Talvez seja isso que passe pela cabeça de um certo presidente.
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25/04/2019
15/04/2019
Vamos acabar com os controladores de velocidade?
Parece que estamos vivendo em uma realidade paralela... O problema é que as "otoridades" dessa realidade bizarra nos afetam na vida real! Pergunto: A quem pode agradar deixar de lado anos de confirmação de dados técnicos e estatísticos? Deveríamos estar intensificando e aperfeiçoando essas medidas e não o contrário! Em muitos países do mundo foi possível a redução drástica nos índices de mortes e feridos, em NENHUM deles verificamos que a retirada de equipamentos de controle foi um vetor de segurança viária.Então por quê afrouxar medidas até aqui tomadas e que geraram bons resultados? Estamos em um episódio de Black Mirror? Está parecendo que sim. Então que retirem os pardais, aumentem os pontos para favorecer os infratores, abram os portões do inferno!
12/04/2019
Leis do movimento
"Em 1687, Issac Newton, publicava seu livro Princípios Matemáticos da Filosofia Natural. A produção do tratado foi um divisor de águas na história da ciência,
sendo considerada por muitos a obra científica mais importante já
publicada! É uma obra dedutiva em que, a partir de muitas proposições gerais, as
propriedades mecânicas são demonstradas em forma de teoremas. A obra, escrita em latim, foi dividida em três tomos.
O livro um, “Axiomas e as leis do movimento”, é sem dúvida a parte mais
conhecida da obra. A primeira lei de Newton afirma que cada objeto
continua fazendo o que estiver fazendo em seu estado de repouso ou de
movimento uniforme, a menos que uma força seja exercida sobre ele.
Assim, o estado de inércia se torna a primeira lei, ou o primeiro
axioma. A segunda lei estabelece que a força resultante sobre um objeto é
igual à taxa de variação de seu momento linear num referencial
inercial. A terceira lei estabelece que todas as forças entre dois
objetos existem em magnitude igual e em direção oposta."
Nosso CTB, em sua essência, nos ensina a respeitar as leis universais que Newton registrou em sua obra-prima! Entender essas regras da física é a base para qualquer processo educacional de mobilidade segura. Você até pode enganar o fiscal, mas as forças da física jamais podem ser burladas e o preço que se pode pagar é muito maior que alguns pontos na CNH.
08/04/2019
Desing viário e segurança
Pedestres (em especial crianças e idosos), motociclistas e ciclistas são a grande parte das vítimas dos "acidentes" que ocorrem a cada ano em todo o mundo. Um caminho muito eficaz para reduzir esses números é a adoção de uma arquitetura viária amigável a esses públicos. Sabemos que um atropelamento em uma velocidade de até 30 km/h resulta em mais de 90% de chance de salvar a vida dessa pessoa. Sabemos também que se essa velocidade de impacto subir somente mais 20 km/h, ou seja 50km/h a chance do pedestre morrer se aproxima de 80%!.
Nesse sentido, em vários locais do planeta a adoção de medidas de contenção de velocidade são vitoriosas e as estatísticas comprovam isso. A adoção de rotatórias, por exemplo, reduz entre 70% à 90% colisões nos cruzamentos, reduzir a largura das faixas de tráfego é outra opção eficaz. Em boa parte dos casos pequenas mudanças geram grandes resultados:
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| Streets in Mexico City were redesigned to increase pedestrian safety. Photo by SEDEMA CDMX |
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| Antes e depois da Rua Joel Carlos Borges. (Foto: Daniel Hunter e Pedro Mascaro/WRI Brasil) |
Mais aqui.
04/04/2019
Transporte limpo
Até 2041 a prefeitura de Londres pretende que 80% de todas as viagens dos londrinos sejam feitas a pé, de bicicleta ou de transporte público. O investimento em políticas e tecnologias limpas nos levam a acreditar que isso será alcançado.
No caso específico do sistema de ônibus, a nova frota, com emissão ZERO de poluentes, está em franca expansão, incluindo os famosos e modernizados double-decks .
Até o ano de 2037 toda a frota já deverá estar devidamente adaptada.
01/04/2019
8 ações para reduzir as mortes no trânsito
Apesar de mais de 1,35 milhões
de pessoas perderem a vida em acidentes de trânsito todos os anos, esse
tipo de fatalidade não tem a mesma atenção de políticos e da mídia
quando desastres de avião, trem ou embarcações. Algumas acreditam que as
mortes em acidentes com veículos são parte da rotina ou inevitáveis –
mas elas não precisam ser.
Ruas projetadas de acordo com a abordagem se sistemas seguros
colocam a vida humana – e a sua vulnerabilidade inerente – em foco. A
estratégia reconhece que o corpo humano tem limites e mesmo a pessoa
mais consciente pode cometer um erro, mas isso não deve custar-lhe a
vida. Essa perspectiva é importante principalmente quando consideramos
as pessoas que caminham, pedalam ou utilizam motocicletas, que não têm a
proteção adicional de um carro e que juntas respondem por mais de 50% de todas as mortes no trânsito.

O relatório Sustentável e Seguro, lançado pelo WRI Ross Center for Sustainable Cities e pelo Banco Mundial, que acaba de ganhar uma versão em português, fornece orientações sobre como criar um sistema de mobilidade seguro para todos as pessoas que transitam nas ruas. São ressaltadas oito ações que, quando aplicadas de maneira integrada, têm o potencial de mitigar riscos ao reduzir a frequência e a distância dos deslocamentos e oferecer uma grande variedade de opções seguras e saudáveis de mobilidade.
Abaixo, entenda quais algumas dessas ações:
Construir cidades compactas e conectadas
Desenhar ruas mais inteligentes
Exigir padrões universais de segurança para veículos
Mais aqui e aqui.
fontes: https://wrirosscities.org/
WRI Brasil
29/03/2019
Uber Bike
Os movimentos de micromobilidade são cada dia mais intensos nas cidades. As empresas como Uber e diversas outras estão de olho nesse mercado.
A Uber pretende dar uma mão na roda aos gaúchos até o final de 2019. No ano passado, a empresa adquiriu a Jump, serviço de patinetes e
bicicletas elétricas compartilhadas.
A ideia é iniciar a implementação do serviço, que já funciona em diversas cidades nos Estados Unidos e na Europa, em São Paulo. Depois, outras capitais, como Porto Alegre, devem entrar no mapa do serviço. O que diferencia as bicicletas da Jump em relação às demais, além da cor vermelha,
é o motor. Ele assiste o usuário, que pode selecionar o nível de força que deseja fazer. “Subir o morro da Lucas de Oliveira de bicicleta, por exemplo, é impossível. A bike elétrica da Jump faz o esforço
para permitir que o utilizador não fique sequer suado para realizar tarefas como essa”, comenta Renato Rosiak, gerente da Uber em Porto Alegre. A forma com que o aluguel é efetivado também é
inédita: o equipamento possui um teclado na parte de trás, para que um código de desbloqueio seja digitado. Assim, não é necessário o manuseio direto do celular com internet para a utilização do serviço.
bicicletas elétricas compartilhadas.
A ideia é iniciar a implementação do serviço, que já funciona em diversas cidades nos Estados Unidos e na Europa, em São Paulo. Depois, outras capitais, como Porto Alegre, devem entrar no mapa do serviço. O que diferencia as bicicletas da Jump em relação às demais, além da cor vermelha,
é o motor. Ele assiste o usuário, que pode selecionar o nível de força que deseja fazer. “Subir o morro da Lucas de Oliveira de bicicleta, por exemplo, é impossível. A bike elétrica da Jump faz o esforço
para permitir que o utilizador não fique sequer suado para realizar tarefas como essa”, comenta Renato Rosiak, gerente da Uber em Porto Alegre. A forma com que o aluguel é efetivado também é
inédita: o equipamento possui um teclado na parte de trás, para que um código de desbloqueio seja digitado. Assim, não é necessário o manuseio direto do celular com internet para a utilização do serviço.
a empresa pensou alto – literalmente. O Uber Elevate pretende testar aeronaves elétricas ainda em 2020, e quer iniciar o serviço três anos depois, com voos comerciais. A Embraer é uma das fabricantes que trabalha ao lado da multinacional americana no ambicioso projeto.
Mais aqui.
27/03/2019
O fim dos acidentes?
Essa pergunta é antiga: quando seria possível acabarmos com os acidentes de trânsito? Esse questionamento, por muitos, é tido como uma possibilidade utópica, algo realmente impossível.
Mas o fato real, sabem aqueles que estudam a fundo o problema, é que a falha humana produz na imensa maioria dos casos os resultados catastróficos que conhecemos.
A indústria aeronáutica já demonstrou, em seu processo de redução contínua de acidentes, que a automação de rotinas e a adoção de tecnologias de segurança ativa e passiva tornaram voar, um dos meios mais seguros de locomoção.
Quando dominarmos uma tecnologia confiável e robusta no trânsito terrestre, atingindo 100% de automação nos deslocamentos, deixando o fator "humano" de fora do controle, poderemos sim chegar muito próximos da erradicação das mortes e dos feridos no trânsito. O caminho, penso eu será esse, vários países investem nesse sentido. O caso abaixo é mais desses exemplos.
Blog Folha
Carros terão de ‘ler’ placas e reduzir velocidade sozinhos, prevê nova regra europeia
Os carros, vans, ônibus e caminhões novos vendidos em países europeus terão de possuir um mecanismo para detectar o limite de velocidade da via em que estejam e reduzir a marcha para se adequar à ele, segundo um acordo aprovado de maneira provisória pela União Europeia nesta terça-feira (26).A medida ainda precisa passar por votação formal no Parlamento da União Europeia e nos Legislativos nacionais, e está prevista para entrar em vigor a partir de 2022.
De acordo com a nova regra, os veículos terão de possuir câmeras capazes de ler as placas de trânsito e usar informações de GPS para detectar a velocidade máxima em cada via por qual circulam e, assim, adaptar-se a ela.
Ao detectar que o carro está acima do limite, o sistema soará um alerta e reduzirá a velocidade automaticamente. O programa, chamado de ISA (Assistente Inteligente de Velocidade), não acionará os freios, mas reduzirá a potência do motor quando julgar necessário.
https://youtu.be/SoZLrZTnUGs
Mais aqui e aqui.
22/03/2019
Patinetes urbanos: Solução ou Poluição?

Um patinete elétrico de uso público
que pode ser liberado pelo celular e depois deixado em qualquer lugar é a
nova onda da mobilidade urbana. Depois de gerar queixas nos Estados
Unidos, a novidade chegou a Paris no fim de junho.
Boa parte desta confusão se deve ao
modo como a ideia foi lançada: o serviço começou sem pedir autorização a
ninguém, e coube às prefeituras ter de lidar às pressas com os
problemas que surgiram.
Com um patinete destes, o usuário
viaja a até 35 km/h sem fazer esforço. A novidade busca atrair gente que
quer fazer viagens curtas, como ir do metrô ao escritório, e que não
usa bicicleta por não saber pedalar ou não querer se cansar.
Cada empréstimo custa geralmente US$ 1
(cerca de R$ 3,90), mais US$ 0,15 por minuto. Assim, um trajeto de 15
minutos sai por US$ 3,25 (quase R$ 13) nos EUA e € 3,25
(aproximadamente R$ 15) em Paris.
Fonte: Folha de São Paulo:
Fonte: BBC Brasil
14/03/2019
Círculo vicioso
A cada ano temos menos passageiros pagantes no sistema de transporte público. Isso acaba por gerar uma tarifa mais pesada, pois são menos pessoas para pagar os custos. Na sequência, por ser cada vez mais caro e com menos pagantes, as empresas (e o poder público) não tem como qualificar e investir no sistema que se torna, a cada ano, pior. O usuário é 'expulso' pelo preço e qualidade que lhe é ofertado O ciclo está completo e pronto para se repetir quando o novo aumento chegar.
Esse dilema se repete ano após ano e os resultados mostram a falência da mobilidade via transportes de massa. A cidade recebe esse impacto diretamente. Aumentam os congestionamentos, pois os que podem migram para os transportes individuais e os que não podem sofrem em longas caminhadas ou simplesmente não se deslocam. A poluição aumenta, o tempo de deslocamento também. A qualidade de vida, de modo geral decaí, isso todos notamos.
Mas a cada ano vemos a repetição desse ciclo. Por quê?Seguem alguns dados que talvez nos mostrem por que chegamos nesse momento, peguemos o caso de Porto Alegre, que em outros momentos já foi referência em qualidade:
Pelos dados fornecidos pela EPTC, verificamos que:
Em 2007 foram transportador pelo sistema de ônibus um total de: 262.945.196 pessoas.
Em 2017 foram transportadas pelo sistema de ônibus um total de: 265.961.740 pessoas. (+ 1,14%)
Em 2007 do total de passageiros, eram pagantes integrais 234.229.092
Em 2017 do total de passageiros, eram pagantes integrais, 170.918.291 (- 27,02%)
Quando analisamos esses números, temos uma surpresa! Não houve redução de passageiros! Em verdade houve até um pequeno incremento (+ 1,14%) no total de usuários no sistema. Mas o que notamos, isso sim, foi uma considerável redução no total de pagantes!
Atacar os fatores de redução de pagantes integrais é ponto chave para reverter a situação atual. Mas isso é só um primeiro passo. Sem coragem de inovar, qualificar, investir o futuro bem próximo será de colapso. Somente quando encararmos como uma real prioridade o transporte público, sabendo que seu caráter é de cunho social (e também de cidadania), onde o lucro não deve ser o fator chave é que será possível uma solução.

Desde o Plano Real, em 1994, o ônibus em Porto Alegre já aumentou 1.170%. Enquanto isso, a inflação foi de 459%. Ou seja, se a tarifa tivesse sido reajustada pela inflação, hoje custaria apenas R$ 2,07 para andar de ônibus em Porto Alegre.
Mais informações Aqui e Aqui.
11/03/2019
Fora dos Trilhos

Nosso país já figurou entre as maiores malhas ferroviárias do mundo. Nossas características geográficas e o perfil de nossa distribuição populacional fazem o uso de ferrovias uma opção quase que inevitável (se olharmos pela perspectiva da lógica, algo não muito usado em nossa terra...).
Folha de São Paulo.
O Brasil é, entre os países de dimensões semelhantes, o que menos utiliza o sistema ferroviário para o transporte de cargas.
Dados da ANTF (Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários)
apontam que, de cada 100 quilos de carga transportados no país, só 15
trafegam em linhas de trem. Outros 65 quilos são levados por rodovias e
20, por outros modais de transporte.
Mas, independentemente do dado a ser utilizado, o índice é muito
inferior aos percentuais registrados em países como Rússia, Canadá,
Austrália, EUA e China.
Na Rússia, 81% das cargas são transportadas em linhas férreas, muito à
frente do índice canadense, de 46%. Na sequência aparecem Austrália e
EUA (ambos com 43%) e China (37%).
EM ALTA
Apesar disso, de acordo com a ANTF, dados de 2017 mostram que a
produção ferroviária atingiu 375 bilhões de toneladas por quilômetro no
Brasil, alta de 170% em relação ao índice de 20 anos antes, quando as
ferrovias foram concedidas.
Embora o índice brasileiro de transporte de cargas por ferrovia seja
baixo, mais de 40% das commodities agrícolas chegam aos portos em trens.
No caso de minérios, o índice chega a 95%.
Entre os obstáculos para que o percentual cresça está a tímida malha
ferroviária, que hoje equivale à existente na década de 1920 –cerca de
29 mil quilômetros. E nem toda a extensão é utilizada.
Um estudo da CNT feito há cinco anos indica que, em valores
atualizados, são necessários R$ 1,25 trilhão para as obras de transporte
com o presente e o futuro do setor no país. No total, são 2.045
projetos de infraestrutura em aeroportos, ferrovias, rodovias e portos,
cenário difícil de se imaginar quando constatados os baixos
investimentos em infraestrutura.
mais informações AQUI e AQUI.
mais informações AQUI e AQUI.
15/02/2019
Você!
Com certeza você já passou os olhos pela icônica imagem do "Tio Sam querendo você". Mas você sabia que ela foi inspirada em outra produção? A versão norte americana usada em campanhas publicitárias na 2° Guerra foi uma releitura do cartaz de 1914 do ilustrador britânico Alfred Leete (1882 - 1933),
que destacava Lorde Kitchener, o Secretário de Estado britânico,
durante a I Guerra Mundial, apontando para o espectador e declarando "Seu país
precisa de VOCÊ"
O artista que inspirou os americanos nasceu em Thorpe Achurch, Northamptonshire, Inglaterra. Ele estudou na Kingsholme
School e na Escola de Ciência e Arte em Weston-super-Mare, antes de se
mudar para Londres em 1899 e assumir o cargo de artista ilustrador em um grande jornal. As suas produções tinham enorme destaque nos jornais e revistas de sua época. Além de seu engajamento em ações de apoio de seu país na I Guerra Mundial, os trabalhos publicitários de Leete, divulgando o sistema de transporte público de Londres, são obras de arte famosas até hoje.Mais aqui e aqui.
23/01/2019
Sinais Internacionais. Comitê Permanente sobre Tráfego Rodoviário
Sinais Internacionais. Comitê Permanente sobre Tráfego Rodoviário
A Organização para as Comunicações e o Trânsito
foi uma organização técnica da Liga das Nações, responsável pela
promoção de cooperação internacional em áreas como o tráfego rodoviário
internacional, o transporte ferroviário e a navegação de cabotagem,
navegação por portos e marítima, unificação dos sinais de trânsito e de
sinais marítimos, simplificação de passaportes e de procedimentos para
visto e transmissão de energia elétrica para além de fronteiras
nacionais.
fonte: Biblioteca Mundial
07/12/2018
Transporte público, formas de patrocínio
Como sustentar o transporte público? Esse sistema deve (é possível?) dar lucro? Sugestões??
(Folha se São Paulo)
"Danielle Brant
Nova York
Caótica é uma boa palavra para definir a
experiência que o turista que visita Nova York pela primeira vez tem no
sistema de transporte por metrô. Os trens são, em sua maioria, antigos,
sujos e lotados mesmo fora do horário de pico, reclamam os usuários.Financiar um sistema que transporta mais de 5,5 milhões de pessoas por dia não é barato, mas um estudo sugere uma fonte alternativa de arrecadação que vai deixar não só passageiros, como um outro público, muito felizes: a legalização da maconha.
A ideia foi lançada por Mitchell Moss, Kelsey McGuinness e Rachel Wise, do Rudin Center for Transportation Policy & Management, da Universidade de Nova York.
Eles defendem que o sistema de metrô nova-iorquino precisa de uma fonte de receita extra com potencial de crescimento nas próximas décadas, e que não desvie recursos de outros serviços públicos, como educação.
“A legalização de cânabis recreativa ofereceria ao estado de Nova York uma oportunidade única para gerar um novo fluxo de receita voltada ao transporte de massa”, indica o estudo.
Os autores dizem que as compras ilegais de maconha no estado são estimadas entre 6,5 milhões e 10,2 milhões de onças (algo entre 184 e 290 toneladas), segundo relatório do Departamento de Saúde do Estado de Nova York.
A um preço de US$ 270 (R$ 1.050) a US$ 340 (R$ 1.320) por onça (28 gramas, aproximadamente), o mercado ilegal de maconha geraria de US$ 1,7 bilhão (R$ 6,6 bilhões) a US$ 3,5 bilhões (R$ 13,6 bilhões) por ano pelo mesmo departamento.
Se houvesse uma taxação entre 7% e 15% sobre o produto, as receitas do estado poderiam variar de US$ 110 milhões (R$ 428 milhões) a US$ 428 milhões (R$ 1,66 bilhão) por ano"

29/11/2018
Compadecer, uma bela palavra.
Lembrando da peça teatral*, o Auto da Compadecida (obra-prima da cultura brasileira), revivi o trecho no qual a Compadecida intercede pelo "desgraçado" João Grilo. Uma cena tocante, pois retrata a atenção, o cuidado, a empatia pelo outro. No caso, Nossa Senhora advoga pela salvação do trambiqueiro, filho da miséria e do descaso de todos. João é o retrato da miséria de um povo.
Nessa bela história, aprendi que o desprendimento e a coragem de alguém ao se "compadecer" com a dor alheia é algo sublime. Ao escolhermos afastar o egoísmo demonstramos nossa maturidade emocional. Nesse sentido, penso que ser solidário é demonstrar saúde emocional. Em nosso cotidiano esquecemos, ou fechamos os olhos para o outro, somos uma sociedade do egoísmo e do esquecimento do outro. Muitas vezes nas cidades não dizemos se quer um bom dia! Não paramos em faixas de travessia de pedestres quando dirigimos nossos carros, não seguramos a porta do elevador para aqueles que se aproximam, não pedimos licença, não falamos obrigado para quem nos serve. Em geral não praticamos a empatia - somos uma sociedade antipática.
Nessa bela história, aprendi que o desprendimento e a coragem de alguém ao se "compadecer" com a dor alheia é algo sublime. Ao escolhermos afastar o egoísmo demonstramos nossa maturidade emocional. Nesse sentido, penso que ser solidário é demonstrar saúde emocional. Em nosso cotidiano esquecemos, ou fechamos os olhos para o outro, somos uma sociedade do egoísmo e do esquecimento do outro. Muitas vezes nas cidades não dizemos se quer um bom dia! Não paramos em faixas de travessia de pedestres quando dirigimos nossos carros, não seguramos a porta do elevador para aqueles que se aproximam, não pedimos licença, não falamos obrigado para quem nos serve. Em geral não praticamos a empatia - somos uma sociedade antipática.
Por isso o compadecer me pareceu um ato tão nobre. Não tem nada haver com defender os erros alheios ou defender malfeitores e criminosos. Compadecer é padecer junto, é ser solidário com a dor alheia, é tornar um pouco menos pesada a carga que pesa nos ombros do seu semelhante. É realizar o esforço de entender os motivos, procurar causas e efeitos. Entender.
Por ser o oposto do egoísmo e da indiferença compreendi o motivo pelo qual me encantei com essa palavra. Ela reflete algo que acredito: compadecer é ser (realmente) humano.
Bela palavra e belo sentimento que ela compreende.
* (e filme de Ariano Suassuna)
Por ser o oposto do egoísmo e da indiferença compreendi o motivo pelo qual me encantei com essa palavra. Ela reflete algo que acredito: compadecer é ser (realmente) humano.
Bela palavra e belo sentimento que ela compreende.
* (e filme de Ariano Suassuna)
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