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21/11/2013

Quando um ponte aumenta a distância.


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   É a pura contradição: Pontes aumentando distâncias, dificultando acessos e aumentando isolamentos... 
    Ao analisar o trânsito em boa parte de nosso país, o que vemos é o reforço incondicional da "política do automóvel". Calçadas são devoradas por vias de rolamento, espaços para ciclistas são quase inexistentes e quando existem, via de regra, são mal projetados, mal sinalizados e mal conservados. Mas isso isso choca ainda mais quando vemos milhões de reais sendo gastos em obras de mobilidade que não geram mobilidade!
   Pedestres e ciclistas, diz nosso Código de Trânsito, devem ter total prioridade, visto sua fragilidade frente a carros, caminhões e outros veículos com motor. No entanto, para muitos gestores públicos, pedestres e ciclistas são problemas que infelizmente eles têm que conviver. O caso da ponte estaiada de São Paulo evidencia claramente o desrespeito com as pessoas, com aqueles que deveriam ter a prioridade.
 http://www.mobicidade.org/wp-content/uploads/2013/10/04-2-865x432.jpg


Fontes:   Failed Architecture    e   Mobicidade

20/11/2013

Restrição aos automóveis, caminho sem volta.

Mapa mostra área que será atingida Em Porto Alegre começou a ser debatido nesta segunda-feira (18/11) em período de Discussão Preliminar de Pauta da Câmara Municipal. A proposta, de autoria do vereador Marcelo Sgarbossa (PT), delimita a restrição às seguintes vias: Rua Caldas Júnior, Rua Siqueira Campos, Avenida Júlio de Castilhos, Rua Dr. Flores, Avenida Salgado Filho, Rua Andrade Neves, Rua General Câmara e Rua dos Andradas. Segundo o projeto, o acesso de veículos automotores à área restrita poderá ser controlado por meio da instalação de pinos nas ruas e por câmaras de vídeo.

Mais informações no site de acompanhamento do projeto.

19/11/2013

Se você para na nossa vaga, nós paramos na sua

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   "Imagine-se como uma pessoa com deficiência física. Você está dirigindo e precisa parar em algum lugar, mas todas as vagas destinadas aos deficientes estão ocupadas – a grande maioria por carros de pessoas que não são deficientes. Para conscientizar a população portuguesa de que é errado estacionar nessas vagas se você não for deficiente físico, um grupo de cadeirantes resolveu fazer um protesto original.
Eles ocuparam todas as vagas de estacionamento de uma movimentada rua de Lisboa com cadeiras de rodas. Aos motoristas, confusos, deixaram apenas um recado, ironizando a desculpa dada por quem comete o erro de parar em vagas para deficientes: “só fomos ali e não demoramos nada”.

Mais em: http://catracalivre.com.br/geral/cidadania/indicacao/se-voce-para-na-nossa-vaga-nos-paramos-na-sua/

27/08/2013

Caminhos gelados, mas belos.

     
    No sul do Brasil as estações do ano são um espetáculo à parte. Nesse inverno, na serra do Rio Grande do Sul, aconteceu a maior NEVASCA dos últimos 13 anos! Os caminhos e as paisagens mudaram, tudo fica mais bonito e também um pouco mais perigoso, mas compensa. Caminhos gelados e belos!


 




mais em clicrbs.

08/08/2013

Chineses mostram que é possível pensar diferente

     Pensar diferente, como já havia comentado,  é o que falta quando falamos em transporte público. A forma de gestão pública e privada necessita de oxigenação e novas perspectivas. A organização da sociedade não é a mesma de 40 ou 50 anos, o tempo trouxe mudanças no estilo de vida e as cidades têm novas conformações. No entanto, essa percepção parece não ter chegado aos operadores dos sistemas de transporte e o preço que pagamos é o caos diário em nossas ruas.
     Um bom exemplo, quando falo em pensar diferente, é a iniciativa chinesa que propõem 'matar dois coelhos com um tiro só', ou seja: reduzir dejetos poluentes (garrafas pet) e tornar acessível a mais pessoas o deslocamento no transporte público! Veja a reportagem que segue.
Máquina chinesa incentiva reciclagem e uso do transporte público

    Os usuários do metrô de Pequim, na China, podem pagar suas passagem de metrô com garrafas PET. Duas estações já possuem postos de troca e o objetivo é estender o projeto para todas as paradas do metrô e pontos de ônibus da cidade.
As máquinas carregam valores de acordo com o tamanho e tipo da garrafa. Com aproximadamente 15 garrafas, é possível se locomover por todas as oito linhas e as 105 estações disponíveis.

O projeto surgiu para tentar melhorar problemas da capital chinesa como a poluição, trânsito e lixo. A ideia é incentivar as pessoas a utilizarem o transporte público. O governo chinês também quer reciclar 70% dos resíduos até 2015.


Esse aí ter passe livre por um bom tempo!


 
Fonte: site catraca livre.

06/08/2013

Podem acreditar, amanhã será pior!


      

      Em novembro de 1959 a VW inaugura sua primeira fábrica no Brasil, já no início dos anos 60 uma forte campanha reforça a ideia de que o país cresce e que os transtornos gerados por esse crescimento não são ruins, bem pelo contrário, são 'problemas sadios'. Já há mais de 60 anos estávamos condenados a chegar onde chegamos; carros aos borbotões, ar poluído e tranqueiras crônicas.
  E mais uma coisa,  vendo essas propagandas e continuando essa lógica, meu lema é: hoje está bom, amanhã será pior...







30/07/2013

Porto Alegre amplia pontos para aluguel de bicicletas

    Porto Alegre terá, a partir da próxima sexta-feira, mais cinco estações para aluguel de bicicletas. Com isso, a Capital passará a contar com 28 pontos para a retirada de 280 veículos no total. Apesar disso, a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) quer instalar, até setembro, 40 estações e 400 unidades.




     Os novos pontos estarão localizados na Rua Botafogo (esquina com Rafael Saadi), Rua República (esquina com Comendador Batista), Parque Harmonia (na Rua Otávio Francisco Caruso da Rocha, 300), Rua Santana (esquina com Venâncio Aires) e Praça da Matriz (em frente ao Theatro São Pedro).O sistema BikePoa já contabiliza 165 mil viagens.
     Os usuários podem se cadastrar no site do BikePoa, em aplicativos para smartphone (IPhone e Android) ou por celular convencional, via portal de voz, ligando para o fone (51) 4063-7711. O valor do passe mensal é R$ 10 e o diário R$ 5, podendo utilizar o sistema durante todo o dia, das 6h às 22h, nas duas modalidades.
      As viagens devem ser realizadas em até uma hora. Após esse tempo, há um intervalo de 15 minutos para possibilitar outras viagens, com a mesma ou outra bicicleta. O objetivo é dar rotatividade e manter as estações com bicicletas para todos os usuários.






25/07/2013

Risco de morte sobre 9 vezes de 30 km/h para 50 km/h

     Risco de morte sobre 9 vezes de 30 km/h para 50 km/h! Somente esse argumento bastaria para colocar fim em uma proposta de aumento de velocidade em vias urbanas. Mas, infelizmente, para reforçar a ideia de que boa parte de nossos políticos são incompetentes e mal assessorados (no mínimo!) vemos propostas pelo Brasil afora tentando aumentar os limites em vias urbanas.
     Questões de caráter essencialmente técnico são tratadas com uma irresponsabilidade assustadora. Essas figuras públicas perdem uma ótima oportunidade de ficarem caladas. Veja a matéria abaixo, do jornal Gazeta do Povo - Curitiba, e tire suas próprias conclusões. Aumentar o limite de velocidade em nossas vias é a solução?


20 km/h a mais fazem muita diferença

  Quando o veículo passa de 30 para 50 km/h, o risco de morte em caso de atropelamento sobe de 5% para 45%. Campanha defende zonas com limites menores de velocidade.


    Um leve toque no acelerador pode significar variação de 20 quilômetros na velocidade do carro e, mais do que isso, um grande salto nas estatísticas de atropelamentos letais. Quando o acidente se dá a 50 km/h em vez de 30 km/h, por exemplo, há uma elevação de 5% para 45% no risco de morte. Essa é uma das razões que levaram o jurista Luiz Flávio Gomes a iniciar uma campanha para criar nas cidades brasileiras zonas em que o limite de velocidade seja de 30 km/h em áreas residenciais ou escolares. A medida já é comum na Europa.
Gomes recorre às estatísticas para provar que a velocidade tem relação direta com mortes no trânsito, à razão de uma a cada 11 minutos. Porém, somos levados a confiar em demasia na nossa sensatez ao volante e a crer na segurança que o carro proporciona. A engenharia automobilística salva vidas e é capaz de amortecer impactos, mas as capacidades humanas continuam as mesmas, falíveis e limitadas frente ao inesperado.
Mesmo diante do imponderável, as pessoas não costumam pisar no freio. O brasileiro criou uma cultura de impunidade e um culto à velocidade no trânsito, avalia o coordenador do Programa Ciclovida, da Universidade Federal do Paraná, José Carlos Assunção Belotto. Como uma mudança de hábito não se processa tão rápido, ele salienta que só será possível mudar o comportamento dos motoristas com perseverança na fiscalização e punição dos infratores.
     Para o coordenador do Ciclovida, a “Zona 30” só teria sucesso se fosse acompanhada de campanha educativa e punição. O diretor de Fiscalização da Secretaria de Trânsito de Curitiba, Éder Carlos Rodrigues, concorda que educação é fundamental para mudar a cultura de associar o carro à velocidade e ao status social. Ainda segundo ele, nada mudará se não houver conscientização de que alguns quilômetros a mais podem causar acidentes de proporções irreparáveis.
Números
    Rodrigues dispõe de estatísticas para embasar seu argumento: em 2011 houve 18.736 multas em Curitiba por excesso de velocidade só em lombadas e barreiras eletrônicas, cujo limite de velocidade é de 40 km/h. As autuações subiram para 22.186 no ano seguinte. “Se não respeitam o limite de 40, imagina o de 30”, observa. Ele diz que na maioria das escolas de Curitiba o limite já é de 30 km/h, mas os motoristas reduzem a velocidade mais por causa dos obstáculos humanos que as crianças representam do que pela sinalização.
      Já para o psicólogo e pesquisador do comportamento no trânsito Fábio de Cristo, a velocidade nas vias públicas não tem causa apenas no motorista. “A pista também pode estimular esse comportamento, como, por exemplo, as avenidas largas e retas, que convidam a correr. Assim, o desafio das autoridades consiste em equilibrar as ações, que devem incluir tanto o motorista quanto a infraestrutura viária e a fiscalização”, diz.

16/07/2013

Verbo SER

Verbo Ser

Carlos Drummond de Andrade   

Que vai ser quando crescer?
Vivem perguntando em redor. Que é ser?
É ter um corpo, um jeito, um nome?
Tenho os três. E sou?
Tenho de mudar quando crescer? Usar outro nome, corpo e jeito?
Ou a gente só principia a ser quando cresce?
É terrível, ser? Dói? É bom? É triste?
Ser; pronunciado tão depressa, e cabe tantas coisas?
Repito: Ser, Ser, Ser. Er. R.
Que vou ser quando crescer?
Sou obrigado a? Posso escolher?
Não dá para entender. Não vou ser.
Vou crescer assim mesmo.
Sem ser Esquecer. 


  O que você vai ser quando crescer?

Essa pergunta traz consigo bons questionamentos. Vejam bem, parto do princípio que já SOMOS alguém desde sempre. Não será em um futuro indeterminado que se dará a conquista da individualidade, isso qualquer criança já possuí, pois ela não será "alguém", ela é.  Nesse sentido, entendo que já sou "alguém" então, me basta poder construir, reinventar e transformar-me com minhas experiências, não separando passado e futuro, mas os entendendo como desdobramentos de nossa constituição. Drummond questiona: "Tenho de mudar quando crescer? Usar outro nome, corpo e jeito?  Ou a gente só principia a ser quando cresce?"

     No futuro serei diferente do ser de hoje, isso é certo. No entanto, a pessoa que serei no futuro somente existirá por que foi construído no alicerce do eu de hoje!

     Quando pensamos em educar crianças como "motoristas do futuro" cometemos um equívoco. Não que ser motorista constitua em um crime, não é isso. O fato é que projetamos um futuro que limita as opções de escolha dos pequenos. Eles, não podemos esquecer, já são partes do trânsito! Eles já transitam pelas ruas, calçadas e rodovias desse nosso país. No futuro, com certeza eles continuarão por aí, mas talvez não sejam somente motoristas...

    Eles, já são seres que precisam de orientações (como transitar a pé, em bicicletas, como passageiros, uso do cinto, cadeirinhas, etc) e não "futuros qualquer coisa".

   Motoristas do futuro NÃO! 

   Pessoas do aqui e agora, que precisam de orientações de segurança e mobilidade. Orientações para que no futuro (caso seja necessário) quando resolverem dirigir, essas crianças não tenham que, relembrando o poeta, perguntar:  "Tenho de mudar quando crescer? Usar outro nome, corpo e jeito?"    Essas crianças, quando crescerem não devem mudar para serem motoristas. Devem ser elas mesmas, aquelas mesmas crianças que aprenderam uma educação de trânsito que as tenha ensinado a ter atenção aos riscos da rua, respeito aos mais frágeis, solidariedade e valorização da segurança. Isso ocorrendo, não precisaremos nos preocupar em formar "motoristas do futuro" eles estarão prontos desde sempre!    

 

 

Módulo de Didática

 Educadores de trânsito em oficina de especialização. Atividade de microensino, no módulo de Didática - julho de 2013.

Grupo 5

Grupo 6


Grupo 7
Grupo 8


Grupo 9




15/07/2013

Módulo de Didática.

 Educadores de trânsito em oficina de especialização. Atividade de microensino, no módulo de Didática - julho de 2013.
Grupo 1.

  Grupo 2.


Grupo 3.


Grupo 4


05/06/2013

A ética (no trânsito) e as velhinhas espiãs

   Somente um grupo muito especial de espiãs para desmascarar a total cara de pau de condutores de ônibus que ficam "cegos" nos pontos de parada que têm velhinhas.  Parece brincadeira (de mal gosto), mas ainda é preciso  multar e punir condutores profissionais (hahahaha) que se negam a fazer o básico: pegar passageiros!
  Mas o que ocorre nesse caso é ainda pior quando focamos pelo ponto de vista ético. A discussão vai muito além de simplesmente deixar o passageiro 'mofando' no ponto de espera, estamos tratando de preconceitos, negação de direitos e a talvez a mais grave de nossas chagas: a  falta de posturas éticas pela população (incluo todos: políticos, policiais, empresários, funcionários públicos, etc). 
 Mas o que é ÉTICA? Talvez um desses condutores pergunte enquanto estiver recebendo a sua merecida multa. Entre tantas definições, eu escolheria uma bem simples, bem conhecida, uma que tento levar como filosofia de vida:
                                  “Não faz ao outro o que não queres que façam a ti.”
   As velhinhas espiãs (veja mais aqui!) que a prefeitura do Rio está colocando para ajudar a flagrar esses infratores (isso é o mínimo que podemos falar de tais indivíduos) demonstram claramente o principal problema que assola nosso país, e por tabela também o nosso trânsito, é a TOTAL falta de introjeção de posturas éticas.  Somente uma ética cidadã, uma ética que valoriza o certo, o justo e deixa claro que o outro e as relações que estabeleço com esse outro é que podem me tornam mais ou menos humano. Ser realmente humano é ver no outro um ser de direitos tanto quanto eu.
  Esses condutores, flagrados ignorando velhinhas nas paradas, desconhecem valores básicos de ética e cidadania, esses condutores negam sua própria humanidade!  Esses condutores são, infelizmente, um  retrato horrendo da falta de ética em nosso país...

21/05/2013

Debate atrasado, demasiadamente atrasado...

Inseguros a qualquer velocidade! Carros no brasil (minúsculo mesmo!) são armadilhas.
Para variar, aqui no país da Copa, estamos começando um debate que está atrasado, no mínimo, uns 50 anos! Ralph Nader, nos anos 60, denunciou que nos EUA os veículos eram: "Unsafe at Any Speed", ou seja: Inseguros a qualquer velocidade. A denúncia sobre o descaso da indústria com relação às mortes e traumas que os carros estavam gerando causou enorme impacto na forma de pensar a segurança automobilística pelas indústrias. As megamontadoras foram obrigadas a conjugar lucro e segurança desde então. Mas aqui, no país da Copa e da Olimpíada o lucro fala mais alto. Aqui, a vida não tem valor, ou melhor, vale bem menos que a vida de um americano, ou europeu... Veja o que diz aLatin ncap: " um airbag custa míseros 50 dólares para ser produzido, ou seja, sua vida vale no máximo US$49,99". E mesmo assim esse equipamento não é adotado em toda a frota nacional. A indústria está se lixando e o governo desde muito tempo já sabe que nossos carros são carroças (Collor que o diga). No entanto, nada foi feito com a intensidade que se deve. Até mesmo um bom carro, como o Toyota Corolla vendido na Europa NÃO é mesmo vendido no Brasil! Os resultados dos testes de segurança são diferentes.
O europeu obteve 5 estrelas para adulto (incluindo os testes que não são feitos aqui) e 4 para criança, diferente do daqui com 4 estrelas adulto e UMA para criança. Triste, muito triste não é verdade?
Mais em: http://gearheadbanger.com/2012/01/03/inseguro-a-qualquer-velocidade-nossa-seguranca-parou-no-tempo/


10/05/2013

A resposta.

  Certa vez, em sala de aula, um aluno defendeu com grande ênfase que a resposta para o nosso trânsito estressante e congestionado seria simples: Bastava usarmos motos, as motos por serem pequenas e ágeis não contribuiriam para "trancar" nossas vias. A resposta para nossos problemas, segundo esse aluno, era a adoção da moto em massa pela população - simples assim-.
Congestionamento em Tapei.
   O problema, disse para a turma, não era especificamente a adoção da moto, mas o modelo de trânsito que estava presente nessa ideia. Li, já não lembro onde, que 'problemas coletivos requerem soluções coletivas', dessa forma, buscar socorro nas motos quando os carros de passeio já não conseguem mais transitar livremente é seguir a mesma fórmula já largamente aplicada e, consequentemente, chegar as mesmas respostas de sempre.

    O fato é que não existem soluções mágicas ou definitivas para os impasses (ou conflitos) provenientes dos desejos de locomoção das pessoas. É provável que ainda precisemos ver piorar muito a qualidade de nossa mobilidade para então nos darmos conta de que é necessário alterar perspectivas e mudar o modelo. Caso fosse médico, diaria que o remédio que usamos a décadas para uma doença já não resolve mais. Na verdade o remédio tornou-se veneno e está ajudando a acelerar a morte do paciente.
   Felizmente, ao final de nosso curso,  esse aluno 'repensou' sua posição com relação às motocicletas. Ele viu que em termos de mobilidade, A Solução (singular) não existe. Não foi o carro o salvador, não será a moto, a bicicleta ou a nave/carro dos Jetsons. Somos seres com interesses e necessidades muito amplas, pensar nossa mobilidade deve levar em conta isso, portanto digo que não existe UMA resposta, mas sim múltiplas opções, todas elas possíveis.   

08/05/2013

Quem sofre com a violência no trânsito?

A ONU, estabeleceu a década pela segurança no trânsito (2011-2020) como forma de concentrar esforços e mudar a situação trágica do trânsito no mundo. Um desafio enorme, principalmente em países como o nosso, mas que pode ser atingido, muitos lugares no mundo já provaram que isso é possível. Em nosso país, várias ações estão sendo desenvolvidas para atingir as metas propostas. O Detran/RS criou um blog para divulgar as notícias e ações que estão sendo realizadas. Leis estão sendo repensadas, maiores punições (rachas, alcoolemia, etc) vêm sendo propostas, enfim, parece estar ocorrendo uma alteração na perspectiva brasileira a respeito dos acidentes (que sabemos não serem realmente acidentes na maior parte dos casos).
Defendo a tempos que a mudança de comportamento é mais eficaz que qualquer lei, mas também entendo que leis são importantes para desencadear essas mudanças, então que sejam aperfeiçoadas no sentido de preservação de vidas. O relatório da ONU, sobre segurança no trânsito 2013 (Global status report on road safety 2013) demonstra, entre várias informações, que os mais afetados (respondendo a pergunta do título) pelas mortes e lesões no trânsito no mundo, são os mais pobres (países pobres e classes sociais menos favorecidas), os mais fracos (crianças e idosos) e os menos protegidos (pedestres, ciclistas e veículos de menor porte).
O Brasil, por estar integrado a essas ações da década pela segurança no trânsito, começa a fazer a sua parte (lento, como de costume, mas...).
O que acontece aqui em nosso país, acontece também ocorre em larga escala em muitas partes do mundo, a ONU projeta aproximadamente 1.240.000 mortos por ano em todo o planeta.  Dessas mortes, 90% ocorrem em países pobres ou em desenvolvimento!