Pesquisar este blog

Mostrando postagens com marcador trem. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador trem. Mostrar todas as postagens

11/03/2019

Fora dos Trilhos

    Estação Atocha, Madri
  Nosso país já figurou entre as maiores malhas ferroviárias do mundo. Nossas características geográficas e o perfil de nossa distribuição populacional fazem o uso de ferrovias uma opção quase que inevitável (se olharmos pela perspectiva da lógica, algo não muito usado em nossa terra...).

Folha de São Paulo.


O Brasil é, entre os países de dimensões semelhantes, o que menos utiliza o sistema ferroviário para o transporte de cargas.
Dados da ANTF (Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários) apontam que, de cada 100 quilos de carga transportados no país, só 15 trafegam em linhas de trem. Outros 65 quilos são levados por rodovias e 20, por outros modais de transporte.
Os dados diferem de estudo apresentado em 2018 pela CNT (Confederação Nacional do Transporte), que mostraram que as ferrovias transportam 20,7% das cargas no país, ante 61,1% do volume transportado por meio de rodovias. A diferença, segundo a ANTF, é explicada pela metodologia.
Resultado de imagem para ferrovias no brasilMas, independentemente do dado a ser utilizado, o índice é muito inferior aos percentuais registrados em países como Rússia, Canadá, Austrália, EUA e China.
Na Rússia, 81% das cargas são transportadas em linhas férreas, muito à frente do índice canadense, de 46%. Na sequência aparecem Austrália e EUA (ambos com 43%) e China (37%).
Restos de ferrovia, abandonados. Caxias do Sul - Porto Alegre. Ano foto 2010

As rodovias só representam o principal meio de transporte no Brasil e na China –lá, com 50% do total.
EM ALTA
Apesar disso, de acordo com a ANTF, dados de 2017 mostram que a produção ferroviária atingiu 375 bilhões de toneladas por quilômetro no Brasil, alta de 170% em relação ao índice de 20 anos antes, quando as ferrovias foram concedidas.
Embora o índice brasileiro de transporte de cargas por ferrovia seja baixo, mais de 40% das commodities agrícolas chegam aos portos em trens. No caso de minérios, o índice chega a 95%.
Entre os obstáculos para que o percentual cresça está a tímida malha ferroviária, que hoje equivale à existente na década de 1920 –cerca de 29 mil quilômetros. E nem toda a extensão é utilizada.
Um estudo da CNT feito há cinco anos indica que, em valores atualizados, são necessários R$ 1,25 trilhão para as obras de transporte com o presente e o futuro do setor no país. No total, são 2.045 projetos de infraestrutura em aeroportos, ferrovias, rodovias e portos, cenário difícil de se imaginar quando constatados os baixos investimentos em infraestrutura.

 mais informações AQUI e AQUI.

18/11/2010

A impessoalidade nos acidentes



Já notaram que em boa parte das notícias que vemos nos meios de comunicação os acidentes de trânsito são relatados de tal forma que o 'fator humano' é praticamente deixado de lado. Carros, estradas, postes, chuva, curvas, etc. são apresentadas como as primeiras responsáveis pelos ocorridos... Quando falamos que 'um CARRO atropelou um pedestre' esquecemos que uma máquina não tem vontade própria (salvo em filmes de ficção), mas seus donos e condutores sim!
Então devemos pensar diferente e dar o crédito a quem realmente merece, a manchete acima poderia ser assim: Condutor derruba um poste com o seu carro. Esse é o fato, o resto é continuar não enxergando a realidade.

07/10/2010

MAS QUE INVEJA!

A EUROPA: A malha ferroviária da Europa é composta por mais de 280 mil quilômetros e seus trens, além de rápidos, são muito confortáveis, pontuais e econômicos, sendo possível atravessar de um país a outro em poucas horas. Somente na Suiça, foram 322 milhões de passageiros em 2008!

NO BRASIL: Não existem mais trens regulares de passageiros, tirando apenas duas exceções (os trens da Vale do Rio Doce, Belo Horizonte-Vitória e São Luiz-Carajás) e uns poucos trens metropolitanos. Os dados do Anuário Estatístico dos Transportes Terrestres mostram que em 1996, eram 4,3 milhões de passageiros e em 2005, foram apenas 1,5 milhão nas poucas linhas que ainda resistem.

São exemplos extremos, mas pelas nossas características geográficas não usar massivamente o trem como meio de transporte de cargas e pessoas é, no mínimo, uma falta de inteligência! O preço de instalação de uma ferrovia é considerado alto somente para aqueles que não conseguem ver a médio e longo prazo. A Europa e muitas outras regiões do mundo provam que esse é um meio de transporte que se paga. Economia e redução de tempo nos deslocamentos, de emissão de poluentes e diminuição de acidentes são apenas alguns dos seus pontos positivos. Hoje (ver notícia link abaixo) foi divulgado um grande investimento pelos britânicos (US$ 1,1 bilhão) em trens de alta velocidade para aquele país. E nós, aqui no sul do Brasil, levamos mais de trinta anos para completar um trecho de 30 km de um trem metropolitano!

Que inveja!



P.S.: A inveja é uma merda!!!


* notícia:

10/05/2010

Sistemas de transporte (alguns números)

Metrô:
Nova York 1.016 Km/468 estações;
São Paulo 62,3 Km;
Cid. México 220 Km;
Porto Alegre (trem de superfície) 33,8 Km/17 estações

Ciclovias:
Berlim 753 Km;
Paris 437 Km;
Bogotá 340 Km;
Rio de Janeiro (orla) 200 Km;

malha ferroviária do Brasil em:
1950: 38 mil Km (aproximadamente);
2005: 35 mil Km (aproximadamente
).

fontes:
Dentatran / 2010
CET/Folha de S.Paulo
EPTC/Porto Alegre
ANTP