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08/08/2019

Controladores de velocidade

      Em boa parte do mundo, em especial nos países onde a segurança de trânsito é realmente levada a sério, essa ferramenta é amplamente usada.  Mas aqui no Brasil, um certo "governante" e seus apoiadores desmiolados, acreditam que os radares servem somente para arrecadar...
     Seguem alguns exemplos no mundo de uso dos controladores.

Controlador de velocidade na Suécia

     
Controlador de velocidade na Inglaterra.

Policial francês usando controlador portátil de velocidade em uma rodovia.
Controlador de velocidade no Japão
Controlador de velocidade Escócia.




Fontes: aquiaqui, aqui, aqui  e aqui.

07/06/2019

Ainda sobre a segurança das crianças.

      Entre tantas bobagens que li e escutei  nos últimos dias sobre o assunto do uso das cadeirinhas, separei essa, logo abaixo, para pensarmos um pouco:

"O uso da cadeirinha não foi proibido, se você precisa de uma lei para fazer isso, o problema é seu e não do presidente..."

     Então, esquecendo um pouco as ideologias, vamos pensar e fazer uma breve reflexão? 
Podemos concordar que o Brasil, infelizmente, não tem a educação como um valor essencial à vida em sociedade, nem tão pouco incentiva e investe como deveria nesse tema? Caso concordemos nisso, estamos aptos para avançar um pouco mais.
Podemos concordar também que, diferentemente de outros povos, ainda precisamos melhorar muito nessa direção, dando a milhões de brasileiros a possibilidade de entender melhor o mundo a sua volta, conhecendo seus direitos e obrigações. Isso é consenso, não é?
      Caso essas premissas sejam aceitas, podemos entender também que, em um mundo ideal, a educação e os valores éticos que ela traz, deveriam servir de principal esteio nas ações do cotidiano do cidadão, isso inclui as regras de segurança viária. Tudo certo até aí?  
Mas agora o grande ponto é que não podemos esquecer que estamos em um país em que tudo isso está muito longe de ocorrer.
     Ainda precisamos (tristemente), de leis que punam, talvez, em um futuro isso possa ser revisto, talvez... Enquanto a educação não chega, não é possível abrir mão das pesadas multas. Matamos de forma insana no trânsito brasileiro. A ignorância mata e incapacita milhares todos os dias em nossas ruas e estradas.  Então, fica a dica:
        Pais conscientes, sigam fazendo o que devem, não se preocupem com a multa ou a lei. Mas, por favor, não fiquem perdendo seu tempo engrossando o coro dos irresponsáveis (somente esses devem temer a punição). 
     
   Sejam sérios e éticos. Afrouxar as regras de trânsito no Brasil é algo que só poderá ser pensado quando a educação for realmente efetiva (porém, o que vemos em países avançados é exatamente o contrário. Cada vez mais há um controle rigoroso). 
   Lembrem-se que  ainda precisamos de leis/estatutos de Proteção da Criança, do Idoso, da Mulher, do Meio Ambiente, do Índio, da Pessoa com Deficiência, da Igualdade Racial,  etc. Essas leis já denunciam a nossa incapacidade de um  bom convívio, será que seria preciso de uma lei para 'obrigar" a cuidarmos de nosso idosos, por exemplo? Isso não deveria ser algo lógico? 
   Caso fôssemos educados, todo esse aparato legal seria dispensável, mas lamentavelmente não somos. Provavelmente só a educação nos salvará, mas enquanto isso não ocorre, fica a pergunta: será que nesse momento acabar com essas leis resolveria algo, ou somente favoreceria aqueles que não são educados?


 

05/06/2019

Aqueles que bradavam por punições, agora pregam a impunidade.

O infrator de trânsito que denuncia a indústria da multa costuma ser o mesmo que discursa contra a impunidade.*


Como assim?





Com mudanças na CNH, especialistas temem mais acidentes fatais no País

Projeto de lei do governo dobra a validade da carteira de motorista e o número de pontos para cassação




 O ponto central das críticas é o aumento do limite de pontuação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), que passaria de 20 para 40. “Apesar de aparentemente ser benéfico, ele só beneficia 5% da população, que são os chamados ‘infratores contumazes’, aqueles que mais tomam multa”, diz José Aurelio Ramalho, diretor-presidente do Observatório Nacional de Segurança Viária.
05 de junho de 2019 | 03h00





* Juremir Machado

16/05/2019

Pedalando com deficiências ou lesões


    Segue um breve relato feito por um jornalista da Dinamarca, comentando a rotina de um ciclista que transita com frequência  pela cidade. Sempre é bom lembrar que todos podemos em algum momento de nossas vidas nos depararmos com uma redução de mobilidade. Um acidente, o avanço da idade ou mesmo um doença pode acarretar a diminuição ou mesmo a incapacidade de realizar alguns de movimentos. Nesse sentido, pensar uma cidade e meios de transporte possíveis de uso universal é de grande importância e sinal de um pensamento realmente democrático.


 "Eu vejo o homem na foto com bastante frequência. Ele anda de triciclo e só tem um braço. Um amigo meu o conhece e me disseram que ele também tem apenas uma perna. Ele perdeu seus membros em uma explosão de mina terrestre no país em que nasceu. Ele ainda fica com facilidade em suas rodas. Ambos os cavalheiros estavam impecavelmente vestidos."

Mais exemplos:




Slightly Disabled : "Ligeiramente incapacitado" :)
 


09/05/2019

Origens

   Muitos dos avanços tecnológicos que usufruímos em nosso cotidiano vieram, em sua origem, da indústria militar. O cinto de segurança, hoje de uso obrigatório em nossos automoveis, é um exemplo. Os primeiros testes de uso foram na aviação militar, onde se verificou a grande eficácia desse equipamento. Posteriormente, um engenheiro sueco, Nils Ivar Bohlin, aperfeiçoou o cinto como conhecemos atualmente.  Abaixo um registro de 1930, onde testes são feitos e provam a eficácia de seu uso para a preservação da segurança dos aviadores.

" Novo teste de segurança da aviação sendo feito. Testes conduzidos pelo Bureau of Standards indicaram que um aviador pode sofrer um pressão de aproximadamente 1.000 libras em seu cinto de segurança sem rompe-lo. A fotografia mostra M.M. Kiley do Bureau de pé ao lado da máquina usada em esticar os cintos até rompe-los."



 

 
Fonte: Biblioteca do Congresso Americano.   

08/04/2019

Desing viário e segurança

https://live-thecityfix-sandbox.pantheonsite.io/wp-content/uploads/2016/12/2_NEW.jpg    Pedestres (em especial crianças e idosos), motociclistas e ciclistas são a grande parte das vítimas dos "acidentes" que ocorrem a cada ano em todo o mundo. Um caminho muito eficaz para reduzir esses números é a adoção de uma arquitetura viária amigável a esses públicos. Sabemos que um atropelamento em uma velocidade de até 30 km/h resulta em mais de 90% de chance de salvar a vida dessa pessoa. Sabemos também que se essa velocidade de impacto subir somente mais 20 km/h, ou seja 50km/h a chance do pedestre morrer se aproxima de 80%!.
    Nesse sentido, em vários locais do planeta a adoção de medidas de contenção de velocidade são vitoriosas e as estatísticas comprovam isso. A adoção de rotatórias, por exemplo, reduz entre 70% à 90% colisões nos cruzamentos, reduzir a largura das faixas de tráfego é outra opção eficaz. Em boa parte dos  casos pequenas mudanças geram grandes resultados:



Streets in Mexico City were redesigned to increase pedestrian safety. Photo by SEDEMA CDMX     

 
Antes e depois da Rua Joel Carlos Borges. (Foto: Daniel Hunter e Pedro Mascaro/WRI Brasil)
  

Mais aqui.

01/04/2019

8 ações para reduzir as mortes no trânsito

Apesar de mais de 1,35 milhões de pessoas perderem a vida em acidentes de trânsito todos os anos, esse tipo de fatalidade não tem a mesma atenção de políticos e da mídia quando desastres de avião, trem ou embarcações. Algumas acreditam que as mortes em acidentes com veículos são parte da rotina ou inevitáveis – mas elas não precisam ser.
Ruas projetadas de acordo com a abordagem se sistemas seguros colocam a vida humana – e a sua vulnerabilidade inerente – em foco. A estratégia reconhece que o corpo humano tem limites e mesmo a pessoa mais consciente pode cometer um erro, mas isso não deve custar-lhe a vida. Essa perspectiva é importante principalmente quando consideramos as pessoas que caminham, pedalam ou utilizam motocicletas, que não têm a proteção adicional de um carro e que juntas respondem por mais de 50% de todas as mortes no trânsito.




O relatório Sustentável e Seguro, lançado pelo WRI Ross Center for Sustainable Cities e pelo Banco Mundial, que acaba de ganhar uma versão em português, fornece orientações sobre como criar um sistema de mobilidade seguro para todos as pessoas que transitam nas ruas. São ressaltadas oito ações que, quando aplicadas de maneira integrada, têm o potencial de mitigar riscos ao reduzir a frequência e a distância dos deslocamentos e oferecer uma grande variedade de opções seguras e saudáveis de mobilidade.
Abaixo, entenda quais algumas dessas ações:


 Construir cidades compactas e conectadas

<p>Legenda para cegos, pode ser a mesma da pública</p>

 Desenhar ruas mais inteligentes

  <p>Desenhar ruas mais inteligentes</p>

 Exigir padrões universais de segurança para veículos

 <p>Exigir padrões universais de segurança para veículos</p>

 


Mais aqui e aqui.

fontes: https://wrirosscities.org/
          WRI Brasil

27/03/2019

O fim dos acidentes?

Essa pergunta é antiga: quando seria possível acabarmos com os acidentes de trânsito?  Esse questionamento, por muitos,  é tido como uma possibilidade utópica, algo realmente impossível.
Mas o fato real, sabem aqueles que estudam a fundo o problema, é que a falha humana produz na imensa maioria dos casos os resultados catastróficos que conhecemos.
A indústria aeronáutica já demonstrou, em seu processo de redução contínua de acidentes, que a automação de rotinas e a adoção de tecnologias de segurança ativa e passiva tornaram voar, um dos meios mais seguros de locomoção.
Quando dominarmos uma tecnologia confiável e robusta no trânsito terrestre, atingindo 100% de automação nos deslocamentos, deixando o fator "humano" de fora do controle, poderemos sim chegar muito próximos da erradicação das mortes e dos feridos no trânsito.  O caminho, penso eu será esse, vários países investem nesse sentido. O caso abaixo é mais desses exemplos.



Blog Folha

Carros terão de ‘ler’ placas e reduzir velocidade sozinhos, prevê nova regra europeia

Os carros, vans, ônibus e caminhões novos vendidos em países europeus terão de possuir um mecanismo para detectar o limite de velocidade da via em que estejam e reduzir a marcha para se adequar à ele, segundo um acordo aprovado de maneira provisória pela União Europeia nesta terça-feira (26).
A medida ainda precisa passar por votação formal no Parlamento da União Europeia e nos Legislativos nacionais, e está prevista para entrar em vigor a partir de 2022.
De acordo com a nova regra, os veículos terão de possuir câmeras capazes de ler as placas de trânsito e usar informações de GPS para detectar a velocidade máxima em cada via por qual circulam e, assim, adaptar-se a ela.
Ao detectar que o carro está acima do limite, o sistema soará um alerta e reduzirá a velocidade automaticamente. O programa, chamado de ISA (Assistente Inteligente de Velocidade), não acionará os freios, mas reduzirá a potência do motor quando julgar necessário.

 https://youtu.be/SoZLrZTnUGs


 Mais aqui e aqui.

26/10/2018

Escolares sem condutores


     A NHTSA (Administração Nacional de Segurança de Tráfego nas Estradas, na sigla em inglês) determinou na segunda-feira (22) o fim do experimento realizado em Babcock Ranch, no sudeste na Flórida. “Usar um veículo inadequado para transportar crianças é irresponsável, inapropriado e viola os termos do acordo feito com a empresa”, disse a agência em um comunicado, segundo a agência Reuters.
A empresa que opera as vans é a francesa Transdev. Em março, ela obteve autorização para importar veículos autônomos e fazer testes e demonstrações. Para a NHTSA, esse acordo não previa o uso para transporte escolar. Mais informações aqui.

 

24/03/2017

Fatos sobre o trânsito

16 Facts about Cars




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95% do tempo de vida de um carro é gasto estacionado!


16 Facts about Cars
Um carro tem em média 30,000 partes!

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09/02/2017

Velocidade x Segurança

 Tudo é uma questão de escolha entre esses dois fatores.  Na dúvida, penso eu, basta avaliar qual relação será mais favorável à segurança. Essa deverá ser a opção.


02/02/2017

Högertrafikomläggningen, aqui no Brasil?

Esse foi o logo utilizado para lembrar a população

Högertrafikomläggningen ou "Todos para à direita!"

     Foi assim, em um belo dia (03/09/1967), todo o sentido de tráfego de um país foi alterado! A Suécia fez essa ação nos anos sessenta.
   O mais incrível é que não houve nenhum acidente fatal atribuído à mudança. Especialistas sugerem que a mudança do tráfego para o lado direito das vias reduziu os acidentes em função de as pessoas já dirigirem veículos com volantes à esquerda, tendo assim uma visão mais ampla das ruas e de certa forma passando a ter veículos adequados àquela nova forma de dirigir, fato que não acontecia antes. O índice de acidentes fatais em automóveis e em automóveis contra pedestres também diminuíram como resultado. Uma parte desse decréscimo foi atribuída à redução nos limites de velocidade em 10km/h por algum tempo após a mudança. A taxa de acidentes retornou ao nível pré-mudança em dois anos.






   "No Dia H, domingo, 3 de setembro, todo o tráfego não essencial foi proibido em todas as ruas, da 01:00 às 06:00 da manhã. Os veículos com permissão de circular tiveram de seguir regras especiais. Todos os veículos tinham de parar completamente às 04:50 da manhã, para em seguida cuidadosamente mudar para o lado direito das vias e parar novamente, até a autorização para circular ser dada às 05:00. Em Estocolmo e Malmö, todavia, a proibição de tráfego foi bem mais duradoura: das 10:00 da manhã de sábado às 15:00 do domingo: o objetivo era permitir aos grupos de trabalhadores realizar a reconfiguração das intersecções. Algumas outras cidades tiveram uma proibição estendida: das 15:00 do sábado às 15:00 do domingo."
 A Islândia também teve o seu dia D (H-dagurinn) em 26/05/1968, obtendo resultados bem parecidos em termos de redução de acidentes, mortes e feridos no trânsito.

   Quem sabe não aplicamos aqui no Brasil um "Högertrafikomläggningen"?  Assim seríamos obrigados a redobrar a atenção, diminuir a velocidade e ficar super alertas na forma de circular.   Pelo menos a cada dois anos reaplicaríamos a mudança geral no sentido de circulação para não nos acomodarmos. Desta forma, como suecos e outros povos nórdicos fizeram,  estaríamos nos livrando de muitas mortes no trânsito. 
Högertrafikomläggningen já!  

(Sério?)




Fontes: Online Aspect 
 Swedish Confederation of Transport Enterprises

 

12/11/2015

Família Pedrosa


         Projeto lançado pelo jornal Pioneiro valoriza o pedestre e demais usuários do trânsito que normalmente são esquecidos.  "Para participar do projeto Família Pedrosa, a família pedestre, o leitor e o internauta podem recorrer a um bordão sempre que identificarem uma situação de desrespeito aos pedestres e cadeirantes nas ruas. Eles podem dizer: "Chama o Pedro". Será a senha para que a Família Pedrosa possa conferir a situação descrita e divulgá-la, cobrando uma resposta dos órgãos e pessoas responsáveis."  
Veja quais são os canais disponíveis para participar do Família Pedrosa, projeto do Pioneiro Ilustração: Charles Segat / Agência RBS/


As situações de desrespeito ao pedestre e ao cadeirante irão gerar um mapa digital que permitirá o acompanhamento de cada caso no pioneiro.com.





13/11/2014

Esses holandeses

 
Daan Roosegaarde's Van Gogh Bicycle Path

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg4N22WCm45zofP2nGxb3q3JYaOMP4yf5_soUECI-VZOfiOE8loBgn8AjdUbDegEy6TE5v8yFWpKSIJX20xi8Rljm1Yl9ANpdtUrWeJOonUfLMK1ZEuBBEmy9nnnhbsMcuRIIV25kMRIwrB/s400/Vangoghstarnight.jpeg
A Holanda inaugura ciclovias que brilham no escuro! A ciclovia é inspirada na obra de Van Gogh, Noite estrelada (ver aqui um post que fiz sobre essa obra). 



Mais informações sobre esse assunto aqui!

29/10/2014

Nova York pretende zerar mortes no trânsito em dez anos




      E os nossos planos sobre o assunto? 

BigApps winners Jeff Novich and Josh Weitzman
Prefeito Bill de Blasio assinando lei Visão Zero.
                     Partindo da premissa de que nenhuma morte no trânsito é aceitável, NY segue os passos adotados pela Suécia em 1997, quando se estabeleceu  o projeto Visão Zero. Esse país estabeleceu objetivos ambiciosos buscando o fim de mortes no trânsito.
                          Entre as muitas metas e ações pensadas, talvez a mais eficaz e de resultado imediato seja o controle de velocidade. NY está REDUZINDO, isso mesmo! A capital do mundo (pelo menos do mundo ocidental) está repensando os limites (para menos) de velocidades de suas vias, pois, sabe que isso salvará vidas! 
                 
                     E nós, aqui no sul do mundo?
Pedestres em primeiro lugar de fato!




 BigApps winners Jeff Novich and Josh Weitzman



Mais informações aqui!


21/08/2014

Testes de colisão nos carros nacionais...

Palio e Onix recebem três estrelas em crash test. Latin NCAP avaliou compactos entre os mais vendidos do Brasil, além do Peugeot 208, que recebeu quatro estrelas.

 Mais em Latincap, olha lá.

 

16/01/2014

O inevitável

Ator morre "acidente"
Quando ocorre só nos resta lamentar, chorar, aceitar e resignar-se. É a submissão paciente aos sofrimentos da vida... O inevitável é assim, lógico, definitivo e impositivo.
  Em nossa organização socioeconômica, a adoção de determinados valores éticos (e os seus desdobramentos morais) nos leva a resultados, no mínimo, tristes. 
Consumir é o motor da economia. Consumir irracionalmente e com uma intensidade cada vez maior é o valor cultural introjetado em todas camadas sociais e que gera resultados já bem conhecidos, poderia dizer: inevitáveis.  
  No que tange ao trânsito, poderia citar o 'amor' aos carros (para aqueles que podem realmente colocar no mesmo cesto seres vivos e inanimados como objeto de amor?!) que faz com que pessoas gastem fortunas em compras desnecessárias (será que realmente é preciso trocar de carro todo o ano, ter motores super potentes para realizar pequenos deslocamentos urbanos, etc) para as suas vidas (mas extremamente necessárias para o fomento ao consumo). 
  Mais complicado ainda é o fato de associar ao consumo determinado comportamento. Ora, todo bom capitalista que se preze (sic), sabe que tempo é dinheiro, logo quanto mais rápido, mais dinheiro. Quem é rápido faz mais grana, tem mais sucesso, pode consumir mais e mais.
 O consumo irracional e acrítico de produtos (e seu valores) traz consigo também consequências. Carros que são vendidos por atributos de velocidade e potência, brinquedos, desenhos, músicas, filmes e inúmeros outros exemplos,  nos revelam que um trânsito violento não é algo inesperado. A associação de valores como velocidade e trânsito gera todo ano (em todo o mundo) milhares de mortos e feridos (outros fatores também contribuem, mas a cultura consumista e irresponsável da velocidade tem grande parte nesse problema).
Um processo de formação crítica do indivíduo (educação em casa e na escola) e um Estado que preserve a vida dos cidadãos (dando prioridade à vida e não aos carros e o consumo) é o caminho para fugirmos do inevitável.
Tornar o inevitável em EVITÁVEL é o que nos torna melhores. Esse paradoxo é possivel. Quando sabemos dos riscos e resultados de determinado comportamento, será a nossa escolha que determinará se queremos rir ou lamentar.
  

Porche estava 160 Km/h