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23/07/2019
04/07/2019
Empatia na prática
Indignação e empatia: estudantes experimentam como é andar de cadeira de rodas no centro de Caxias
Após andar por cerca de uma hora e meia por ruas centrais de Caxias do Sul,
integrantes do Grupo de Jovens Amor em Movimento expressaram o
sentimento de indignação com as condições de acessibilidade e mobilidade
para deficientes físicos em Caxias do Sul cantando versos da música Dia
Especial. "Se alguém já lhe deu a mão e não pediu mais nada em troca,
pense bem, pois é um dia especial", diz a composição de Duca Leindecker.
Em roda, os estudantes entoavam os versos, chamando a atenção de quem
passava pela esquina da ruas Sinimbu e Dr. Montaury por volta de
15h30min da quarta-feira (3). Mas era o que eles tinham percebido na
inspeção por quadras da região central que precisava ganhar destaque.
Estudantes
do Colégio São José, os jovens se revezavam para conferir a rotina de
pessoas com limitações na mobilidade. Enquanto alguns sentavam em uma
das 10 cadeiras de roda, outros as empurravam. Quem quisesse também
podia experimentar o uso de muletas. O resultado foi profundo: no
coração de Caxias, o sentimento de revolta.
Mais informações aqui
08/04/2019
Desing viário e segurança
Pedestres (em especial crianças e idosos), motociclistas e ciclistas são a grande parte das vítimas dos "acidentes" que ocorrem a cada ano em todo o mundo. Um caminho muito eficaz para reduzir esses números é a adoção de uma arquitetura viária amigável a esses públicos. Sabemos que um atropelamento em uma velocidade de até 30 km/h resulta em mais de 90% de chance de salvar a vida dessa pessoa. Sabemos também que se essa velocidade de impacto subir somente mais 20 km/h, ou seja 50km/h a chance do pedestre morrer se aproxima de 80%!.
Nesse sentido, em vários locais do planeta a adoção de medidas de contenção de velocidade são vitoriosas e as estatísticas comprovam isso. A adoção de rotatórias, por exemplo, reduz entre 70% à 90% colisões nos cruzamentos, reduzir a largura das faixas de tráfego é outra opção eficaz. Em boa parte dos casos pequenas mudanças geram grandes resultados:
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| Streets in Mexico City were redesigned to increase pedestrian safety. Photo by SEDEMA CDMX |
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| Antes e depois da Rua Joel Carlos Borges. (Foto: Daniel Hunter e Pedro Mascaro/WRI Brasil) |
Mais aqui.
22/03/2019
Patinetes urbanos: Solução ou Poluição?

Um patinete elétrico de uso público
que pode ser liberado pelo celular e depois deixado em qualquer lugar é a
nova onda da mobilidade urbana. Depois de gerar queixas nos Estados
Unidos, a novidade chegou a Paris no fim de junho.
Boa parte desta confusão se deve ao
modo como a ideia foi lançada: o serviço começou sem pedir autorização a
ninguém, e coube às prefeituras ter de lidar às pressas com os
problemas que surgiram.
Com um patinete destes, o usuário
viaja a até 35 km/h sem fazer esforço. A novidade busca atrair gente que
quer fazer viagens curtas, como ir do metrô ao escritório, e que não
usa bicicleta por não saber pedalar ou não querer se cansar.
Cada empréstimo custa geralmente US$ 1
(cerca de R$ 3,90), mais US$ 0,15 por minuto. Assim, um trajeto de 15
minutos sai por US$ 3,25 (quase R$ 13) nos EUA e € 3,25
(aproximadamente R$ 15) em Paris.
Fonte: Folha de São Paulo:
Fonte: BBC Brasil
12/11/2015
Família Pedrosa
Projeto lançado pelo jornal Pioneiro valoriza o pedestre e demais usuários do trânsito que normalmente são esquecidos. "Para participar do projeto Família Pedrosa, a família pedestre, o leitor
e o internauta podem recorrer a um bordão sempre que identificarem uma
situação de desrespeito aos pedestres e cadeirantes nas ruas. Eles podem
dizer: "Chama o Pedro". Será a senha para que a Família Pedrosa possa
conferir a situação descrita e divulgá-la, cobrando uma resposta dos
órgãos e pessoas responsáveis."
As situações de desrespeito ao pedestre e ao cadeirante irão gerar um mapa digital que permitirá o acompanhamento de cada caso no pioneiro.com.
19/11/2014
30/09/2014
A rua é (somente) do carro?
Os “parklets” foram criados em São Francisco, nos Estados Unidos, e
surgiram como forma de converter o espaço de estacionamento de automóvel
na via pública em área recreativa temporária. A ideia tinha aparecido por aqui
como um projeto que visava estimular a discussão das cidades para as
pessoas e o uso do solo com equidade. O resultado foi positivo e, agora,
o "parklet" faz parte de São Paulo.
"Nós conseguimos transformar uma ocupação do espaço em política pública", comemora Lincoln Paiva, presidente do Instituto Mobilidade Verde, que, em parceria com o Design Ok,
concretizou o projeto. "Agora, a Prefeitura vai publicar um manual de
como fazer um parklet e qualquer pessoa vai poder fazer o seu", explica.
06/09/2012
Ciclo Falsas??
Reproduzo aqui, um texto que está postado no Blog Vá de Bici, que problematiza um tema recorrente nos últimos tempos: A necessidade de construção de cilcovias/faixas e a resistência dos poderes públicos em fazer as mesmas e de forma adequada. Em época eleitoral a discussão é mais do que apropriada! Boa leitura.
A guetização dos ciclistas de Porto Alegre
Texto de Daniel Cunha:
Analisemos agora as novas ciclovias cuja concepção inicial de projeto foi apresentada recentemente em reunião com a comunidade na Cidade Baixa. Na Loureiro da Silva, propõe-se construí-la junto ao canteiro central, justamente o local de pior acesso, que isola os ciclistas. Na José do Patrocínio, propõe-se uma ciclovia bidirecional, o que aumenta muito o risco de acidentes, além de provavelmente restringir o espaço potencial para bicicleta. Na Érico Veríssimo, a proposta é fazer a ciclovia sobre o canteiro central, embretada em meio às árvores. Mais uma vez, a bicicleta é tratada como um problema a ser gerenciado, os ciclistas são espremidos e jogados sobre terrenos improváveis, para que os veículos motorizados possam se deslocar sem ser importunados em seu sagrado deslocamento. As soluções óbvias – ciclovia na margem da pista na Loureiro da Silva, duas ciclovas unidirecionais na José do Patrocínio e na Lima e Silva e ciclofaixa no leito da pista na Érico Veríssimo – não são cogitadas.
Conforme o arquiteto que apresentou as propostas da prefeitura, é preciso haver “tolerância” para com o trânsito de bicicletas. Trata-se de discurso que apenas confirma o processo de guetização dos ciclistas. Ou alguém imagina que o movimento feminista reivindica que as mulheres sejam “toleradas” pelos homens? Ou que os movimentos antirracistas demandem que os negros sejam “tolerados” pelos brancos? “Tolerância” pressupõe a reprovação. De fato, as ciclovias construídas e projetadas pela prefeitura são monumentos à “tolerância”: toleramos os ciclitas, desde que estejam fora do nosso caminho, apartados do espaço onde circulamos, espremidos em guetos. Elas são o registro físico, na forma de obras de engenharia, da opção política incondicional da prefeitura de Porto Alegre: a prioridade absoluta e intocável da circulação de automóveis – a mais insustentável forma de transporte urbano – sobre as demais formas de locomoção. Enquanto esta política não for modificada, não haverá uma única ciclovia decente nesta cidade.
O que os ciclistas de Porto Alegre querem não é “tolerância”. Não queremos ser “tolerados” pelo prefeito, pelo presidente da EPTC ou pelos motoristas. Não queremos pedalar em guetos que eles chamam de “ciclovias”. O que queremos é respeito e dignidade.
Fonte: blog Vá de Bici, capturado em 06/09/2012. texto autor: Daniel Cunha.
01/08/2012
Calçada, essa incompreendida!
Certa vez ouvi alguém dizer que o nível de cidadania de uma sociedade se deveria medir pela largura de suas calçadas (no cálculo do IDH deveria se levar em conta as mesmas). Com a explosão no número de carros em nossas vias nos últimos anos, as calçadas vêm sofrendo agressões cada vez mais intensas. A pressão por mais áreas de estacionamentos e mais espaços para a circulação de carros intensificam esses movimentos de ataque aos passeios públicos.
30/07/2010
Para onde vão as calçadas quando morrem?
Uma calçada pode morrer? Pois bem, pode sim. Nas cidades, em especial as brasileiras, a morte do ar puro, do verde, do convívio com o outro, do patrimônio histórico e cultural é uma rotina infeliz. O automóvel por si só não pode ser visto como vilão, em verdade ele é uma ferramenta que usamos para ganhar tempo e dar qualidade de vida a todos. No entanto, como um remédio que exageramos na dosagem acabamos por sofrer efeitos colaterais graves. O uso excessivo desse único meio de transporte está causando a morte (literal) das cidades e de seus habitantes. A ciranda desse problema é mais ou menos assim: O espaço nas vias é cada vez menor pela quantidade de veículos, Os congestionamentos aumentam; A poluição aumenta; A população reclama; Os órgão públicos realizam obras; O problema não diminui; A população reclama mais ainda; As vias são alargadas; Mais carros vão às ruas; A poluição aumenta; Os gestores públicos asfaltam vias (aumentam os alagamentos) e posam para fotos em suas obras; Aumentam os acidentes, atropelamentos; A população reclama, mas, via de regra apóia que as calçadas sejam mortas para ter mais ESPAÇO para os carros...É claro para mim que qualquer vida humana tem mais valor do que um bem material, porém, as calçadas deveriam ser ampliadas e vistas como 'reservas' de preservação ambiental e não o contrário! Nesses locais a vida transita de forma livre e sem a proteção de armaduras de metal que os carros fornecem. As calçadas quando morrem, deixam sem proteção todos os seres que por ali passavam e viviam!
Começa sempre da mesma forma o discurso para o fim de uma calçada: Precisamos de espaço, é o progresso, é inevitável. Afinal é só uma calçada e algumas árvores (?). Tenho que informar para aqueles que são a favor da diminuição de passeios públicos que não será dessa forma que uma cidade se tornará 'moderna' e avançada, é exatamente ao contrário em todos os países desenvolvidos e que valorizam as pessoas. Certa vez li que o nível de civilidade de um país se mede pelo tamanho de suas calçadas. Valorizar o deslocamento a pé, as ciclovias o transporte público é antes de tudo respeitar o ambiente e permitir à população viver em um espaço saudável. Os automóveis são bem vindos, porém, é necessário que seu uso se dê racionalmente e que haja um forte controle sobre os mesmos, devido ao seu alto potêncial poluidor, mas principalmente, o uso do carro deve ser pensado sempre em conjunto com outras formas de deslocamento. É muito triste para uma cidade ou um país visualizar unicamente uma forma de deslocamento, é necessário dar às pessoas a possibilidade de optar por vários modais de movimentação, todos eles com segurança e acesso universal à comunidade.
Enfim, não será atacando as calçadas e aumentando desenfreadamente o espaço para os automóveis que os problemas de trânsito se resolverão (isso já se provou em S. Paulo, por exemplo), essa é a falsa e cômoda solução encontrada por alguns administradores públicos. Precisamos aceitar que da forma que estamos agindo, nunca haverá espaço para um carro por habitande em cidade nenhuma do mundo! Repito, é necessário um sistema viário de múltiplas possibilidades de deslocamento, racionalizando o uso de cada modal e não dando exclusividade a somente um. Bom senso, educação viária para a população e coragem para enfrentar esses desafios são urgentes em nossa sociedade, mas isso parece algo distante.
Em recente pesquisa, em um jornal da cidade de Caxias do Sul, foi perguntado à população se ela seria a favor da redução do tamanho da calçada em uma importante via, visto que será inaugurado um shopping nas proximidades. Bom, 62% aceitaram a proposta da prefeitura de reduzir a calçada (ver fotos). Ainda precisamos avançar muito ainda, tanto polítcos quando sociedade em geral precisam enxergar logo que se não repensarmos nossos conceitos a vida nas cidades tende a piorar mais e mais.
14/06/2010
Pedestres, esses abusados!


Flagra! pedestres pensam que a calçada é deles e desrespeitam os carros!
Essa é a rotina nas cidades dos automóveis, sim, dos automóveis não das pessoas. Cada vez mais os donos dessas máquinas demonstram sua total falta de noção e respeito pelo o outro. Boa parte dos condutores parecem acreditar mesmo que o espaço a sua volta foi feito somente para atender suas necessidades. Esses dias tirei essas fotos usando meu celular, para demostrar que aqui em Caxias do Sul o desrespeito a quem anda pela calçada é grande, infelizmente, a prefeitura daqui não quer assumir a sua responsabilidade e encarar o problema, punindo os infratores. É triste, mas na omissão de prefeitos, fiscais e políticos suge e ganha força uma casta maldita de condutores egoístas (pois, não se importam com os transtornos que geram para outros), irresponsáveis (pois, não se preocupam com a segurança daqueles que não estão protegidos por uma blindagem de metal) e de péssimos exemplos de educação (lembremos que o exemplo é uma poderosa forma de educar ou, no caso, deseducar).
No entanto, o pior é que no Código de Trânsito está dito que a calçada deveria ser o espaço privilegiado e exclusivo para o pedestre. Porém, meu erro foi esquecer que as leis que visam a segurança das pessoas parecem não valer nada nas cidades dos automóveis...
15/04/2010
Calçadas, essas coitadas!

As pessoas esqueçem que as calçadas também são locais de trânsito. Exijimos que não hajam buracos nas vias de rolamentos, que o asfalto chegue logo em todas as ruas, mas não nos preocupamos com o estado dos passeios públicos. As calçadas estão mais estreitas, menos cuidadas e desvalorizadas pelas prefeituras. Isso é um grande erro, pois elas são os espaços mais democráticos que uma cidade pode ter. Nas calçadas passam pais, filhos e amigos. Passam os ricos, os pobres e mendigos. Passam vendedores e compradores, policiais e ladrões, cachorros e gatos, gremistas e colorados. Isso tudo quando se tem espaço...
A reportagem feita hoje (15/04) pela RBS é um exemplo disso tudo.
http://mediacenter.clicrbs.com.br/templates/player.aspx?uf=1&contentID=110009&channel=45
A reportagem feita hoje (15/04) pela RBS é um exemplo disso tudo.
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