Pesquisar este blog
20/11/2013
Restrição aos automóveis, caminho sem volta.
19/11/2013
Se você para na nossa vaga, nós paramos na sua
"Imagine-se como uma pessoa com deficiência física. Você está dirigindo e
precisa parar em algum lugar, mas todas as vagas destinadas aos
deficientes estão ocupadas – a grande maioria por carros de pessoas que
não são deficientes. Para conscientizar a população portuguesa de que é
errado estacionar nessas vagas se você não for deficiente físico, um
grupo de cadeirantes resolveu fazer um protesto original.
Eles ocuparam todas as vagas de estacionamento de uma movimentada rua de
Lisboa com cadeiras de rodas. Aos motoristas, confusos, deixaram apenas
um recado, ironizando a desculpa dada por quem comete o erro de parar
em vagas para deficientes: “só fomos ali e não demoramos nada”.
Mais em: http://catracalivre.com.br/geral/cidadania/indicacao/se-voce-para-na-nossa-vaga-nos-paramos-na-sua/
27/08/2013
Caminhos gelados, mas belos.
No sul do Brasil as estações do ano são um espetáculo à parte. Nesse inverno, na serra do Rio Grande do Sul, aconteceu a maior NEVASCA dos últimos 13 anos! Os caminhos e as paisagens mudaram, tudo fica mais bonito e também um pouco mais perigoso, mas compensa. Caminhos gelados e belos!
mais em clicrbs.
08/08/2013
Chineses mostram que é possível pensar diferente
Pensar diferente, como já havia comentado, é o que falta quando falamos em transporte público. A forma de gestão pública e privada necessita de oxigenação e novas perspectivas. A organização da sociedade não é a mesma de 40 ou 50 anos, o tempo trouxe mudanças no estilo de vida e as cidades têm novas conformações. No entanto, essa percepção parece não ter chegado aos operadores dos sistemas de transporte e o preço que pagamos é o caos diário em nossas ruas.
Um bom exemplo, quando falo em pensar diferente, é a iniciativa chinesa que propõem 'matar dois coelhos com um tiro só', ou seja: reduzir dejetos poluentes (garrafas pet) e tornar acessível a mais pessoas o deslocamento no transporte público! Veja a reportagem que segue.
![]() |
| Máquina chinesa incentiva reciclagem e uso do transporte público |
Os usuários do metrô de Pequim, na China, podem pagar suas passagem de
metrô com garrafas PET. Duas estações já possuem postos de troca e o
objetivo é estender o projeto para todas as paradas do metrô e pontos de
ônibus da cidade.
As máquinas carregam valores de acordo com o tamanho e tipo da
garrafa. Com aproximadamente 15 garrafas, é possível se locomover por
todas as oito linhas e as 105 estações disponíveis.
O projeto surgiu para tentar melhorar problemas da capital chinesa
como a poluição, trânsito e lixo. A ideia é incentivar as pessoas a
utilizarem o transporte público. O governo chinês também quer reciclar
70% dos resíduos até 2015.
![]() |
| Esse aí ter passe livre por um bom tempo! |
Fonte: site catraca livre.
06/08/2013
Podem acreditar, amanhã será pior!
Em novembro de 1959 a VW inaugura sua primeira fábrica no Brasil, já no início dos anos 60 uma forte campanha reforça a ideia de que o país cresce e que os transtornos gerados por esse crescimento não são ruins, bem pelo contrário, são 'problemas sadios'. Já há mais de 60 anos estávamos condenados a chegar onde chegamos; carros aos borbotões, ar poluído e tranqueiras crônicas.
E mais uma coisa, vendo essas propagandas e continuando essa lógica, meu lema é: hoje está bom, amanhã será pior...
30/07/2013
Porto Alegre amplia pontos para aluguel de bicicletas
Porto Alegre terá, a partir da próxima sexta-feira, mais cinco estações
para aluguel de bicicletas. Com isso, a Capital passará a contar com 28
pontos para a retirada de 280 veículos no total. Apesar disso, a Empresa
Pública de Transporte e Circulação (EPTC) quer instalar, até setembro,
40 estações e 400 unidades.
Os novos pontos estarão localizados na Rua Botafogo (esquina com
Rafael Saadi), Rua República (esquina com Comendador Batista), Parque
Harmonia (na Rua Otávio Francisco Caruso da Rocha, 300), Rua Santana
(esquina com Venâncio Aires) e Praça da Matriz (em frente ao Theatro São
Pedro).O sistema BikePoa já contabiliza 165 mil viagens.
Os usuários podem se cadastrar no site do BikePoa, em aplicativos
para smartphone (IPhone e Android) ou por celular convencional, via
portal de voz, ligando para o fone (51) 4063-7711. O valor do passe
mensal é R$ 10 e o diário R$ 5, podendo utilizar o sistema durante todo o
dia, das 6h às 22h, nas duas modalidades.
As viagens devem ser realizadas em até uma hora. Após esse tempo, há
um intervalo de 15 minutos para possibilitar outras viagens, com a mesma
ou outra bicicleta. O objetivo é dar rotatividade e manter as estações
com bicicletas para todos os usuários.
25/07/2013
Risco de morte sobre 9 vezes de 30 km/h para 50 km/h
Risco de morte
sobre 9 vezes de 30 km/h para 50 km/h! Somente esse argumento
bastaria para colocar fim em uma proposta de aumento de velocidade em
vias urbanas. Mas, infelizmente, para reforçar a ideia de que boa
parte de nossos políticos são incompetentes e mal assessorados (no
mínimo!) vemos propostas
pelo Brasil afora tentando aumentar os limites em vias urbanas.
Questões de caráter essencialmente técnico são
tratadas com uma irresponsabilidade assustadora. Essas figuras
públicas perdem uma ótima oportunidade de ficarem caladas. Veja a
matéria abaixo, do jornal Gazeta
do Povo - Curitiba, e tire suas próprias conclusões. Aumentar o limite de velocidade em nossas vias é a solução?
20 km/h a mais fazem muita diferença
Quando o veículo passa de 30 para 50 km/h, o
risco de morte em caso de atropelamento sobe de 5% para 45%. Campanha
defende zonas com limites menores de velocidade.
Um
leve toque no acelerador pode significar variação de 20 quilômetros na
velocidade do carro e, mais do que isso, um grande salto nas
estatísticas de atropelamentos letais. Quando o acidente se dá a 50 km/h
em vez de 30 km/h, por exemplo, há uma elevação de 5% para 45% no risco
de morte. Essa é uma das razões que levaram o jurista Luiz Flávio Gomes
a iniciar uma campanha para criar nas cidades brasileiras zonas em que o
limite de velocidade seja de 30 km/h em áreas residenciais ou
escolares. A medida já é comum na Europa.
Gomes recorre
às estatísticas para provar que a velocidade tem relação direta com
mortes no trânsito, à razão de uma a cada 11 minutos. Porém, somos
levados a confiar em demasia na nossa sensatez ao volante e a crer na
segurança que o carro proporciona. A engenharia automobilística salva
vidas e é capaz de amortecer impactos, mas as capacidades humanas
continuam as mesmas, falíveis e limitadas frente ao inesperado.
Mesmo diante do imponderável, as pessoas não costumam pisar no freio.
O brasileiro criou uma cultura de impunidade e um culto à velocidade no
trânsito, avalia o coordenador do Programa Ciclovida, da Universidade
Federal do Paraná, José Carlos Assunção Belotto. Como uma mudança de
hábito não se processa tão rápido, ele salienta que só será possível
mudar o comportamento dos motoristas com perseverança na fiscalização e
punição dos infratores.
Para o coordenador do Ciclovida, a “Zona 30” só teria sucesso se
fosse acompanhada de campanha educativa e punição. O diretor de
Fiscalização da Secretaria de Trânsito de Curitiba, Éder Carlos
Rodrigues, concorda que educação é fundamental para mudar a cultura de
associar o carro à velocidade e ao status social. Ainda segundo ele,
nada mudará se não houver conscientização de que alguns quilômetros a
mais podem causar acidentes de proporções irreparáveis.
Números
Rodrigues dispõe de estatísticas para embasar seu argumento: em 2011
houve 18.736 multas em Curitiba por excesso de velocidade só em lombadas
e barreiras eletrônicas, cujo limite de velocidade é de 40 km/h. As
autuações subiram para 22.186 no ano seguinte. “Se não respeitam o
limite de 40, imagina o de 30”, observa. Ele diz que na maioria das
escolas de Curitiba o limite já é de 30 km/h, mas os motoristas reduzem a
velocidade mais por causa dos obstáculos humanos que as crianças
representam do que pela sinalização.
Já para o psicólogo e pesquisador do comportamento no trânsito Fábio
de Cristo, a velocidade nas vias públicas não tem causa apenas no
motorista. “A pista também pode estimular esse comportamento, como, por
exemplo, as avenidas largas e retas, que convidam a correr. Assim, o
desafio das autoridades consiste em equilibrar as ações, que devem
incluir tanto o motorista quanto a infraestrutura viária e a
fiscalização”, diz.
16/07/2013
Verbo SER
Verbo Ser
Carlos Drummond de Andrade
Que vai ser quando crescer?
Vivem perguntando em redor. Que é ser?
É ter um corpo, um jeito, um nome?
Tenho os três. E sou?
Tenho de mudar quando crescer? Usar outro nome, corpo e jeito?
Ou a gente só principia a ser quando cresce?
É terrível, ser? Dói? É bom? É triste?
Ser; pronunciado tão depressa, e cabe tantas coisas?
Repito: Ser, Ser, Ser. Er. R.
Que vou ser quando crescer?
Sou obrigado a? Posso escolher?
Não dá para entender. Não vou ser.
Vou crescer assim mesmo.
Sem ser Esquecer.
O que você vai ser quando crescer?
Essa pergunta traz consigo bons questionamentos. Vejam bem, parto do princípio que já SOMOS alguém desde sempre. Não será em um futuro indeterminado que se dará a conquista da individualidade, isso qualquer criança já possuí, pois ela não será "alguém", ela é. Nesse sentido, entendo que já sou "alguém" então, me basta poder construir, reinventar e transformar-me com minhas experiências, não separando passado e futuro, mas os entendendo como desdobramentos de nossa constituição. Drummond questiona: "Tenho de mudar quando crescer? Usar outro nome, corpo e jeito? Ou a gente só principia a ser quando cresce?"
No futuro serei diferente do ser de hoje, isso é certo. No entanto, a pessoa que serei no futuro somente existirá por que foi construído no alicerce do eu de hoje!
Quando pensamos em educar crianças como "motoristas do futuro" cometemos um equívoco. Não que ser motorista constitua em um crime, não é isso. O fato é que projetamos um futuro que limita as opções de escolha dos pequenos. Eles, não podemos esquecer, já são partes do trânsito! Eles já transitam pelas ruas, calçadas e rodovias desse nosso país. No futuro, com certeza eles continuarão por aí, mas talvez não sejam somente motoristas...
Eles, já são seres que precisam de orientações (como transitar a pé, em bicicletas, como passageiros, uso do cinto, cadeirinhas, etc) e não "futuros qualquer coisa".
Motoristas do futuro NÃO!
Pessoas do aqui e agora, que precisam de orientações de segurança e mobilidade. Orientações para que no futuro (caso seja necessário) quando resolverem dirigir, essas crianças não tenham que, relembrando o poeta, perguntar: "Tenho de mudar quando crescer? Usar outro nome, corpo e jeito?" Essas crianças, quando crescerem não devem mudar para serem motoristas. Devem ser elas mesmas, aquelas mesmas crianças que aprenderam uma educação de trânsito que as tenha ensinado a ter atenção aos riscos da rua, respeito aos mais frágeis, solidariedade e valorização da segurança. Isso ocorrendo, não precisaremos nos preocupar em formar "motoristas do futuro" eles estarão prontos desde sempre!
Módulo de Didática
Grupo 5
Grupo 6
Grupo 7
Grupo 9
15/07/2013
Módulo de Didática.
Educadores de trânsito em oficina de especialização. Atividade de microensino, no módulo de Didática - julho de 2013.
Grupo 1.
Grupo 2.
Grupo 3.
Grupo 4
Grupo 1.
Grupo 3.
Grupo 4
05/06/2013
A ética (no trânsito) e as velhinhas espiãs
Somente um grupo
muito especial de espiãs para desmascarar a total cara de pau de
condutores de ônibus que ficam "cegos" nos pontos de parada que têm velhinhas. Parece brincadeira (de mal gosto), mas ainda é
preciso multar e punir condutores profissionais (hahahaha) que
se negam a fazer o básico: pegar passageiros!
Mas o que ocorre nesse caso é ainda pior quando
focamos pelo ponto de vista ético. A discussão vai muito
além de simplesmente deixar o passageiro 'mofando' no ponto de
espera, estamos tratando de preconceitos, negação de direitos e a talvez a mais grave de nossas chagas: a falta de posturas éticas pela população (incluo todos: políticos, policiais, empresários, funcionários públicos, etc).
Mas o que é ÉTICA? Talvez um desses
condutores pergunte enquanto estiver recebendo a sua merecida
multa. Entre tantas definições, eu escolheria uma
bem simples, bem conhecida, uma que tento levar como filosofia de
vida:
“Não faz ao outro o que não queres
que façam a ti.”
As velhinhas espiãs (veja
mais aqui!) que a prefeitura do Rio está colocando para ajudar a
flagrar esses infratores (isso é o mínimo que podemos falar de tais
indivíduos) demonstram claramente o principal problema que assola nosso
país, e por tabela também o nosso trânsito, é a TOTAL falta de
introjeção de posturas éticas. Somente uma ética cidadã, uma ética que
valoriza o certo, o justo e deixa claro que o outro e as
relações que estabeleço com esse outro é que podem me
tornam mais ou menos humano. Ser realmente humano é ver no
outro um ser de direitos tanto quanto eu.
Esses condutores, flagrados ignorando velhinhas nas
paradas, desconhecem valores básicos de ética e cidadania, esses
condutores negam sua própria humanidade! Esses condutores são, infelizmente, um retrato
horrendo da falta de ética em nosso país...
21/05/2013
Debate atrasado, demasiadamente atrasado...
Inseguros a qualquer velocidade! Carros no brasil (minúsculo mesmo!) são armadilhas.Para variar, aqui no país da Copa, estamos começando um debate que está atrasado, no mínimo, uns 50 anos! Ralph Nader, nos anos 60, denunciou que nos EUA os veículos eram: "Unsafe at Any Speed", ou seja: Inseguros a qualquer velocidade. A denúncia sobre o descaso da indústria com relação às mortes e traumas que os carros estavam gerando causou enorme impacto na forma de pensar a segurança automobilística pelas indústrias. As megamontadoras foram obrigadas a conjugar lucro e segurança desde então. Mas aqui, no país da Copa e da Olimpíada o lucro fala mais alto. Aqui, a vida não tem valor, ou melhor, vale bem menos que a vida de um americano, ou europeu... Veja o que diz aLatin ncap: " um airbag custa míseros 50 dólares para ser produzido, ou seja, sua vida vale no máximo US$49,99". E mesmo assim esse equipamento não é adotado em toda a frota nacional. A indústria está se lixando e o governo desde muito tempo já sabe que nossos carros são carroças (Collor que o diga). No entanto, nada foi feito com a intensidade que se deve. Até mesmo um bom carro, como o Toyota Corolla vendido na Europa NÃO é mesmo vendido no Brasil! Os resultados dos testes de segurança são diferentes.
O europeu obteve 5 estrelas para adulto (incluindo os testes que não são feitos aqui) e 4 para criança, diferente do daqui com 4 estrelas adulto e UMA para criança. Triste, muito triste não é verdade?
Mais em: http://gearheadbanger.com/2012/01/03/inseguro-a-qualquer-velocidade-nossa-seguranca-parou-no-tempo/
10/05/2013
A resposta.
Certa
vez, em sala de aula, um aluno defendeu com grande ênfase que a
resposta para o nosso trânsito estressante e congestionado seria
simples: Bastava usarmos motos, as motos por serem pequenas e ágeis
não contribuiriam para "trancar" nossas vias. A resposta
para nossos problemas, segundo esse aluno, era a adoção da moto em
massa pela população - simples assim-.
![]() |
| Congestionamento em Tapei. |
O problema, disse para
a turma, não era especificamente a adoção da moto, mas o
modelo de trânsito que estava presente nessa ideia. Li, já
não lembro onde, que 'problemas coletivos requerem soluções
coletivas', dessa forma, buscar socorro nas motos quando os carros de
passeio já não conseguem mais transitar livremente é seguir a
mesma fórmula já largamente aplicada e, consequentemente, chegar as
mesmas respostas de sempre.
O fato é que não
existem soluções mágicas ou definitivas para os impasses (ou
conflitos) provenientes dos desejos de locomoção das pessoas. É
provável que ainda precisemos ver piorar muito a qualidade de nossa
mobilidade para então nos darmos conta de que é necessário alterar
perspectivas e mudar o modelo. Caso fosse médico, diaria que o
remédio que usamos a décadas para uma doença já não resolve
mais. Na verdade o remédio tornou-se veneno e está ajudando a
acelerar a morte do paciente.
Felizmente, ao final de
nosso curso, esse aluno 'repensou' sua posição com relação
às motocicletas. Ele viu que em termos de mobilidade, A Solução
(singular) não existe. Não foi o carro o salvador, não será a
moto, a bicicleta ou a nave/carro dos Jetsons.
Somos seres com interesses e necessidades muito amplas, pensar nossa
mobilidade deve levar em conta isso, portanto digo que não existe
UMA resposta, mas sim múltiplas opções, todas elas possíveis.
08/05/2013
Quem sofre com a violência no trânsito?
A
ONU, estabeleceu a década pela segurança no trânsito (2011-2020)
como forma de concentrar esforços e mudar a situação trágica do
trânsito no mundo. Um desafio enorme, principalmente em países como
o nosso, mas que pode ser atingido, muitos lugares no mundo já
provaram que isso é possível. Em nosso país, várias ações estão
sendo desenvolvidas para atingir as metas propostas. O Detran/RS
criou um blog para
divulgar as notícias e ações que estão sendo realizadas. Leis
estão sendo repensadas, maiores punições (rachas,
alcoolemia, etc) vêm sendo propostas, enfim, parece estar ocorrendo
uma alteração na perspectiva brasileira a respeito dos acidentes
(que sabemos não serem realmente acidentes na maior parte dos
casos).

O Brasil,
por estar integrado a essas ações da década pela segurança no
trânsito, começa a fazer a sua parte (lento, como de costume,
mas...).
O que
acontece aqui em nosso país, acontece também ocorre em larga escala
em muitas partes do mundo, a ONU projeta aproximadamente 1.240.000
mortos por ano em todo o planeta. Dessas mortes, 90%
ocorrem em países pobres ou em desenvolvimento!
09/04/2013
Aprender (esquecer)
Rubens Alves diz que:
"O aprendido é aquilo que fica depois que o esquecimento fez o
seu trabalho." Concordo plenamente!
No meu caso, em especial, o esquecimento trabalha
de forma quase desumana, sem cessar. As vezes penso que deveria
negociar uma redução de carga horária com essa figura, mas
infelizmente não consigo nunca marcar essa reunião...
Não penso que seja tão ruim assim esquecer
certas coisas, acredito inclusive que tenhamos mais benefícios que
problemas com a nossa produção em séria de esquecimentos. O
'esquecimento seletivo' é uma espécie de sistema de proteção
de nossa saúde mental. Imaginem a quantidade de bobagens a que
estamos expostos diariamente, poder esquecer é uma dádiva!
O problema é quando esse sistema de proteção da
saúde mental começa a entrar em colapso e sai apagando de nossa
memória saberes e APRENDIZADOS. Nesse caso, como uma doença
autoimune, aquilo que poderia ser bom, passa a ser um grave
problema.
Em resumo, esquecer algumas besteiras, ok!
Esquecer aquilo que aprendemos e torna a nossa vida melhor, não!
Quando falamos de nosso transporte público,
mais especificamente dos ônibus, verificamos que a forma de
gestão/administração desse sistema é praticamente a mesma nos
últimos 40 ou 50 anos. Desenvolvemos uma expertise, um acúmulo de
saberes e essa forma (ou fórmula de gerir) se repete por décadas a
fio, com um ou outro pequeno ajuste. A crítica que faço é que
realmente APRENDEMOS UMA FORMA de administrar os sistema de
ônibus, mas não podemos ESQUECER que mudar é uma necessidade, uma questão de
sobrevivência...
Achava-se (e ainda muitos acham) que:
Os usuários de transporte público não
teriam outra opção, a não ser usar o ônibus;
Os investimentos nas vias sempre
poderiam ser ampliados;
O preço da tarifa do ônibus deveria
poder pagar todos os custos de operação;
Os usuários não tinham poder de
organização;
A qualidade não era um dos
principais fatores levados em conta pelos usuários;
O transporte público é um mal
necessário;
O transporte público é para a
população menos abastada (pobre).
Mas é preciso lembrar que:
O usuário na verdade é um
cidadão/cliente;
A concorrência com o carro é desleal e insustentável a longo prazo;
As vias públicas tem limite de expansão e
investimento;
Os custos do não uso do transporte público
são maiores do que o de seu uso;
A população/sociedade organizada pode e
deve influir na gestão do transporte;
Sem qualidade não há transporte público
viável;
A forma de gestão atual do transporte
público chegou a seu limite, novos modelos são urgentes.
É hora de novos aprendizados, novos saberes estão
sendo construídos em várias partes do mundo na forma de pensar a
mobilidade. É o momento de falar e colocar em prática outros
paradigmas. Por exemplo:
"A ideia de gratuidade no
transporte vai contra tudo o que nos disseram sobre o assunto aqui no
Brasil, a saber: sem pagamento, o sistema ficaria sem recursos, e em
algum momento se tornaria inviável. Mas existem teóricos e
administradores públicos que defendem que é economicamente viável
– ou até preferível – que as pessoas não paguem por ele.
As vantagens de não se cobrar
pelo uso de trens e ônibus são várias: promoção de uma certa
justiça social, já que o peso do pagamento de transporte público é
grande para a população mais pobre, que é a que mais precisa dele;
redução da emissão de poluentes; menos poluição sonora; redução
do uso de combustíveis fósseis; diminuição dos gastos em obras
viárias, já que o carro seria menos necessário; aumento do uso do
espaço público, pois as pessoas precisariam andar mais nas ruas
para usar o transporte; eliminação dos gastos com o sistema de
cobrança, entre outras.
Em Châteauroux, cidade de 49 mil
habitantes, a média de uso do ônibus era de 21 viagens por ano,
contra uma média de 38 em outras cidades pequenas da França. Depois
da implementação da gratuidade, esse número saltou para 61 viagens
por ano. Em Hasselt, o uso do transporte público subiu mais de 1000%
desde que passou a ser gratuito." fonte: pragmatismo
político.
Quanto maior a mobilidade em uma cidade maior é a
oxigenação da economia, da política dos direitos e das
possibilidades de crescimento de seus cidadãos. Novas perguntas nos
levarão a novas respostas e novas soluções somente serão
possíveis se tivermos a capacidade de esquecer o modelo atual e
constituir algo novo em seu lugar.
Assinar:
Postagens (Atom)















