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07/12/2018

Transporte público, formas de patrocínio





Como sustentar o transporte público? Esse sistema deve (é possível?) dar lucro? Sugestões??

(Folha se São Paulo)
"Danielle Brant
Nova York
Caótica é uma boa palavra para definir a experiência que o turista que visita Nova York pela primeira vez tem no sistema de transporte por metrô. Os trens são, em sua maioria, antigos, sujos e lotados mesmo fora do horário de pico, reclamam os usuários.
Financiar um sistema que transporta mais de 5,5 milhões de pessoas por dia não é barato, mas um estudo sugere uma fonte alternativa de arrecadação que vai deixar não só passageiros, como um outro público, muito felizes: a legalização da maconha.
A ideia foi lançada por Mitchell Moss, Kelsey McGuinness e Rachel Wise, do Rudin Center for Transportation Policy & Management, da Universidade de Nova York.
Eles defendem que o sistema de metrô nova-iorquino precisa de uma fonte de receita extra com potencial de crescimento nas próximas décadas, e que não desvie recursos de outros serviços públicos, como educação.
“A legalização de cânabis recreativa ofereceria ao estado de Nova York uma oportunidade única para gerar um novo fluxo de receita voltada ao transporte de massa”, indica o estudo.
Os autores dizem que as compras ilegais de maconha no estado são estimadas entre 6,5 milhões e 10,2 milhões de onças (algo entre 184 e 290 toneladas), segundo relatório do Departamento de Saúde do Estado de Nova York.
A um preço de US$ 270 (R$ 1.050) a US$ 340 (R$ 1.320) por onça (28 gramas, aproximadamente), o mercado ilegal de maconha geraria de US$ 1,7 bilhão (R$ 6,6 bilhões) a US$ 3,5 bilhões (R$ 13,6 bilhões) por ano pelo mesmo departamento.
Se houvesse uma taxação entre 7% e 15% sobre o produto, as receitas do estado poderiam variar de US$ 110 milhões (R$ 428 milhões) a US$ 428 milhões (R$ 1,66 bilhão) por ano"

Manifestação em Nova York nesta quinta (6) a favor do uso da taxação sobre maconha para ajudar no financiamento do metrô na cidade


Pessoas em estação de metrô

29/11/2018

Compadecer, uma bela palavra.

                                        "Compadecer, essa palavra me veio à cabeça." 
Resultado de imagem para joão Grilo + compadecida
  Lembrando da peça teatral*, o Auto da Compadecida (obra-prima da cultura brasileira), revivi o trecho  no qual a Compadecida intercede pelo "desgraçado" João Grilo.  Uma cena tocante, pois retrata a atenção, o cuidado, a empatia pelo outro. No caso, Nossa Senhora advoga pela salvação do trambiqueiro, filho da miséria e do descaso de todos.  João é o retrato da miséria de um povo.
Resultado de imagem para compadecer   Nessa bela história, aprendi que o desprendimento e a coragem de alguém ao se "compadecer" com a dor alheia é algo sublime. Ao escolhermos afastar o egoísmo demonstramos nossa maturidade emocional.  Nesse sentido, penso que ser solidário é demonstrar saúde emocional.  Em nosso cotidiano esquecemos, ou fechamos os olhos para o outro, somos uma sociedade do egoísmo e do esquecimento do outro.  Muitas vezes nas cidades não dizemos se quer um bom dia! Não paramos em faixas de travessia de pedestres quando dirigimos nossos carros, não seguramos a porta do elevador para aqueles que se aproximam, não pedimos licença, não falamos obrigado para quem nos serve. Em geral não praticamos a empatia - somos uma sociedade antipática.
   Por isso o compadecer me pareceu um ato tão nobre. Não tem nada haver com defender os erros alheios ou defender malfeitores e criminosos. Compadecer é  padecer junto, é ser solidário com a dor alheia, é tornar um pouco menos pesada a carga que pesa nos ombros do seu semelhante. É realizar o esforço de entender os motivos,  procurar causas e efeitos. Entender.
Imagem relacionada
   Por ser o oposto do egoísmo e da indiferença compreendi o motivo pelo qual me encantei com essa palavra. Ela reflete algo que acredito: compadecer é ser (realmente) humano.



Bela palavra e belo sentimento que ela compreende.






(e filme de Ariano Suassuna)

26/10/2018

Escolares sem condutores


     A NHTSA (Administração Nacional de Segurança de Tráfego nas Estradas, na sigla em inglês) determinou na segunda-feira (22) o fim do experimento realizado em Babcock Ranch, no sudeste na Flórida. “Usar um veículo inadequado para transportar crianças é irresponsável, inapropriado e viola os termos do acordo feito com a empresa”, disse a agência em um comunicado, segundo a agência Reuters.
A empresa que opera as vans é a francesa Transdev. Em março, ela obteve autorização para importar veículos autônomos e fazer testes e demonstrações. Para a NHTSA, esse acordo não previa o uso para transporte escolar. Mais informações aqui.

 

01/10/2018

Elas choram...

"... As lágrimas não doem…
 O que dói são os motivos que as fazem caírem!"




  
“Mulher chorando” | pintura | Pablo Picasso







19/09/2018

Brasil tem maior mercado de carros blindados no mundo

O medo de balas perdidas ou assaltos à mão armada fez do Brasil o maior mercado de carros blindados do mundo, mas a crise econômica pressiona muitos compradores a optarem por veículos usados. "Eu gosto de carros, mas prefiro não gastar muito dinheiro com isso", diz Maurício Paulo, de 40 anos, dirigindo seu Volvo XZ 60 blindado usado. Maurício, que é advogado em São Paulo já teve três veículos desse tipo antes. O primeiro foi comprado logo após ter sido assaltado ao parar num sinal vermelho. O nascimento de sua filha há um ano e meio o fez ter ainda mais certeza de sua opção por carros blindados, mas o faz ainda a privilegiar uma solução mais econômica.
A blindagem de um veículo novo custa cerca de 50 mil reais, quase o suficiente para comprar outro carro, dependendo do modelo. É por isso que optar por um carro usado pode permitir uma economia de 10 a 40%.
Questão de status
Mas esse boom realmente atende a uma necessidade? Três quartos das blindagens são feitas em São Paulo, onde se concentra a grande maioria da frota de 150 mil veículos blindados do país, de acordo com a Abrablin. Mas o estado de São Paulo, motor econômico do país, também é o que registrou a menor taxa de homicídios no Brasil no ano passado, 10,9 para 100 mil, em comparação com uma média nacional de 30,3.
Nos estados pobres do Nordeste, são poucos os motoristas que dirigem carros blindados, apesar dos índices de homicídio de mais de 60 por 100 mil em alguns casos. "Possuir um carro blindado no Brasil é, acima de tudo, uma marca de status social", considera o presidente da Abrablin. "As pessoas estão mais preocupadas com seu status do que com sua segurança, e muitas vezes a mulher fica com ciúmes do vizinho que é dono de um e pede ao marido", insiste.
Mauricio Paulo admite que se sente desconfortável com o acesso desigual a carros blindados. "Aqueles que têm mais meios podem se proteger melhor, enquanto outros podem perder suas vidas por causa de algo tão fútil quanto um carro", diz ele, parando em um sinal vermelho.

11/09/2018

Haikai

"O humor, compreende também o mau humor.
O mau humor é que não compreende nada."*









*Millôr Fernandes

24/11/2017

A cidade dos prédios vazios e das ruas abandonadas

Pensar a cidade como um espaço de todos, como um espaço de convivência, como um espaço de construção do ser (e do ser humano) é algo  cada vez mais difícil.  Quando olhamos, em especial,  para o nosso país e para as suas cidades fica claro ver como os mais pobres são lançados para as periferias.
Resultado de imagem para função social da propriedadePor outro lado, a especulação imobiliária no perímetro da urbe gera exclusão geográfica e social dos que não tem o capital para morar em locais centrais. Essa lógica é injusta ao extremo, por que os donos dessas áreas se utilizam do dinheiro público investido na infraestrutura (água, luz, asfalto, transporte público, iluminação, etc) para especular no mercado de imóveis. Áreas habitáveis ficam vazias em favor do lucro de poucos. Cadê o IPTU progressivo? Cadê a função social da propriedade (O art. 5°, inciso XXIII da Constituição Federal de 1988)? Os vazios urbanos, em especial em áreas centrais não contribuem em nada para uma sociedade saudável e democrática. Nesse sentido, a luta pela moradia e pela função social da propriedade é  extremamente justa! Não se trata de não respeitar a propriedade privada, mas sim lutar pelo direito à cidadania efetiva.

Em um país com um défict  de mais de seis de milhões de habitações não podemos ser insensíveis quando ocupações, como a de São Bernardo do Campo,  ocorrem.  
Resultado de imagem para ocupação em sp terreno milhares

24/03/2017

Fatos sobre o trânsito

16 Facts about Cars




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95% do tempo de vida de um carro é gasto estacionado!


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Um carro tem em média 30,000 partes!

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Atualmente há 1 bilhão de carros em uso no planeta!






21/02/2017

(post original em 15/10/2010)


Transgressão urbana inteligente, coisa rara por esses lados! Saudades do tempo em que pelo menos as pichações eram de protesto...
O espaço urbano, ao ser usado como espaço de expressão de ideias e sentimentos transforma-se em um palco. A 'artistagem' transgressora dos que se apropriam desse espaço é como uma granada que explode, lançando estilhaços para todos os lados, não escolhendo seus alvos e não tendo dó de suas 'vitimas'!  Porém, o que se nota hoje é o desarmamento de mentes. Mentes atordoadas, mentes mansas e conformadas (muuuuu).
Há algum tempo, estudantes¹ resolveram gritar (e não mugir, hehehe) com a sociedade do automóvel e da poluição em Porto Alegre. Inicialmente foram algemados e tratados como vândalos, após vistos como 'desajustados' sem mais o que fazer... Esses estudantes foram ousados e, em seu surto artístico, ousaram mostrar aquilo que todos já não viam mais. Foi um protesto, mas também foi uma obra de arte, palmas para eles.
Não vou entrar no mérito de qualidade, mas sim na possibilidade de comunicação transgressora e crítica no espaço de uma cidade que massifica e tende a homogenização coletiva. Transgredir na busca de novas perguntas é o oxigênio de uma sociedade viva.
Banksy (artista urbano inglês) com certeza influenciou em algum momento os jovens artistas de Porto Alegre que ousaram limpar a sujeira do túnel com palavras de alerta. Agora a cidade se enche de vacas pelas ruas, tá é legalzinho, é arte e arte não precisa ter um fim, um objetivo por que ela (a Arte) já é um fim em si mesma e blá-blá-blá.
Mas confesso,  tenho saudade das pichações de protesto...



14/02/2017

De jangada leve uma eternidade...

O tamanho do nosso mundo muda conforme ampliamos nossos horizontes. A pé, uma vida inteira ao redor de poucos quilômetros.  A cavalo, um pouco mais longe. Trens, navios a vapor, meios de comunicação  ampliaram muito o 'tamanho' do mundo.
 Gilberto Gil cantou*:

"Antes mundo era pequeno
Porque Terra era grande
Hoje mundo é muito grande
Porque Terra é pequena
Do tamanho da antena parabolicamará Ê, volta do mundo, camará
Ê, ê, mundo dá volta, camará

Antes longe era distante
Perto, só quando dava
Quando muito, ali defronte
E o horizonte acabava
Hoje lá trás dos montes, den de casa, camará
Ê, volta do mundo, camará
Ê, ê, mundo dá volta, camará

De jangada leva uma eternidade
De saveiro leva uma encarnação (...)"


   Nos últimos tempos, ao ler jornais, ao conversar com algumas pessoas e reparar nos comentários de 'posts' em redes sociais começo a pensar que muita gente gostaria que não fosse verdade a globalização. Pois bem, quando negamos a diversidade de ideias e ideais, nos fechamos para o mundo. Quando negamos a existência do outro (simplesmente por não concordar que somos seres que olham o mundo de diferentes pontos de vista)  nos mantemos em um mundo pequeno, limitado, medieval.  O mundo não acaba mais "ali no horizonte" com disse Gil, mas para muitos isso parece não importar. 

 * Música:Parabolicamará. Gilberto Gil

09/02/2017

Velocidade x Segurança

 Tudo é uma questão de escolha entre esses dois fatores.  Na dúvida, penso eu, basta avaliar qual relação será mais favorável à segurança. Essa deverá ser a opção.


02/02/2017

Högertrafikomläggningen, aqui no Brasil?

Esse foi o logo utilizado para lembrar a população

Högertrafikomläggningen ou "Todos para à direita!"

     Foi assim, em um belo dia (03/09/1967), todo o sentido de tráfego de um país foi alterado! A Suécia fez essa ação nos anos sessenta.
   O mais incrível é que não houve nenhum acidente fatal atribuído à mudança. Especialistas sugerem que a mudança do tráfego para o lado direito das vias reduziu os acidentes em função de as pessoas já dirigirem veículos com volantes à esquerda, tendo assim uma visão mais ampla das ruas e de certa forma passando a ter veículos adequados àquela nova forma de dirigir, fato que não acontecia antes. O índice de acidentes fatais em automóveis e em automóveis contra pedestres também diminuíram como resultado. Uma parte desse decréscimo foi atribuída à redução nos limites de velocidade em 10km/h por algum tempo após a mudança. A taxa de acidentes retornou ao nível pré-mudança em dois anos.






   "No Dia H, domingo, 3 de setembro, todo o tráfego não essencial foi proibido em todas as ruas, da 01:00 às 06:00 da manhã. Os veículos com permissão de circular tiveram de seguir regras especiais. Todos os veículos tinham de parar completamente às 04:50 da manhã, para em seguida cuidadosamente mudar para o lado direito das vias e parar novamente, até a autorização para circular ser dada às 05:00. Em Estocolmo e Malmö, todavia, a proibição de tráfego foi bem mais duradoura: das 10:00 da manhã de sábado às 15:00 do domingo: o objetivo era permitir aos grupos de trabalhadores realizar a reconfiguração das intersecções. Algumas outras cidades tiveram uma proibição estendida: das 15:00 do sábado às 15:00 do domingo."
 A Islândia também teve o seu dia D (H-dagurinn) em 26/05/1968, obtendo resultados bem parecidos em termos de redução de acidentes, mortes e feridos no trânsito.

   Quem sabe não aplicamos aqui no Brasil um "Högertrafikomläggningen"?  Assim seríamos obrigados a redobrar a atenção, diminuir a velocidade e ficar super alertas na forma de circular.   Pelo menos a cada dois anos reaplicaríamos a mudança geral no sentido de circulação para não nos acomodarmos. Desta forma, como suecos e outros povos nórdicos fizeram,  estaríamos nos livrando de muitas mortes no trânsito. 
Högertrafikomläggningen já!  

(Sério?)




Fontes: Online Aspect 
 Swedish Confederation of Transport Enterprises

 

25/11/2015

Quem tem medo?

 A simples proibição resolverá o problema? Negar a força da internet; Negar a nova realidade da super conectividade entre pessoas e empresas; Negar a 'nova' economia que surge em todo o mundo e que tem como base as plataformas digitais; Negar o movimento mundial de capilarização e pluralização de meios de transporte e mobilidade das pessoas é a melhor forma de resolver o 'problema" do UBER? Primeiro punir e reprimir para depois conversar? Essa será a melhor forma de resolver a situação?
          Quem tem medo de novas formas de mobilidade? Quem tem medo de mudanças? Quem tem medo, tem medo por que pode piorar o sistema que aí está? Ou será que não é medo o que vemos e sim a  velha e conhecida incompetência no trato das coisas de interesse coletivo? 
      A chegada do Uber em Porto Alegre era tão certa quanto os congestionamentos da Freeway no verão. Pergunto: Por que não foi feito antecipadamente pela prefeitura e nossos gloriosos vereadores um debate propositivo sobre o assunto?
    EPTC e nobres vereadores, não sejam patéticos ao ponto de simplesmente proibir o Uber, por que esse aplicativo não será o último a surgir. Outros surgirão. Outras formas de oxigenar a mobilidade urbana serão criadas e perderemos a oportunidade de estabelecer uma 'rotina' positiva de avaliação desses aplicativos pelos órgão de gestão do trânsito. Alguma regulamentação é necessária, ok,  pois, se trata de preservar a segurança dos usuários e um manter um certo controle da organização pública, mas proibir não deve ser a primeira ação. Conversar, ouvir a população (e não somente interesses classistas), olhar experiências pelo mundo e depois regulamentar e, caso necessário, por fim: punir quando preciso.
   Vejo a situação do aplicativo em questão como a história da Hydra, cortem uma  cabeça e outras duas surgirão em seu lugar.

12/11/2015

Família Pedrosa


         Projeto lançado pelo jornal Pioneiro valoriza o pedestre e demais usuários do trânsito que normalmente são esquecidos.  "Para participar do projeto Família Pedrosa, a família pedestre, o leitor e o internauta podem recorrer a um bordão sempre que identificarem uma situação de desrespeito aos pedestres e cadeirantes nas ruas. Eles podem dizer: "Chama o Pedro". Será a senha para que a Família Pedrosa possa conferir a situação descrita e divulgá-la, cobrando uma resposta dos órgãos e pessoas responsáveis."  
Veja quais são os canais disponíveis para participar do Família Pedrosa, projeto do Pioneiro Ilustração: Charles Segat / Agência RBS/


As situações de desrespeito ao pedestre e ao cadeirante irão gerar um mapa digital que permitirá o acompanhamento de cada caso no pioneiro.com.





06/11/2015

Avenida Paulista aberta para pessoas aos domingos, quem é a favor?





 


      Em pesquisa realizada pelo Datafolha, divulgada no jornal Folha de São Paulo, 47% dos paulistanos são a favor da abertura da avenida Paulista para lazer aos domingos. Entre os mais jovens (16 a 24 anos), a aprovação à medida é de 57%, enquanto entre os entrevistados acima de 60 anos é de apenas 27%.
A abertura foi implementada pela prefeitura após testes de viabilidade técnica e os carros ficam proibidos de circular na via das 9h às 17h.

     A pesquisa Datafolha indicou ainda que a redução da velocidade máxima nas principais vias de São Paulo dividiu os entrevistados, com 47% a favor e contra a medida.
Analisando os resultados há um dado curioso: o maioria das mulheres (51%) é a favor e a maior parte dos homens (52%) não concorda com a redução.

paulista-ciclovia

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