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07/10/2014

Fon-Fon, o trânsito no início do século XX no Brasil

      

                 A revista Fon-Fon circulou no Brasil na primeira metade do século passado. A publicação teve início em 1907 no Rio de Janeiro, capital então do país, e tinha um perfil descontraído, mesclando informação,  humor e política. Seu nome era uma onomatopéia do barulho produzido pela  buzina dos automóveis que já iniciavam sua 'invasão' nas ruas do Brasil.
    


    Em "pesquisas" nessa publicação é possível ver a mudança nos comportamentos de uma população urbana, mas com fortes influências do meio rural. Uma sociedade que ainda sofre a influência do longo período de monarquia e tenta se ver como uma República, com seus valores de igualdade ainda inscipiente... O espanto que esse novo meio de transporte gera e o status agregado ao seu uso já demonstra o papel que os .



Abaixo, uma 'crônica' ilustrada conta de forma bem humorada as peripécias do Coronel Bernardino no trânsito carioca. Isso tudo já em 1908 demonstrava o que se passava no imaginário da população e os impactos que 'vehiculos e chauffers' mal preparados podiam causar.

http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_periodicos/fonfon/fonfon_1908/fonfon_1908_024.pdf


Mais em Hemeroteca digital brasileira.

30/09/2014

A rua é (somente) do carro?

Os “parklets” foram criados em São Francisco, nos Estados Unidos, e surgiram como forma de converter o espaço de estacionamento de automóvel na via pública em área recreativa temporária. A ideia tinha aparecido por aqui como um projeto que visava estimular a discussão das cidades para as pessoas e o uso do solo com equidade. O resultado foi positivo e, agora, o "parklet" faz parte de São Paulo.
"Nós conseguimos transformar uma ocupação do espaço em política pública", comemora Lincoln Paiva, presidente do Instituto Mobilidade Verde, que, em parceria com o Design Ok, concretizou o projeto. "Agora, a Prefeitura vai publicar um manual de como fazer um parklet e qualquer pessoa vai poder fazer o seu", explica. 












 
mais informações aqui. e aqui.




21/08/2014

Testes de colisão nos carros nacionais...

Palio e Onix recebem três estrelas em crash test. Latin NCAP avaliou compactos entre os mais vendidos do Brasil, além do Peugeot 208, que recebeu quatro estrelas.

 Mais em Latincap, olha lá.

 

27/06/2014

Em NY, o limite será 30 mph!


anti-speeding billboard 

O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, aprovou a redução da velocidade máxima em toda a cidade para 30 mph. A medida, anunciada na última sexta-feira (20), tem como objetivo reduzir a quantidade de acidentes de trânsito na metrópole norte-americana, conforme informado no New York Times.
  Grandes cidades em todo o mundo têm adotado medidas parecidas, que priorizam a vida e segurança de pedestres e ciclistas. Em maio deste ano, Paris adotou os 30 km/h como limite de velocidade. De acordo com um estudo feito pelo site dinamarquês Copenhagenize, nessas circunstâncias as chances de ocorrerem acidentes fatais são de apenas 10%. Enquanto com o limite de velocidade em 50 km/h o percentual sobe para 80%.
Assim que a mudança na legislação for aprovada pelo governador de NY, a metrópole terá 90 dias para fazer as adequações necessárias, que consistem, principalmente em trocar as sinalizações e aumentar os sistemas de fiscalização. Conforme explicado por Polly Trottenberg, responsável pela secretária de transportes de Nova York, os semáforos terão a velocidade modificada, para que o trânsito flua melhor.
A medida recebeu críticas por parte do candidato Rob Astorino, da oposição. Em um vídeo divulgado na internet, ele se mostrou contra a proposta, argumentando que os constantes congestionamentos nova-iorquinos já impedem que os motoristas trafeguem em alta velocidade.
A decisão do prefeito Blasio tem como objetivo extinguir as mortes no trânsito até 2024. O modelo segue uma abordagem já aplicada na Suécia.

 That's Why It's 30!  Aqui a campanha explica para a população os motivos de adotar o limite máximo de 30 mph (aproximadamente 48 km/h).



Fonte: NY Times,  Blog Vá de Bici

18/03/2014

Carros e bicicletas não precisam ser inimigos.

Pessoas em bicicetas!

  

Realmente não precisam.  Passamos por um momento de crise na mobilidade urbana do Brasil. A explosão da frota de carros e motos no país socializou um problema até então restrito às grandes cidades como São Paulo e Rio de Janeiro. Mas a crise deve servir como um incentivo para pensarmos em soluções (não só em saídas emergenciais) para a questão mobilidade (ou imobilidade) urbana.
   A bicicleta que até então era vista somente como objeto de lazer, sem maiores pretensões, demonstra que pode sim contribuir e muito para a construção de soluções.
Pessoas em carros!


Mas é um erro visualizar a bicicleta como a 'substituta' dos carros ou mesmo achar que ela é " A solução" para a poluição, acidentes e congestionamentos nas cidades. Esse equívoco já ocorreu no passado quando os carros  foram eleitos como os donos das cidades. As bicicletas precisam ser encaradas como uma peça na organização espaço-mobilidade de uma ou várias regiões urbanas e não opositoras de um determinado modal. A lógica do conflito entre carros e bicicletas é prejudicial para todos (e, em especial, para os mais desprotegidos). Há espaço e necessidade de existência de ambos em nossas cidades, mas é preciso planejamento. 

     Portanto, pensar em briga de carros x bicicletas não é lógico, até mesmo por que carros, bicicletas, motos, ônibus ou qualquer outro meio de deslocamento só tem 'vontade' quando há uma pessoa o animando. Nesse sentido, são pessoas que estão brigando por espaços que devem ser racionalizados em nome do bem coletivo e não em função do veículo que usam em determinado espaço/horário do dia.
A mobilidade do carro deve ter prioridade? Depende. Depende do local, dia, horário, quantidade de pessoas que são beneficiadas, poluição sonora, do ar, etc.
A mobilidade da bicicleta deve ter incentivada/adotada? Depende. Depende do local, dia, horário, quantidade de pessoas que são beneficiadas, impactos ambientais, fatores de segurança, etc.
O mesmo serviria para tratarmos do sistema de ônibus, trem, metrô, táxi, lotações, deslocamentos a pé e tantas outras opções possíveis.
  O trânsito é o movimento de pessoas, não máquinas. As pessoas precisam conversar e priorizar o que realmente tem valor, no caso a vida (e sua qualidade). Pessoas em bicicletas e pessoas em carros não precisam ser inimigas, pelo menos assim penso...





Mais sobre o tema (convivência entre carros e bicis) aqui aqui.