


Toda ideia que traz segurança ao trânsito é bem vinda e merece ser celebrada, e quando o foco é a segurança dos pedestres devemos ter um olhar mais atento ainda. Uma empresa americana desenvolveu um produto bem simples, porém, altamente útil, pois, possibilita aos condutores serem informados sobre a aproximação de pessoas em áreas de travessia. Quando o equipamento detecta que alguém irá cruzar a faixa, sinais luminosos são ativados automáticamente avisando que é preciso respeitar aquele espaço.
É um sistema que poderia salvar muitas vidas aqui em nossas cidades. Quer saber mais? Dê uma olhada no endereço abaixo.
http://www.migmasys.com/Pedestrian_Detection.html


Já houviram falar? Então vejam mais em: http://www.apocalipsemotorizado.net/2010/03/11/peladai-vos-uns-aos-outros-3a-pedalada-pelada/
Mais do que chocar, essas pessoas querem chamar a atenção para algo muito importante: A falência de nosso modelo de trânsito e transporte, principalmente nos centros urbanos. Conforme defende Luddista*:
" A Pedalada Pelada certamente questiona outros valores além da predominância dos motores nas ruas. Aceitar a bicicleta como um veículo legítimo e digno de respeito talvez não tenha relação direta com a quebra do falso-moralismo pré-histórico que ainda assola o Brasil... Talvez aceitar a nudez não sexualizada esteja tão distante quanto incorporar a bicicleta realmente ao cotidiano das cidades e das políticas públicas..."
É uma pena, mas as nossas ruas não são nossas. Sei, é um paradoxo, mas é a pura verdade, pelo menos é isso o que acontece aqui nos trópicos. As máquinas de metais se apoderaram das ciadades, deixando os pobres seres de carne e osso restritos às beiradas de vias mal conservadas, mal iluminadas e via de regra fétidas. Parece uma visão do apocalipse, mas é somente como estão as ruas e estradas de nossas cidades. Quem dera poder atravessar a rua com a tranquilidade desses'cabeludos' aí de cima. Quem me dera ser dono da rua, quem me dera poder ser eu e não os carros, caminhões e motos os donos das vias. É a lei do mais forte e viva mais quem tiver sorte...


A indústria automobilística investe pesado no aperfeiçoamento dos itens de segurança dos veículos. No entanto, nem sempre foi assim, na verdade, somente quando os acidentes e os resultados dos mesmos começaram a causar comoções na sociedade, principalmente americana, foi que se iniciou a 'corrida' pelo desenvolvimento de máquinas mais seguras. Um bom exemplo está nos vídeos postados abaixo. Fica claro a evolução dos projetos oferecidos atualmente, em comparação aos modelos dos anos cinquenta, por exemplo. Em tempos passados associava-se segurança no trânsito, exclusivamente, a espessura das placas de metal e a força do motor, quanto mais pesados, duros e imponentes, mais seguros eram tidos esses carros.
Hoje sabemos que isso não é exatamente o principal fator para a segurança, pois, mesmo com a evolução constante dos componentes de segurança os traumas durante os movimentos de trânsito continuam a existir e, em vários lugares do mundo aumentam progressivamente.
Isso nos leva a pensar que talvez o problema não sejam as máquinas...
Mas mesmo assim, os vídeos são muito interessantes, pois nos lembram de nossa fragilidade e alertam para que nos lembremos sempre: As máquinas podem ter conserto, mas nós muitas vezes não.

