qual máquinas são mais importantes que pessoas?
Em Porto Alegre (e em milhares de outras cidades) a regra é bem clara: A PRIORIDADE É PARA QUEM TEM CARRO. Os que ousam desafiar esse pensamento são vistos como lunáticos, seres quixotescos que não devem ser levados muito a sério. Os carros não têm vida, nada mais são do que pedaços de metal e outros componentes, criados pelo homem para nos servir... Mas o fato é que o carro e toda a ideologia embutida em seu uso traz consigo um pesado fardo para a vida em comunidade. Poluição, acidentes, ocupação de espaços verdes para a construção de estacionamentos e pistas de rolamento seguem em um ritmo frenético e que nunca será saciado.
A prefeitura (a atual e anteriores) segue a mesma cartilha surrada há décadas, privilegiando as máquinas e esquecendo das pessoas. Quantas ciclovias foram efetivamente feitas? Quantas pessoas, todos os dias, tropeçam em calçadas desniveladas, esburacadas e mal iluminadas? Pergunto: isso também não são acidentes de trânsito? Calçadas e ciclovias não merecem também a nossa atenção?
Esses são apenas alguns dos motivos que me levam a afirmar que nossa cidade nos foi usurpada por uma máquina: o automóvel!
A cidade dos carros é cruel com aqueles que desafiam o seu poder motorizado. Pedestres, ciclistas, usuários do transporte público são oprimidos em uma ditadura digna de causar inveja em Gaddafi, Pinochet e companhia. Não há espaço para alternativas e dissidências...
O caso da semana passada, quando um grupo de 'subversivos' teve a ousadia de contrariar o domínio do carro é emblemático e deveria ser tomado como dia do basta!
É preciso, mais do que nunca, deixar claro que o automóvel sozinho não é a solução para os problemas de deslocamentos nas cidades. Como caminhões não resolverão sozinhos os problemas de transporte de cargas pelo país, entupir as cidades de carros não trará mais mobilidade para as pessoas, bem ao contrário.
Essa música tocada com uma única nota já não encanta mais os ouvidos. Outras formas de transitar são possíveis e necessárias para a oxigenação de nosso trânsito. Trens e hidrovias precisam ocupar seus espaços nos transportes de longas distâncias de nosso pais continental; é mais barato, seguro, ecológico e, portanto, mais racional.
Nas cidades, o carro ocupa espaço demais. Metrôs, ônibus elétricos e barcos em cidades banhadas por águas, como Porto Alegre, são as saídas mais inteligentes para transportes de massas, não usá-las é pura burrice. Não prego o fim do automóvel, mas sim a racionalização de seu uso.
Não uso a bicicleta em meu cotidiano. Confesso isso com certa vergonha, pois gostaria de pedalar por Porto Alegre, mas confesso também que tenho medo. Na verdade não encorajo ninguém a pedalar hoje nas ruas, já que isso é normalmente encarado por aqueles que andam em carros quase como uma ofensa, um ataque ao espaço privado do carro. Andar de bicicleta nas vias de uma grande cidade deve ser encarado como esporte radical. Saltar de paraquedas ou voar de asa delta é mais seguro...
Mas ao mesmo tempo em que fico triste com o que acontece, também reacendo minha esperança em dias melhores. Ditaduras caem, comportamentos mudam (mesmo com resistências) e, enquanto houver pessoas que ousam e questionam em busca de uma vida melhor, ainda há esperança!
Torço com grande intensidade que esses 'malucos' que pedalam pelas ruas sejam mais respeitados, que não esmoreçam em sua luta e usem capacetes. Senti vergonha alheia pela atitude desse senhor que acelerou covardemente sobre o grupo de ciclistas, mas ao mesmo tempo tenho orgulho de ver que existem em Porto Alegre pessoas com personalidade e coragem para impor suas ideias.
Talvez tenha chegado o momento, mesmo que tardiamente, dessa cidade requerer simplesmente algo que é de seu direito: a rua para quem anda de bicicleta, a calçada para os pedestres e a cidade de volta para seus verdadeiros donos: as PESSOAS!

20/01/2011

As manchetes que nos envergonham


O mais triste nessa história é que essas manchetes já não causam o impacto que deveriam causar, pois, ao olharmos as estatísticas vemos que a cada ano a violência aumenta, sinal de que estamos inertes, admirando o monstro crescer e ficar mais feroz a cada dia. Ano a ano batemos nossos recordes de mortes, a cada feriado superamos as tragédias do ano anterior, assim segue nossa maldita rotina! Veja os números abaixo.
Número de mortes no trânsito no RS*:
2008 - 1424
2009 - 1479
2010 - 1705
Sinceramente, o que nos resta fazer agora? O ano mal começou e o 'monstro' já dá sinais que continua sedento de sangue. Sugiro que as próximas manchetes sejam escritas da seguinte forma: VERGONHA! O número de acidentes...
Pois do jeito que está só nos resta ter vergonha de nossa estupidez crônica e irracional.


* fonte DETRAN/RS
jornal Zero Hora, edição de 20/01/11

26/04/2010

Sem pretensões, apenas percepções (2)

As contradições nos acompanham por toda a nossa existência, tentar evitá-las na busca pela coerência é louvável, porém, pouco eficaz na maior parte dos casos, principalmente se não estamos atentos.
Certa vez li que: "A contradição é a marca indelével que nos torna humanos...". Talvez o sujeito que escreveu isso quisesse dizer que somos falíveis, portanto, nos contradizer ou fazer coisas aparentemente irracionais seria algo "normal".
Excedemos a velocidade permitida somente para testar a potência do veículo, chegamos à beira de um penhasco pela emoção, nos arriscamos sem pensar na fragilidade e preciosidade de nossas vidas.
Aceito a idéia de nossa imperfeição, principalmente quando me questiono se seria lógico um médico, que sabe dos riscos do cigarro fumar? Um policial, um juiz ou um promotor ter ligações com marginais? Seria 'aceitável' um fiscal de trânsito cometer infrações? Um professor não querer ensinar? Um pai ou uma mãe não cuidarem de seus filhos? Um condutor não parar em uma faixa de pedestres?
Não, lógico não é, mas acontece...
Gosto de pensar que nossos problemas no trânsito têm um pouco de suas raízes nessas contradições. Agora, isso não me torna, nem obriga a ninguém a se tornar resignado e impossibilitado de lutar por mudanças. Somos contraditórios, no entanto, somos também seres que podem aprender e melhorar, isso é ser Humano: Errar, aprender, melhorar, evoluir!
O sujeito que anda em seu carro por vezes esquece que não nasceu com rodas e que a forma mais básica de deslocamento é usar as pernas, joelhos e pés. As pessoas na cidade, inclusive aquelas que não possuem carros e motos, acreditam que um trânsito bom é aquele no qual os veículos 'fluem' constantemente pelas vias. A questão é: e os pedestres como fazem para atravessar as ruas se os veículos nunca pararem?
Queremos que os condutores irresponsáveis sejam presos e punidos, no entanto, quando saímos à noite queremos poder beber e voltar dirigindo nossos carros! Os exemplos são muitos e o choque entre o que desejamos e fazemos no cotidiano torna-se um exercício diário para tentar melhorarmos. A questão que se coloca é que no trânsito se pede coerência e isso é um problema, pois, somos essencialmente contraditórios.
As regras de circulação, as infrações o respeito ao outro nada mais são do que uma exigência de coerência por parte de cada pessoa.
Nesse sentido, vejo que a educação no trânsito junto com um eficaz sistema de fiscalização são os 'marcos de orientação' para um caminhar seguro (e coerente) no trânsito.
A contradição é que mesmo sabendo disso, ainda continuamos aceitando riscos desnecessários, sentando à beira do abismo a todo o momento.

22/04/2010

Quem respeita?

Um empresário foi agredido ao reclamar para um condutor que havia estacionado em um local específico para pessoas com necessidades especiais. O resultado foi uma internação hospitalar e severas lesões na cabeça do reclamante. Agressão atrás do volante e agressões fora do veículo. Quem quiser reclamar que reclame, mas não espere rosas. A lei que impera é aquela: A melhor defesa é o ataque (ver link), de preferência com uma barra de ferro...
http://www.band.com.br/jornalismo/cidades/conteudo.asp?ID=291881

16/04/2010

Esses ciclistas...



"Andar de bicicletas nas ruas das grandes cidades é a forma mais prática de se suicidar..."

Conforme já denunciou Eduardo Galeano, os ciclistas estão em constante risco. É claro que o problema não são os ciclistas, mas sim uma cidade não preparada para esse meio de transporte. Esses bravos rebeldes (e um pouco malucos!) continuam insistindo a peladar quando quase tudo está contra eles.

A bicicleta é a saída mais rápida, barata, saudável e viável para o nosso problema diário no trânsito, porém, para isso é preciso algumas contrapartidas da sociedade. Mesmo quem não usa ou nunca se disporá a usar uma bicicleta deve incentivar o seu uso. Veja bem: Uma bici = Menos um carro = Menos poluição = Menos congestionamentos = Menos obras para os carros (viadutos, alargamentos de vias, etc)...
Por favor, respeitem esses 'malucos'!

15/04/2010

Calçadas, essas coitadas!


As pessoas esqueçem que as calçadas também são locais de trânsito. Exijimos que não hajam buracos nas vias de rolamentos, que o asfalto chegue logo em todas as ruas, mas não nos preocupamos com o estado dos passeios públicos. As calçadas estão mais estreitas, menos cuidadas e desvalorizadas pelas prefeituras. Isso é um grande erro, pois elas são os espaços mais democráticos que uma cidade pode ter. Nas calçadas passam pais, filhos e amigos. Passam os ricos, os pobres e mendigos. Passam vendedores e compradores, policiais e ladrões, cachorros e gatos, gremistas e colorados. Isso tudo quando se tem espaço...
A reportagem feita hoje (15/04) pela RBS é um exemplo disso tudo.
http://mediacenter.clicrbs.com.br/templates/player.aspx?uf=1&contentID=110009&channel=45