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01/04/2019

8 ações para reduzir as mortes no trânsito

Apesar de mais de 1,35 milhões de pessoas perderem a vida em acidentes de trânsito todos os anos, esse tipo de fatalidade não tem a mesma atenção de políticos e da mídia quando desastres de avião, trem ou embarcações. Algumas acreditam que as mortes em acidentes com veículos são parte da rotina ou inevitáveis – mas elas não precisam ser.
Ruas projetadas de acordo com a abordagem se sistemas seguros colocam a vida humana – e a sua vulnerabilidade inerente – em foco. A estratégia reconhece que o corpo humano tem limites e mesmo a pessoa mais consciente pode cometer um erro, mas isso não deve custar-lhe a vida. Essa perspectiva é importante principalmente quando consideramos as pessoas que caminham, pedalam ou utilizam motocicletas, que não têm a proteção adicional de um carro e que juntas respondem por mais de 50% de todas as mortes no trânsito.




O relatório Sustentável e Seguro, lançado pelo WRI Ross Center for Sustainable Cities e pelo Banco Mundial, que acaba de ganhar uma versão em português, fornece orientações sobre como criar um sistema de mobilidade seguro para todos as pessoas que transitam nas ruas. São ressaltadas oito ações que, quando aplicadas de maneira integrada, têm o potencial de mitigar riscos ao reduzir a frequência e a distância dos deslocamentos e oferecer uma grande variedade de opções seguras e saudáveis de mobilidade.
Abaixo, entenda quais algumas dessas ações:


 Construir cidades compactas e conectadas

<p>Legenda para cegos, pode ser a mesma da pública</p>

 Desenhar ruas mais inteligentes

  <p>Desenhar ruas mais inteligentes</p>

 Exigir padrões universais de segurança para veículos

 <p>Exigir padrões universais de segurança para veículos</p>

 


Mais aqui e aqui.

fontes: https://wrirosscities.org/
          WRI Brasil

29/03/2019

Uber Bike

Imagem relacionada
   Os movimentos de micromobilidade são cada dia mais intensos nas cidades. As empresas como Uber e diversas outras estão de olho nesse mercado. 


A Uber pretende dar uma mão na roda aos gaúchos até o final de 2019. No ano passado, a empresa adquiriu a Jump, serviço de patinetes e
bicicletas elétricas compartilhadas.
A ideia é iniciar a implementação do serviço, que já funciona em diversas cidades nos Estados Unidos e na Europa, em São Paulo. Depois, outras capitais, como Porto Alegre, devem entrar no mapa do serviço. O que diferencia as bicicletas da Jump em relação às demais, além da cor vermelha,
é o motor. Ele assiste o usuário, que pode selecionar o nível de força que deseja fazer. “Subir o morro da Lucas de Oliveira de bicicleta, por exemplo, é impossível. A bike elétrica da Jump faz o esforço
para permitir que o utilizador não fique sequer suado para realizar tarefas como essa”, comenta Renato Rosiak, gerente da Uber em Porto Alegre. A forma com que o aluguel é efetivado também é
inédita: o equipamento possui um teclado na parte de trás, para que um código de desbloqueio seja digitado. Assim, não é necessário o manuseio  direto do celular com internet para a utilização do serviço.
Imagem relacionadaNão há estações: A Uber mapeia a inserção de mais novidades em Porto Alegre. Uma delas é o Uber Transit, ainda em teste nos Estados Unidos, que trabalha junto com o transporte público, facilitando quem utiliza o aplicativo como um intermediador para andar de ônibus ou trem. Para outra novidade,
a empresa pensou alto – literalmente. O Uber Elevate pretende testar aeronaves elétricas ainda em 2020, e quer iniciar o serviço três anos depois, com voos comerciais. A Embraer é uma das fabricantes que trabalha ao lado da  multinacional americana no  ambicioso projeto.

Mais aqui.

27/03/2019

O fim dos acidentes?

Essa pergunta é antiga: quando seria possível acabarmos com os acidentes de trânsito?  Esse questionamento, por muitos,  é tido como uma possibilidade utópica, algo realmente impossível.
Mas o fato real, sabem aqueles que estudam a fundo o problema, é que a falha humana produz na imensa maioria dos casos os resultados catastróficos que conhecemos.
A indústria aeronáutica já demonstrou, em seu processo de redução contínua de acidentes, que a automação de rotinas e a adoção de tecnologias de segurança ativa e passiva tornaram voar, um dos meios mais seguros de locomoção.
Quando dominarmos uma tecnologia confiável e robusta no trânsito terrestre, atingindo 100% de automação nos deslocamentos, deixando o fator "humano" de fora do controle, poderemos sim chegar muito próximos da erradicação das mortes e dos feridos no trânsito.  O caminho, penso eu será esse, vários países investem nesse sentido. O caso abaixo é mais desses exemplos.



Blog Folha

Carros terão de ‘ler’ placas e reduzir velocidade sozinhos, prevê nova regra europeia

Os carros, vans, ônibus e caminhões novos vendidos em países europeus terão de possuir um mecanismo para detectar o limite de velocidade da via em que estejam e reduzir a marcha para se adequar à ele, segundo um acordo aprovado de maneira provisória pela União Europeia nesta terça-feira (26).
A medida ainda precisa passar por votação formal no Parlamento da União Europeia e nos Legislativos nacionais, e está prevista para entrar em vigor a partir de 2022.
De acordo com a nova regra, os veículos terão de possuir câmeras capazes de ler as placas de trânsito e usar informações de GPS para detectar a velocidade máxima em cada via por qual circulam e, assim, adaptar-se a ela.
Ao detectar que o carro está acima do limite, o sistema soará um alerta e reduzirá a velocidade automaticamente. O programa, chamado de ISA (Assistente Inteligente de Velocidade), não acionará os freios, mas reduzirá a potência do motor quando julgar necessário.

 https://youtu.be/SoZLrZTnUGs


 Mais aqui e aqui.

22/03/2019

Patinetes urbanos: Solução ou Poluição?

 



Um patinete elétrico de uso público que pode ser liberado pelo celular e depois deixado em qualquer lugar é a nova onda da mobilidade urbana. Depois de gerar queixas nos Estados Unidos, a novidade chegou a Paris no fim de junho.
Boa parte desta confusão se deve ao modo como a ideia foi lançada: o serviço começou sem pedir autorização a ninguém, e coube às prefeituras ter de lidar às pressas com os problemas que surgiram.
Com um patinete destes, o usuário viaja a até 35 km/h sem fazer esforço. A novidade busca atrair gente que quer fazer viagens curtas, como ir do metrô ao escritório, e que não usa bicicleta por não saber pedalar ou não querer se cansar.
Cada empréstimo custa geralmente US$ 1 (cerca de R$ 3,90), mais US$ 0,15 por minuto. Assim, um trajeto de 15 minutos sai por US$ 3,25  (quase R$ 13) nos EUA e € 3,25 (aproximadamente R$ 15) em Paris.

Fonte: Folha de São Paulo:
Fonte: BBC Brasil

14/03/2019

Círculo vicioso

A cada ano temos menos passageiros pagantes no sistema de transporte público. Isso acaba por gerar uma tarifa mais pesada, pois são menos pessoas para pagar os custos. Na sequência, por ser cada vez mais caro e com menos pagantes, as empresas (e o poder público) não tem como qualificar e investir no sistema que se torna, a cada ano, pior. O usuário é 'expulso' pelo preço e qualidade que lhe é ofertado  O ciclo está completo e pronto para se repetir quando o novo aumento chegar.
Esse dilema se repete ano após ano e os resultados mostram a falência da mobilidade via transportes de massa. A cidade recebe esse impacto diretamente. Aumentam os congestionamentos, pois os que podem migram para os transportes individuais e os que não podem sofrem em longas caminhadas ou simplesmente não se deslocam. A poluição aumenta, o tempo de deslocamento também. A qualidade de vida, de modo geral decaí, isso todos notamos.
                                  Mas a cada ano  vemos a repetição desse ciclo. Por quê?

Seguem alguns dados que talvez nos mostrem por que chegamos nesse momento, peguemos o caso de Porto Alegre, que em outros momentos já foi referência em qualidade:


Pelos dados fornecidos pela EPTC, verificamos que:

Em 2007 foram transportador pelo sistema de ônibus um total de:  262.945.196 pessoas.
Em 2017 foram transportadas pelo sistema de  ônibus um total de:  265.961.740 pessoas. (+ 1,14%)

 Em 2007 do total de passageiros, eram pagantes integrais 234.229.092
 Em 2017 do total de passageiros, eram pagantes integrais, 170.918.291 (- 27,02%)


Quando analisamos esses números, temos uma surpresa! Não houve redução de passageiros! Em verdade houve até um pequeno incremento (+ 1,14%) no total de usuários no sistema. Mas o que notamos, isso sim, foi uma considerável redução  no total de pagantes!
Atacar os fatores de redução de pagantes integrais é ponto chave para reverter a situação atual. Mas isso é só um primeiro passo. Sem coragem de inovar, qualificar, investir o futuro bem próximo será de colapso. Somente quando encararmos como uma real prioridade o transporte público, sabendo que seu caráter é de cunho social (e também de cidadania), onde o lucro não deve ser o fator chave é que será possível uma solução.

Nenhuma descrição de foto disponível.

 Desde o Plano Real, em 1994, o ônibus em Porto Alegre já aumentou 1.170%. Enquanto isso, a inflação foi de 459%. Ou seja, se a tarifa tivesse sido reajustada pela inflação, hoje custaria apenas R$ 2,07 para andar de ônibus em Porto Alegre.

Mais informações Aqui e Aqui.


11/03/2019

Fora dos Trilhos

    Estação Atocha, Madri
  Nosso país já figurou entre as maiores malhas ferroviárias do mundo. Nossas características geográficas e o perfil de nossa distribuição populacional fazem o uso de ferrovias uma opção quase que inevitável (se olharmos pela perspectiva da lógica, algo não muito usado em nossa terra...).

Folha de São Paulo.


O Brasil é, entre os países de dimensões semelhantes, o que menos utiliza o sistema ferroviário para o transporte de cargas.
Dados da ANTF (Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários) apontam que, de cada 100 quilos de carga transportados no país, só 15 trafegam em linhas de trem. Outros 65 quilos são levados por rodovias e 20, por outros modais de transporte.
Os dados diferem de estudo apresentado em 2018 pela CNT (Confederação Nacional do Transporte), que mostraram que as ferrovias transportam 20,7% das cargas no país, ante 61,1% do volume transportado por meio de rodovias. A diferença, segundo a ANTF, é explicada pela metodologia.
Resultado de imagem para ferrovias no brasilMas, independentemente do dado a ser utilizado, o índice é muito inferior aos percentuais registrados em países como Rússia, Canadá, Austrália, EUA e China.
Na Rússia, 81% das cargas são transportadas em linhas férreas, muito à frente do índice canadense, de 46%. Na sequência aparecem Austrália e EUA (ambos com 43%) e China (37%).
Restos de ferrovia, abandonados. Caxias do Sul - Porto Alegre. Ano foto 2010

As rodovias só representam o principal meio de transporte no Brasil e na China –lá, com 50% do total.
EM ALTA
Apesar disso, de acordo com a ANTF, dados de 2017 mostram que a produção ferroviária atingiu 375 bilhões de toneladas por quilômetro no Brasil, alta de 170% em relação ao índice de 20 anos antes, quando as ferrovias foram concedidas.
Embora o índice brasileiro de transporte de cargas por ferrovia seja baixo, mais de 40% das commodities agrícolas chegam aos portos em trens. No caso de minérios, o índice chega a 95%.
Entre os obstáculos para que o percentual cresça está a tímida malha ferroviária, que hoje equivale à existente na década de 1920 –cerca de 29 mil quilômetros. E nem toda a extensão é utilizada.
Um estudo da CNT feito há cinco anos indica que, em valores atualizados, são necessários R$ 1,25 trilhão para as obras de transporte com o presente e o futuro do setor no país. No total, são 2.045 projetos de infraestrutura em aeroportos, ferrovias, rodovias e portos, cenário difícil de se imaginar quando constatados os baixos investimentos em infraestrutura.

 mais informações AQUI e AQUI.

15/02/2019

Você!




Resultado de imagem para Alfred Leete      Com certeza  você já passou os olhos pela  icônica imagem do "Tio Sam querendo você". Mas você sabia que ela foi inspirada em outra produção?  A versão norte americana usada em campanhas publicitárias na 2° Guerra foi uma releitura do cartaz de 1914 do ilustrador britânico Alfred Leete (1882 - 1933), que destacava Lorde Kitchener, o Secretário de Estado britânico, durante a I Guerra Mundial, apontando para o espectador e declarando "Seu país precisa de VOCÊ"
 
Resultado de imagem para Alfred Leete      O artista que inspirou os americanos nasceu em Thorpe Achurch, Northamptonshire, Inglaterra. Ele estudou na Kingsholme School e na Escola de Ciência e Arte em Weston-super-Mare, antes de se mudar para Londres em 1899 e assumir o cargo de artista ilustrador em um grande jornal. As suas produções tinham enorme destaque nos jornais e revistas de sua época. Além de seu engajamento em ações de apoio de seu país na I Guerra Mundial, os trabalhos publicitários de Leete, divulgando o sistema de transporte público de Londres, são obras de arte famosas até hoje.

Imagem relacionada

Resultado de imagem para Alfred Leete In 1915 Leete made an advertisement to promote the London underground system. It features six moments in the history of transport, all with the speed per hour it took back then. The final image shows the underground trolley as the fastest way to travel. The images are drawn in silhouette form and are notable for telling their message in illustrated sequences, much like a comic strip.





















Mais aqui e aqui.

23/01/2019

Sinais Internacionais. Comitê Permanente sobre Tráfego Rodoviário

Sinais Internacionais. Comitê Permanente sobre Tráfego Rodoviário

               A Organização para as Comunicações e o Trânsito foi uma organização técnica da Liga das Nações, responsável pela promoção de cooperação internacional em áreas como o tráfego rodoviário internacional, o transporte ferroviário e a navegação de cabotagem, navegação por portos e marítima, unificação dos sinais de trânsito e de sinais marítimos, simplificação de passaportes e de procedimentos para visto e transmissão de energia elétrica para além de fronteiras nacionais.
 
Sinais Internacionais. Comitê Permanente sobre Tráfego Rodoviário A organização estabeleceu vários comitês permanentes e temporários para áreas de política específica, incluindo o Comitê Permanente sobre Tráfego Rodoviário. A Organização para as Comunicações e o Trânsito realizou as conferências principais em Barcelona, em 1921, e em Genebra, em 1923, para concluir convenções sobre portos e ferrovias. A organização também assumiu a liderança no trabalho com estados membros da Liga, para esboçar a Convenção para a Unificação de Sinais Rodoviários, de 1931. Aqui, mostra-se um sistema de sinais de trânsito internacionais e de sinais gestuais, proposto pelo Comitê Permanente sobre o Tráfego Rodoviário. Este documento pertence aos arquivos da Liga, que foram transferidos para as Nações Unidas em 1946, e estão armazenados no gabinete da ONU, em Genebra. Eles foram anexados ao registro da Memória do Mundo da UNESCO em 2010. 
 
 

07/12/2018

Transporte público, formas de patrocínio





Como sustentar o transporte público? Esse sistema deve (é possível?) dar lucro? Sugestões??

(Folha se São Paulo)
"Danielle Brant
Nova York
Caótica é uma boa palavra para definir a experiência que o turista que visita Nova York pela primeira vez tem no sistema de transporte por metrô. Os trens são, em sua maioria, antigos, sujos e lotados mesmo fora do horário de pico, reclamam os usuários.
Financiar um sistema que transporta mais de 5,5 milhões de pessoas por dia não é barato, mas um estudo sugere uma fonte alternativa de arrecadação que vai deixar não só passageiros, como um outro público, muito felizes: a legalização da maconha.
A ideia foi lançada por Mitchell Moss, Kelsey McGuinness e Rachel Wise, do Rudin Center for Transportation Policy & Management, da Universidade de Nova York.
Eles defendem que o sistema de metrô nova-iorquino precisa de uma fonte de receita extra com potencial de crescimento nas próximas décadas, e que não desvie recursos de outros serviços públicos, como educação.
“A legalização de cânabis recreativa ofereceria ao estado de Nova York uma oportunidade única para gerar um novo fluxo de receita voltada ao transporte de massa”, indica o estudo.
Os autores dizem que as compras ilegais de maconha no estado são estimadas entre 6,5 milhões e 10,2 milhões de onças (algo entre 184 e 290 toneladas), segundo relatório do Departamento de Saúde do Estado de Nova York.
A um preço de US$ 270 (R$ 1.050) a US$ 340 (R$ 1.320) por onça (28 gramas, aproximadamente), o mercado ilegal de maconha geraria de US$ 1,7 bilhão (R$ 6,6 bilhões) a US$ 3,5 bilhões (R$ 13,6 bilhões) por ano pelo mesmo departamento.
Se houvesse uma taxação entre 7% e 15% sobre o produto, as receitas do estado poderiam variar de US$ 110 milhões (R$ 428 milhões) a US$ 428 milhões (R$ 1,66 bilhão) por ano"

Manifestação em Nova York nesta quinta (6) a favor do uso da taxação sobre maconha para ajudar no financiamento do metrô na cidade


Pessoas em estação de metrô

29/11/2018

Compadecer, uma bela palavra.

                                        "Compadecer, essa palavra me veio à cabeça." 
Resultado de imagem para joão Grilo + compadecida
  Lembrando da peça teatral*, o Auto da Compadecida (obra-prima da cultura brasileira), revivi o trecho  no qual a Compadecida intercede pelo "desgraçado" João Grilo.  Uma cena tocante, pois retrata a atenção, o cuidado, a empatia pelo outro. No caso, Nossa Senhora advoga pela salvação do trambiqueiro, filho da miséria e do descaso de todos.  João é o retrato da miséria de um povo.
Resultado de imagem para compadecer   Nessa bela história, aprendi que o desprendimento e a coragem de alguém ao se "compadecer" com a dor alheia é algo sublime. Ao escolhermos afastar o egoísmo demonstramos nossa maturidade emocional.  Nesse sentido, penso que ser solidário é demonstrar saúde emocional.  Em nosso cotidiano esquecemos, ou fechamos os olhos para o outro, somos uma sociedade do egoísmo e do esquecimento do outro.  Muitas vezes nas cidades não dizemos se quer um bom dia! Não paramos em faixas de travessia de pedestres quando dirigimos nossos carros, não seguramos a porta do elevador para aqueles que se aproximam, não pedimos licença, não falamos obrigado para quem nos serve. Em geral não praticamos a empatia - somos uma sociedade antipática.
   Por isso o compadecer me pareceu um ato tão nobre. Não tem nada haver com defender os erros alheios ou defender malfeitores e criminosos. Compadecer é  padecer junto, é ser solidário com a dor alheia, é tornar um pouco menos pesada a carga que pesa nos ombros do seu semelhante. É realizar o esforço de entender os motivos,  procurar causas e efeitos. Entender.
Imagem relacionada
   Por ser o oposto do egoísmo e da indiferença compreendi o motivo pelo qual me encantei com essa palavra. Ela reflete algo que acredito: compadecer é ser (realmente) humano.



Bela palavra e belo sentimento que ela compreende.






(e filme de Ariano Suassuna)

26/10/2018

Escolares sem condutores


     A NHTSA (Administração Nacional de Segurança de Tráfego nas Estradas, na sigla em inglês) determinou na segunda-feira (22) o fim do experimento realizado em Babcock Ranch, no sudeste na Flórida. “Usar um veículo inadequado para transportar crianças é irresponsável, inapropriado e viola os termos do acordo feito com a empresa”, disse a agência em um comunicado, segundo a agência Reuters.
A empresa que opera as vans é a francesa Transdev. Em março, ela obteve autorização para importar veículos autônomos e fazer testes e demonstrações. Para a NHTSA, esse acordo não previa o uso para transporte escolar. Mais informações aqui.

 

01/10/2018

Elas choram...

"... As lágrimas não doem…
 O que dói são os motivos que as fazem caírem!"




  
“Mulher chorando” | pintura | Pablo Picasso







19/09/2018

Brasil tem maior mercado de carros blindados no mundo

O medo de balas perdidas ou assaltos à mão armada fez do Brasil o maior mercado de carros blindados do mundo, mas a crise econômica pressiona muitos compradores a optarem por veículos usados. "Eu gosto de carros, mas prefiro não gastar muito dinheiro com isso", diz Maurício Paulo, de 40 anos, dirigindo seu Volvo XZ 60 blindado usado. Maurício, que é advogado em São Paulo já teve três veículos desse tipo antes. O primeiro foi comprado logo após ter sido assaltado ao parar num sinal vermelho. O nascimento de sua filha há um ano e meio o fez ter ainda mais certeza de sua opção por carros blindados, mas o faz ainda a privilegiar uma solução mais econômica.
A blindagem de um veículo novo custa cerca de 50 mil reais, quase o suficiente para comprar outro carro, dependendo do modelo. É por isso que optar por um carro usado pode permitir uma economia de 10 a 40%.
Questão de status
Mas esse boom realmente atende a uma necessidade? Três quartos das blindagens são feitas em São Paulo, onde se concentra a grande maioria da frota de 150 mil veículos blindados do país, de acordo com a Abrablin. Mas o estado de São Paulo, motor econômico do país, também é o que registrou a menor taxa de homicídios no Brasil no ano passado, 10,9 para 100 mil, em comparação com uma média nacional de 30,3.
Nos estados pobres do Nordeste, são poucos os motoristas que dirigem carros blindados, apesar dos índices de homicídio de mais de 60 por 100 mil em alguns casos. "Possuir um carro blindado no Brasil é, acima de tudo, uma marca de status social", considera o presidente da Abrablin. "As pessoas estão mais preocupadas com seu status do que com sua segurança, e muitas vezes a mulher fica com ciúmes do vizinho que é dono de um e pede ao marido", insiste.
Mauricio Paulo admite que se sente desconfortável com o acesso desigual a carros blindados. "Aqueles que têm mais meios podem se proteger melhor, enquanto outros podem perder suas vidas por causa de algo tão fútil quanto um carro", diz ele, parando em um sinal vermelho.

11/09/2018

Haikai

"O humor, compreende também o mau humor.
O mau humor é que não compreende nada."*









*Millôr Fernandes

24/11/2017

A cidade dos prédios vazios e das ruas abandonadas

Pensar a cidade como um espaço de todos, como um espaço de convivência, como um espaço de construção do ser (e do ser humano) é algo  cada vez mais difícil.  Quando olhamos, em especial,  para o nosso país e para as suas cidades fica claro ver como os mais pobres são lançados para as periferias.
Resultado de imagem para função social da propriedadePor outro lado, a especulação imobiliária no perímetro da urbe gera exclusão geográfica e social dos que não tem o capital para morar em locais centrais. Essa lógica é injusta ao extremo, por que os donos dessas áreas se utilizam do dinheiro público investido na infraestrutura (água, luz, asfalto, transporte público, iluminação, etc) para especular no mercado de imóveis. Áreas habitáveis ficam vazias em favor do lucro de poucos. Cadê o IPTU progressivo? Cadê a função social da propriedade (O art. 5°, inciso XXIII da Constituição Federal de 1988)? Os vazios urbanos, em especial em áreas centrais não contribuem em nada para uma sociedade saudável e democrática. Nesse sentido, a luta pela moradia e pela função social da propriedade é  extremamente justa! Não se trata de não respeitar a propriedade privada, mas sim lutar pelo direito à cidadania efetiva.

Em um país com um défict  de mais de seis de milhões de habitações não podemos ser insensíveis quando ocupações, como a de São Bernardo do Campo,  ocorrem.  
Resultado de imagem para ocupação em sp terreno milhares