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23/08/2019

Passagem para vida selvagem

Em tempos de descaso ambiental, Los Angeles irá construir a maior passagem elevada para a vida selvagem do mundo.




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15/04/2019

Vamos acabar com os controladores de velocidade?

    Parece que estamos vivendo em uma realidade paralela... O problema é que as "otoridades" dessa realidade bizarra nos afetam na vida real! Pergunto: A quem pode agradar deixar de lado anos de confirmação de dados técnicos e estatísticos?  Deveríamos estar intensificando e aperfeiçoando essas medidas e não o contrário! Em muitos  países do mundo foi possível a redução drástica nos índices de mortes e feridos, em NENHUM deles verificamos que a retirada de equipamentos de controle foi um vetor de segurança viária.
     Então por quê afrouxar medidas até aqui tomadas e que geraram bons resultados? Estamos em um episódio de Black Mirror? Está parecendo que sim. Então que retirem os pardais, aumentem os pontos para favorecer os infratores, abram os portões do inferno!


 


08/04/2019

Desing viário e segurança

https://live-thecityfix-sandbox.pantheonsite.io/wp-content/uploads/2016/12/2_NEW.jpg    Pedestres (em especial crianças e idosos), motociclistas e ciclistas são a grande parte das vítimas dos "acidentes" que ocorrem a cada ano em todo o mundo. Um caminho muito eficaz para reduzir esses números é a adoção de uma arquitetura viária amigável a esses públicos. Sabemos que um atropelamento em uma velocidade de até 30 km/h resulta em mais de 90% de chance de salvar a vida dessa pessoa. Sabemos também que se essa velocidade de impacto subir somente mais 20 km/h, ou seja 50km/h a chance do pedestre morrer se aproxima de 80%!.
    Nesse sentido, em vários locais do planeta a adoção de medidas de contenção de velocidade são vitoriosas e as estatísticas comprovam isso. A adoção de rotatórias, por exemplo, reduz entre 70% à 90% colisões nos cruzamentos, reduzir a largura das faixas de tráfego é outra opção eficaz. Em boa parte dos  casos pequenas mudanças geram grandes resultados:



Streets in Mexico City were redesigned to increase pedestrian safety. Photo by SEDEMA CDMX     

 
Antes e depois da Rua Joel Carlos Borges. (Foto: Daniel Hunter e Pedro Mascaro/WRI Brasil)
  

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29/11/2018

Compadecer, uma bela palavra.

                                        "Compadecer, essa palavra me veio à cabeça." 
Resultado de imagem para joão Grilo + compadecida
  Lembrando da peça teatral*, o Auto da Compadecida (obra-prima da cultura brasileira), revivi o trecho  no qual a Compadecida intercede pelo "desgraçado" João Grilo.  Uma cena tocante, pois retrata a atenção, o cuidado, a empatia pelo outro. No caso, Nossa Senhora advoga pela salvação do trambiqueiro, filho da miséria e do descaso de todos.  João é o retrato da miséria de um povo.
Resultado de imagem para compadecer   Nessa bela história, aprendi que o desprendimento e a coragem de alguém ao se "compadecer" com a dor alheia é algo sublime. Ao escolhermos afastar o egoísmo demonstramos nossa maturidade emocional.  Nesse sentido, penso que ser solidário é demonstrar saúde emocional.  Em nosso cotidiano esquecemos, ou fechamos os olhos para o outro, somos uma sociedade do egoísmo e do esquecimento do outro.  Muitas vezes nas cidades não dizemos se quer um bom dia! Não paramos em faixas de travessia de pedestres quando dirigimos nossos carros, não seguramos a porta do elevador para aqueles que se aproximam, não pedimos licença, não falamos obrigado para quem nos serve. Em geral não praticamos a empatia - somos uma sociedade antipática.
   Por isso o compadecer me pareceu um ato tão nobre. Não tem nada haver com defender os erros alheios ou defender malfeitores e criminosos. Compadecer é  padecer junto, é ser solidário com a dor alheia, é tornar um pouco menos pesada a carga que pesa nos ombros do seu semelhante. É realizar o esforço de entender os motivos,  procurar causas e efeitos. Entender.
Imagem relacionada
   Por ser o oposto do egoísmo e da indiferença compreendi o motivo pelo qual me encantei com essa palavra. Ela reflete algo que acredito: compadecer é ser (realmente) humano.



Bela palavra e belo sentimento que ela compreende.






(e filme de Ariano Suassuna)

11/09/2018

Haikai

"O humor, compreende também o mau humor.
O mau humor é que não compreende nada."*









*Millôr Fernandes

06/11/2015

Avenida Paulista aberta para pessoas aos domingos, quem é a favor?





 


      Em pesquisa realizada pelo Datafolha, divulgada no jornal Folha de São Paulo, 47% dos paulistanos são a favor da abertura da avenida Paulista para lazer aos domingos. Entre os mais jovens (16 a 24 anos), a aprovação à medida é de 57%, enquanto entre os entrevistados acima de 60 anos é de apenas 27%.
A abertura foi implementada pela prefeitura após testes de viabilidade técnica e os carros ficam proibidos de circular na via das 9h às 17h.

     A pesquisa Datafolha indicou ainda que a redução da velocidade máxima nas principais vias de São Paulo dividiu os entrevistados, com 47% a favor e contra a medida.
Analisando os resultados há um dado curioso: o maioria das mulheres (51%) é a favor e a maior parte dos homens (52%) não concorda com a redução.

paulista-ciclovia

Ver mais em Catraca Livre

16/10/2014

Os 'apaixonados' por carros e o quadrado (revisit)*


    Tem aquela musiquinha pueril que diz: "...cada um no seu quadrado", já ouviram? Tenho certeza que sim, mas o fato é que muitas vezes o 'nosso quadrado' se expande tanto que acaba por se tornar um um verdadeiro latifúndo. Viver em sociedade é conseguir colocar em 'um quadrado' nossos interesses, valores, ideologias, ambições e frustrações. Viver em sociedade é saber que existem outros "quadrados". Relacionando ao trânsito: Cada indivíduio na sua, mas respeitando o espaço do outro. 
      Meu pensamento é simples: Respeito o outro para poder ser respeitado.

     Agora, nada impede que eu elabore críticas aos 'quadrados' vizinhos.  Um exemplo que sempre citei em aula é o fato de que muitas pessoas têm paixão por carros.  A mídia explora bem isso, vende e até cria slogans; " Apaixonados por carros, como todo brasileiro..." Ora, sou brasileiro, porém, nenhum pouco apaixonado por carros...

      Mas tudo bem, no meu 'quadrado' algumas coisas têm mais importância que outras. A vida em primeiro lugar, consequentemente, uma máquina não pode receber mais importância que as pessoas.  É bom lembrar ainda que a palavra paixão, segundo o dicionário* é algo levado a um alto grau de intensidade, sobrepondo-se à lucidez e a razão (penso logo na imagem do cara aí de cima**). Tudo bem que a paixão nos cega, nos retira do mundo da racionalidade e nos faz verdadeiros bobocas. 
     Agora quando essa paixão não é por outro ser vivo, e sim a um pedaço de metal, convenhamos, temos que concordar que a sensatez passou por ali e foi embora...

    Nesse sentido, podemos entender melhor o porquê de tantas loucuras em nossas ruas. Pessoas matam e morrem pelos seus carros. Pequenos arranhões na lataria são encarados como ofensas imperdoáveis! 
Mas como somos 'brasileiros apaixonados por carros' tudo isso é compreensível, não é?

    É preciso pensar e ter em mente que um hobby (gostar de carros), não pode ser mais importante do que uma vida ou a convivência com o outro.  

Mas o sujeito que se diz apaixonado por um carro está cego (e surdo) de amor, portanto,  não aceitará sua doença e nos dira: " Quem nunca se apaixonou que atire a primeira pedra"
.
O mundão louco...






Observação: Texto publicado originalmente em 20/08/2010.



* Novo Dicionário Aurélio.
** Do filme: O Iluminado.

30/09/2014

A rua é (somente) do carro?

Os “parklets” foram criados em São Francisco, nos Estados Unidos, e surgiram como forma de converter o espaço de estacionamento de automóvel na via pública em área recreativa temporária. A ideia tinha aparecido por aqui como um projeto que visava estimular a discussão das cidades para as pessoas e o uso do solo com equidade. O resultado foi positivo e, agora, o "parklet" faz parte de São Paulo.
"Nós conseguimos transformar uma ocupação do espaço em política pública", comemora Lincoln Paiva, presidente do Instituto Mobilidade Verde, que, em parceria com o Design Ok, concretizou o projeto. "Agora, a Prefeitura vai publicar um manual de como fazer um parklet e qualquer pessoa vai poder fazer o seu", explica. 












 
mais informações aqui. e aqui.




21/08/2014

Testes de colisão nos carros nacionais...

Palio e Onix recebem três estrelas em crash test. Latin NCAP avaliou compactos entre os mais vendidos do Brasil, além do Peugeot 208, que recebeu quatro estrelas.

 Mais em Latincap, olha lá.

 

16/01/2014

O inevitável

Ator morre "acidente"
Quando ocorre só nos resta lamentar, chorar, aceitar e resignar-se. É a submissão paciente aos sofrimentos da vida... O inevitável é assim, lógico, definitivo e impositivo.
  Em nossa organização socioeconômica, a adoção de determinados valores éticos (e os seus desdobramentos morais) nos leva a resultados, no mínimo, tristes. 
Consumir é o motor da economia. Consumir irracionalmente e com uma intensidade cada vez maior é o valor cultural introjetado em todas camadas sociais e que gera resultados já bem conhecidos, poderia dizer: inevitáveis.  
  No que tange ao trânsito, poderia citar o 'amor' aos carros (para aqueles que podem realmente colocar no mesmo cesto seres vivos e inanimados como objeto de amor?!) que faz com que pessoas gastem fortunas em compras desnecessárias (será que realmente é preciso trocar de carro todo o ano, ter motores super potentes para realizar pequenos deslocamentos urbanos, etc) para as suas vidas (mas extremamente necessárias para o fomento ao consumo). 
  Mais complicado ainda é o fato de associar ao consumo determinado comportamento. Ora, todo bom capitalista que se preze (sic), sabe que tempo é dinheiro, logo quanto mais rápido, mais dinheiro. Quem é rápido faz mais grana, tem mais sucesso, pode consumir mais e mais.
 O consumo irracional e acrítico de produtos (e seu valores) traz consigo também consequências. Carros que são vendidos por atributos de velocidade e potência, brinquedos, desenhos, músicas, filmes e inúmeros outros exemplos,  nos revelam que um trânsito violento não é algo inesperado. A associação de valores como velocidade e trânsito gera todo ano (em todo o mundo) milhares de mortos e feridos (outros fatores também contribuem, mas a cultura consumista e irresponsável da velocidade tem grande parte nesse problema).
Um processo de formação crítica do indivíduo (educação em casa e na escola) e um Estado que preserve a vida dos cidadãos (dando prioridade à vida e não aos carros e o consumo) é o caminho para fugirmos do inevitável.
Tornar o inevitável em EVITÁVEL é o que nos torna melhores. Esse paradoxo é possivel. Quando sabemos dos riscos e resultados de determinado comportamento, será a nossa escolha que determinará se queremos rir ou lamentar.
  

Porche estava 160 Km/h








22/11/2013

Quando a garagem vira sala de estar





Mudar as perspectivas, mudar as formas de pensar e agir, isso muda o mundo. Fica a dica de leitura.

 Sinopse
Luis Patricio e sua esposa moram em Curitiba há mais de dez anos. Em 2007 eles venderam o único carro que possuíam e apesar das dificuldades na cidade, decidiram que fariam a maior parte de seus deslocamentos de bicicleta. Hoje, eles têm um casal de filhos, moram numa casa com uma garagem convertida em sala de estar ao ar livre e continuam sem carro. Este livro é um relato sobre essa opção de vida, como chegaram a ela e como ela afetou a vida da família. Além das experiências pessoais, a obra também inclui algumas dicas e informações úteis para qualquer pessoa interessada em saber mais sobre esse estilo de vida.

garagemQuem quiser o livro:

Preço: R$ 35,00

Forma de pagamento
  • Depósito bancário
CEF
Ag 1628
c/c 63-0 operação 003
CNPJ 06.987.053/0001-24
Em nome de: InVerso Comunicação e Marketing Ltda
Depósito e enviar  um e-mail para: informando data, hora e valor depositado.
  • Boleto ou cartão
Para estas formas de pagamento, solicite mais informações no email: editorainverso@editorainverso.com.br


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16/07/2013

Verbo SER

Verbo Ser

Carlos Drummond de Andrade   

Que vai ser quando crescer?
Vivem perguntando em redor. Que é ser?
É ter um corpo, um jeito, um nome?
Tenho os três. E sou?
Tenho de mudar quando crescer? Usar outro nome, corpo e jeito?
Ou a gente só principia a ser quando cresce?
É terrível, ser? Dói? É bom? É triste?
Ser; pronunciado tão depressa, e cabe tantas coisas?
Repito: Ser, Ser, Ser. Er. R.
Que vou ser quando crescer?
Sou obrigado a? Posso escolher?
Não dá para entender. Não vou ser.
Vou crescer assim mesmo.
Sem ser Esquecer. 


  O que você vai ser quando crescer?

Essa pergunta traz consigo bons questionamentos. Vejam bem, parto do princípio que já SOMOS alguém desde sempre. Não será em um futuro indeterminado que se dará a conquista da individualidade, isso qualquer criança já possuí, pois ela não será "alguém", ela é.  Nesse sentido, entendo que já sou "alguém" então, me basta poder construir, reinventar e transformar-me com minhas experiências, não separando passado e futuro, mas os entendendo como desdobramentos de nossa constituição. Drummond questiona: "Tenho de mudar quando crescer? Usar outro nome, corpo e jeito?  Ou a gente só principia a ser quando cresce?"

     No futuro serei diferente do ser de hoje, isso é certo. No entanto, a pessoa que serei no futuro somente existirá por que foi construído no alicerce do eu de hoje!

     Quando pensamos em educar crianças como "motoristas do futuro" cometemos um equívoco. Não que ser motorista constitua em um crime, não é isso. O fato é que projetamos um futuro que limita as opções de escolha dos pequenos. Eles, não podemos esquecer, já são partes do trânsito! Eles já transitam pelas ruas, calçadas e rodovias desse nosso país. No futuro, com certeza eles continuarão por aí, mas talvez não sejam somente motoristas...

    Eles, já são seres que precisam de orientações (como transitar a pé, em bicicletas, como passageiros, uso do cinto, cadeirinhas, etc) e não "futuros qualquer coisa".

   Motoristas do futuro NÃO! 

   Pessoas do aqui e agora, que precisam de orientações de segurança e mobilidade. Orientações para que no futuro (caso seja necessário) quando resolverem dirigir, essas crianças não tenham que, relembrando o poeta, perguntar:  "Tenho de mudar quando crescer? Usar outro nome, corpo e jeito?"    Essas crianças, quando crescerem não devem mudar para serem motoristas. Devem ser elas mesmas, aquelas mesmas crianças que aprenderam uma educação de trânsito que as tenha ensinado a ter atenção aos riscos da rua, respeito aos mais frágeis, solidariedade e valorização da segurança. Isso ocorrendo, não precisaremos nos preocupar em formar "motoristas do futuro" eles estarão prontos desde sempre!    

 

 

21/05/2013

Debate atrasado, demasiadamente atrasado...

Inseguros a qualquer velocidade! Carros no brasil (minúsculo mesmo!) são armadilhas.
Para variar, aqui no país da Copa, estamos começando um debate que está atrasado, no mínimo, uns 50 anos! Ralph Nader, nos anos 60, denunciou que nos EUA os veículos eram: "Unsafe at Any Speed", ou seja: Inseguros a qualquer velocidade. A denúncia sobre o descaso da indústria com relação às mortes e traumas que os carros estavam gerando causou enorme impacto na forma de pensar a segurança automobilística pelas indústrias. As megamontadoras foram obrigadas a conjugar lucro e segurança desde então. Mas aqui, no país da Copa e da Olimpíada o lucro fala mais alto. Aqui, a vida não tem valor, ou melhor, vale bem menos que a vida de um americano, ou europeu... Veja o que diz aLatin ncap: " um airbag custa míseros 50 dólares para ser produzido, ou seja, sua vida vale no máximo US$49,99". E mesmo assim esse equipamento não é adotado em toda a frota nacional. A indústria está se lixando e o governo desde muito tempo já sabe que nossos carros são carroças (Collor que o diga). No entanto, nada foi feito com a intensidade que se deve. Até mesmo um bom carro, como o Toyota Corolla vendido na Europa NÃO é mesmo vendido no Brasil! Os resultados dos testes de segurança são diferentes.
O europeu obteve 5 estrelas para adulto (incluindo os testes que não são feitos aqui) e 4 para criança, diferente do daqui com 4 estrelas adulto e UMA para criança. Triste, muito triste não é verdade?
Mais em: http://gearheadbanger.com/2012/01/03/inseguro-a-qualquer-velocidade-nossa-seguranca-parou-no-tempo/