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27/06/2014

Em NY, o limite será 30 mph!


anti-speeding billboard 

O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, aprovou a redução da velocidade máxima em toda a cidade para 30 mph. A medida, anunciada na última sexta-feira (20), tem como objetivo reduzir a quantidade de acidentes de trânsito na metrópole norte-americana, conforme informado no New York Times.
  Grandes cidades em todo o mundo têm adotado medidas parecidas, que priorizam a vida e segurança de pedestres e ciclistas. Em maio deste ano, Paris adotou os 30 km/h como limite de velocidade. De acordo com um estudo feito pelo site dinamarquês Copenhagenize, nessas circunstâncias as chances de ocorrerem acidentes fatais são de apenas 10%. Enquanto com o limite de velocidade em 50 km/h o percentual sobe para 80%.
Assim que a mudança na legislação for aprovada pelo governador de NY, a metrópole terá 90 dias para fazer as adequações necessárias, que consistem, principalmente em trocar as sinalizações e aumentar os sistemas de fiscalização. Conforme explicado por Polly Trottenberg, responsável pela secretária de transportes de Nova York, os semáforos terão a velocidade modificada, para que o trânsito flua melhor.
A medida recebeu críticas por parte do candidato Rob Astorino, da oposição. Em um vídeo divulgado na internet, ele se mostrou contra a proposta, argumentando que os constantes congestionamentos nova-iorquinos já impedem que os motoristas trafeguem em alta velocidade.
A decisão do prefeito Blasio tem como objetivo extinguir as mortes no trânsito até 2024. O modelo segue uma abordagem já aplicada na Suécia.

 That's Why It's 30!  Aqui a campanha explica para a população os motivos de adotar o limite máximo de 30 mph (aproximadamente 48 km/h).



Fonte: NY Times,  Blog Vá de Bici

18/03/2014

Carros e bicicletas não precisam ser inimigos.

Pessoas em bicicetas!

  

Realmente não precisam.  Passamos por um momento de crise na mobilidade urbana do Brasil. A explosão da frota de carros e motos no país socializou um problema até então restrito às grandes cidades como São Paulo e Rio de Janeiro. Mas a crise deve servir como um incentivo para pensarmos em soluções (não só em saídas emergenciais) para a questão mobilidade (ou imobilidade) urbana.
   A bicicleta que até então era vista somente como objeto de lazer, sem maiores pretensões, demonstra que pode sim contribuir e muito para a construção de soluções.
Pessoas em carros!


Mas é um erro visualizar a bicicleta como a 'substituta' dos carros ou mesmo achar que ela é " A solução" para a poluição, acidentes e congestionamentos nas cidades. Esse equívoco já ocorreu no passado quando os carros  foram eleitos como os donos das cidades. As bicicletas precisam ser encaradas como uma peça na organização espaço-mobilidade de uma ou várias regiões urbanas e não opositoras de um determinado modal. A lógica do conflito entre carros e bicicletas é prejudicial para todos (e, em especial, para os mais desprotegidos). Há espaço e necessidade de existência de ambos em nossas cidades, mas é preciso planejamento. 

     Portanto, pensar em briga de carros x bicicletas não é lógico, até mesmo por que carros, bicicletas, motos, ônibus ou qualquer outro meio de deslocamento só tem 'vontade' quando há uma pessoa o animando. Nesse sentido, são pessoas que estão brigando por espaços que devem ser racionalizados em nome do bem coletivo e não em função do veículo que usam em determinado espaço/horário do dia.
A mobilidade do carro deve ter prioridade? Depende. Depende do local, dia, horário, quantidade de pessoas que são beneficiadas, poluição sonora, do ar, etc.
A mobilidade da bicicleta deve ter incentivada/adotada? Depende. Depende do local, dia, horário, quantidade de pessoas que são beneficiadas, impactos ambientais, fatores de segurança, etc.
O mesmo serviria para tratarmos do sistema de ônibus, trem, metrô, táxi, lotações, deslocamentos a pé e tantas outras opções possíveis.
  O trânsito é o movimento de pessoas, não máquinas. As pessoas precisam conversar e priorizar o que realmente tem valor, no caso a vida (e sua qualidade). Pessoas em bicicletas e pessoas em carros não precisam ser inimigas, pelo menos assim penso...





Mais sobre o tema (convivência entre carros e bicis) aqui aqui.

14/03/2014

Transporte público contra a poluição

Contra poluição alarmante, cidades francesas liberam transporte público gratuito

  Após a poluição chegar a níveis alarmantes, o governo liberou o transportes públicos gratuito na região de Paris e outras duas cidades pelos próximos três dias a partir de sexta-feira.

Quase três quartos da França está sob alerta laranja do que a Agência Europeia do Ambiente diz ser a pior poluição do ar desde 2007.
Segundo informações do jornal francês "Le Figaro" o alerta de poluição é causado pelo aumento das partículas finas inaláveis MP10 (nome científico), poluentes comuns na atmosfera e gerados pela combustão. Mais de 80 microgramas de PM10 por metro cúbico de ar foram verificados em 30 departamentos. 

 Nuvem cobre Paris no que são considerado os piores níveis de poluição desde 2007

  Fonte: Folha de S. Paulo digital  e  Le Figaro


Os carros são o problema, segundo a imprensa. II

A linguagem constrói o mundo....

Carro capota na Avenida Ipiranga

Fonte: ZH digital, em 14/03/2014

12/03/2014

Os carros são o problema, segundo a imprensa.

A linguagem constrói o mundo....

Carro bate contra árvore e motorista fica ferido no bairro Moinhos de Vento

 Em outro caso, no Petrópolis, carro foi abandonado após choque contra poste e capotagem

Foto: Diogo Zanatta / Agência RBS

  O fato é que ao usarmos a linguagem expressamos uma perspectiva única sobre a realidade (o que não necessariamente confirma que as coisas no mundo são da maneira como as enunciamos).
  Nossa interação linguística e subjetiva sobre o mundo é constante, isso também é um fato. Estamos constantemente criando o mundo/sociedade na qual estamos inseridos. Ao adotar determinado discurso lapidamos 'nossas verdades' e tentamos influir em 'verdades alheias'.

   A manchete: Carro bate contra árvore e motorista fica ferido...” põe a 'culpa' nos carros e isenta o condutor de qualquer responsabilidade sobre o fato. Dessa forma, deduzo, que para o jornalista que fez tal manchete o “carro” é o culpado dos ferimentos no pobre condutor...


Fonte: ZH digital. Ed. 12/03/2014.


27/01/2014

Bici em táxi


"Boa vontade e disposição fizeram a fama e a clientela do taxista José Marlucio Torres, 59. Sem frescura na hora de atender aos chamados, o motorista se tornou o número um dos ciclistas. Depois de conseguir levar sete bicicletas de uma só vez, então, ele se tornou uma lenda para a turma do pedal.
Com ele também não tem corrida longa ou curta. Torres leva e traz passageiro e bike para o aeroporto, para a serra da Cantareira, para Cananeia, no litoral, e até para Ribeirão Preto, no interior do Estado. Por isso, não faltam histórias de pessoas que foram "salvas" por ele.
Pedro Cruz, 17, que faz entregas de bicicleta, foi um deles. No começo do mês, depois de participar de um protesto motivado pela morte de um ciclista atropelado por uma carreta na avenida Pirajussara (zona oeste), seu pneu rasgou. Dá-lhe seu Torres para levar a bicicleta para casa, do outro lado da cidade, na Vila Nova Cachoeirinha (zona norte)." Mais em Folha on line

16/01/2014

O inevitável

Ator morre "acidente"
Quando ocorre só nos resta lamentar, chorar, aceitar e resignar-se. É a submissão paciente aos sofrimentos da vida... O inevitável é assim, lógico, definitivo e impositivo.
  Em nossa organização socioeconômica, a adoção de determinados valores éticos (e os seus desdobramentos morais) nos leva a resultados, no mínimo, tristes. 
Consumir é o motor da economia. Consumir irracionalmente e com uma intensidade cada vez maior é o valor cultural introjetado em todas camadas sociais e que gera resultados já bem conhecidos, poderia dizer: inevitáveis.  
  No que tange ao trânsito, poderia citar o 'amor' aos carros (para aqueles que podem realmente colocar no mesmo cesto seres vivos e inanimados como objeto de amor?!) que faz com que pessoas gastem fortunas em compras desnecessárias (será que realmente é preciso trocar de carro todo o ano, ter motores super potentes para realizar pequenos deslocamentos urbanos, etc) para as suas vidas (mas extremamente necessárias para o fomento ao consumo). 
  Mais complicado ainda é o fato de associar ao consumo determinado comportamento. Ora, todo bom capitalista que se preze (sic), sabe que tempo é dinheiro, logo quanto mais rápido, mais dinheiro. Quem é rápido faz mais grana, tem mais sucesso, pode consumir mais e mais.
 O consumo irracional e acrítico de produtos (e seu valores) traz consigo também consequências. Carros que são vendidos por atributos de velocidade e potência, brinquedos, desenhos, músicas, filmes e inúmeros outros exemplos,  nos revelam que um trânsito violento não é algo inesperado. A associação de valores como velocidade e trânsito gera todo ano (em todo o mundo) milhares de mortos e feridos (outros fatores também contribuem, mas a cultura consumista e irresponsável da velocidade tem grande parte nesse problema).
Um processo de formação crítica do indivíduo (educação em casa e na escola) e um Estado que preserve a vida dos cidadãos (dando prioridade à vida e não aos carros e o consumo) é o caminho para fugirmos do inevitável.
Tornar o inevitável em EVITÁVEL é o que nos torna melhores. Esse paradoxo é possivel. Quando sabemos dos riscos e resultados de determinado comportamento, será a nossa escolha que determinará se queremos rir ou lamentar.
  

Porche estava 160 Km/h








13/01/2014

R$ 2,00 por 200 km tá bom?



Do site independente: "O empresário aposentado João Alfredo Dresch construiu seu próprio carro elétrico, aqui em Lajeado. O veículo mede 1,96m x 1,05m e tem capacidade para dois tripulantes. Entre outros acessórios, é equipado com cinto de segurança, freio a disco e extintor de incêndio. O motor do carro chega a velocidade de 70km/h e vem equipado com um carregador de bateria que funciona em tomadas convencionais. O construtor afirma que três horas carregando possibilitam ao carro andar por mais três horas, o que gera um custo de energia de R$ 2,00 e uma estimativa de cerca de 200km.
João, que expôs seu carro na Construmóbil, usava-o para deslocar-se na cidade, até o veículo ser recolhido na última semana. O motivo é a falta de legislação para carros desta modalidade.
Entre os objetivos de João, está o de buscar apoio para viabilizar a legislação neste sentido para que possa fabricar em larga escala. O valor estimado de cada protótipo, sem impostos, varia de R$ 18,00 até R$ 20 mil."

22/11/2013

Quando a garagem vira sala de estar





Mudar as perspectivas, mudar as formas de pensar e agir, isso muda o mundo. Fica a dica de leitura.

 Sinopse
Luis Patricio e sua esposa moram em Curitiba há mais de dez anos. Em 2007 eles venderam o único carro que possuíam e apesar das dificuldades na cidade, decidiram que fariam a maior parte de seus deslocamentos de bicicleta. Hoje, eles têm um casal de filhos, moram numa casa com uma garagem convertida em sala de estar ao ar livre e continuam sem carro. Este livro é um relato sobre essa opção de vida, como chegaram a ela e como ela afetou a vida da família. Além das experiências pessoais, a obra também inclui algumas dicas e informações úteis para qualquer pessoa interessada em saber mais sobre esse estilo de vida.

garagemQuem quiser o livro:

Preço: R$ 35,00

Forma de pagamento
  • Depósito bancário
CEF
Ag 1628
c/c 63-0 operação 003
CNPJ 06.987.053/0001-24
Em nome de: InVerso Comunicação e Marketing Ltda
Depósito e enviar  um e-mail para: informando data, hora e valor depositado.
  • Boleto ou cartão
Para estas formas de pagamento, solicite mais informações no email: editorainverso@editorainverso.com.br


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21/11/2013

Quando um ponte aumenta a distância.


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   É a pura contradição: Pontes aumentando distâncias, dificultando acessos e aumentando isolamentos... 
    Ao analisar o trânsito em boa parte de nosso país, o que vemos é o reforço incondicional da "política do automóvel". Calçadas são devoradas por vias de rolamento, espaços para ciclistas são quase inexistentes e quando existem, via de regra, são mal projetados, mal sinalizados e mal conservados. Mas isso isso choca ainda mais quando vemos milhões de reais sendo gastos em obras de mobilidade que não geram mobilidade!
   Pedestres e ciclistas, diz nosso Código de Trânsito, devem ter total prioridade, visto sua fragilidade frente a carros, caminhões e outros veículos com motor. No entanto, para muitos gestores públicos, pedestres e ciclistas são problemas que infelizmente eles têm que conviver. O caso da ponte estaiada de São Paulo evidencia claramente o desrespeito com as pessoas, com aqueles que deveriam ter a prioridade.
 http://www.mobicidade.org/wp-content/uploads/2013/10/04-2-865x432.jpg


Fontes:   Failed Architecture    e   Mobicidade

20/11/2013

Restrição aos automóveis, caminho sem volta.

Mapa mostra área que será atingida Em Porto Alegre começou a ser debatido nesta segunda-feira (18/11) em período de Discussão Preliminar de Pauta da Câmara Municipal. A proposta, de autoria do vereador Marcelo Sgarbossa (PT), delimita a restrição às seguintes vias: Rua Caldas Júnior, Rua Siqueira Campos, Avenida Júlio de Castilhos, Rua Dr. Flores, Avenida Salgado Filho, Rua Andrade Neves, Rua General Câmara e Rua dos Andradas. Segundo o projeto, o acesso de veículos automotores à área restrita poderá ser controlado por meio da instalação de pinos nas ruas e por câmaras de vídeo.

Mais informações no site de acompanhamento do projeto.

19/11/2013

Se você para na nossa vaga, nós paramos na sua

utad

   "Imagine-se como uma pessoa com deficiência física. Você está dirigindo e precisa parar em algum lugar, mas todas as vagas destinadas aos deficientes estão ocupadas – a grande maioria por carros de pessoas que não são deficientes. Para conscientizar a população portuguesa de que é errado estacionar nessas vagas se você não for deficiente físico, um grupo de cadeirantes resolveu fazer um protesto original.
Eles ocuparam todas as vagas de estacionamento de uma movimentada rua de Lisboa com cadeiras de rodas. Aos motoristas, confusos, deixaram apenas um recado, ironizando a desculpa dada por quem comete o erro de parar em vagas para deficientes: “só fomos ali e não demoramos nada”.

Mais em: http://catracalivre.com.br/geral/cidadania/indicacao/se-voce-para-na-nossa-vaga-nos-paramos-na-sua/

27/08/2013

Caminhos gelados, mas belos.

     
    No sul do Brasil as estações do ano são um espetáculo à parte. Nesse inverno, na serra do Rio Grande do Sul, aconteceu a maior NEVASCA dos últimos 13 anos! Os caminhos e as paisagens mudaram, tudo fica mais bonito e também um pouco mais perigoso, mas compensa. Caminhos gelados e belos!


 




mais em clicrbs.