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22/06/2010

Movimento em todo lugar...

Movimento, deslocamento, inquietação. O que nos torna humanos? O que nos fez (e faz) sermos o que somos? O que nos fez chegar até aqui?
Diria, com um pouco de pretensão, que o impulso de ampliar e buscar novos horizontes contribuiu decisivamente em nossa constituição histórico-social. No entanto, não menos importante, a produção de expressões de cultura demarcaram definitivamente nossa singularidade na natureza. Um poema, uma dança, uma escultura, uma música entre outras tantas possibilidades de arte, por exemplo, nos fazem refletir, sentir e olhar novos horizontes e isso é, creio eu, uma exclusividade humana que vale a pena ser exercida e exercitada constantemente. Penso que é possível estabelecermos ligações entre cultura e o nosso transitar, visto que movimento é sinônimo de vida e cultura pode ser encarada também como o 'movimento' do sentimento e da alma humanana! Dessa forma, deixo uma sugestão de"exercício" dessa nossa humanidade: Apreciar uma obra de Van Gogh é ter a possibilidade de sentir plenamente o potencial humano de criação. Minha dica é apreciar o quadro A noite estrelada, essa obra dá uma boa ideia do que falo: beleza e profundidade inquietante que só a vida em movimento é capaz de produzir...

14/06/2010

Pedestres, esses abusados!




Flagra! pedestres pensam que a calçada é deles e desrespeitam os carros!

Essa é a rotina nas cidades dos automóveis, sim, dos automóveis não das pessoas. Cada vez mais os donos dessas máquinas demonstram sua total falta de noção e respeito pelo o outro. Boa parte dos condutores parecem acreditar mesmo que o espaço a sua volta foi feito somente para atender suas necessidades. Esses dias tirei essas fotos usando meu celular, para demostrar que aqui em Caxias do Sul o desrespeito a quem anda pela calçada é grande, infelizmente, a prefeitura daqui não quer assumir a sua responsabilidade e encarar o problema, punindo os infratores. É triste, mas na omissão de prefeitos, fiscais e políticos suge e ganha força uma casta maldita de condutores egoístas (pois, não se importam com os transtornos que geram para outros), irresponsáveis (pois, não se preocupam com a segurança daqueles que não estão protegidos por uma blindagem de metal) e de péssimos exemplos de educação (lembremos que o exemplo é uma poderosa forma de educar ou, no caso, deseducar).
No entanto, o pior é que no Código de Trânsito está dito que a calçada deveria ser o espaço privilegiado e exclusivo para o pedestre. Porém, meu erro foi esquecer que as leis que visam a segurança das pessoas parecem não valer nada nas cidades dos automóveis...



01/06/2010

Sempre é bom lembrar!


Sábias palavras do Profeta Gentileza (1917-1996). Pena que em nosso trânsito elas não estejam tão presentes. Pense nisso!

18/05/2010

Até que enfim!

Algo que deveria ser cobrado desde sempre é o transporte correto de crianças em veículos automotores, porém, somente agora é que está sendo colocado em ação, de forma mais efetiva, o que nossa legislação preconiza há um bom tempo. O que faltava era o detalhamento da lei, pois, o Código de Trânsito já exigia que crianças menores de dez anos fossem transportadas nos bancos traseiros e utilizando, se não os cintos de segurança, equipamentos equivalentes de retenção. Essa especificação detalhada levou quase dez anos para acontecer! Bom antes tarde do que nunca...
A resolução que tratou do tema ( 277/2008) previu a cobrança a partir de Junho de 2010 da correta utilização de dispositivos de segurança para os passageiros menores de dez anos. Veja mais em: http://www.eusoulegalnotransito.com.br
Até que enfim, os pequenos mereciam essa atenção!




16/05/2010

Tecnologia nas travessias


Toda ideia que traz segurança ao trânsito é bem vinda e merece ser celebrada, e quando o foco é a segurança dos pedestres devemos ter um olhar mais atento ainda. Uma empresa americana desenvolveu um produto bem simples, porém, altamente útil, pois, possibilita aos condutores serem informados sobre a aproximação de pessoas em áreas de travessia. Quando o equipamento detecta que alguém irá cruzar a faixa, sinais luminosos são ativados automáticamente avisando que é preciso respeitar aquele espaço.

É um sistema que poderia salvar muitas vidas aqui em nossas cidades. Quer saber mais? Dê uma olhada no endereço abaixo.

http://www.migmasys.com/Pedestrian_Detection.html





10/05/2010

Sistemas de transporte (alguns números)

Metrô:
Nova York 1.016 Km/468 estações;
São Paulo 62,3 Km;
Cid. México 220 Km;
Porto Alegre (trem de superfície) 33,8 Km/17 estações

Ciclovias:
Berlim 753 Km;
Paris 437 Km;
Bogotá 340 Km;
Rio de Janeiro (orla) 200 Km;

malha ferroviária do Brasil em:
1950: 38 mil Km (aproximadamente);
2005: 35 mil Km (aproximadamente
).

fontes:
Dentatran / 2010
CET/Folha de S.Paulo
EPTC/Porto Alegre
ANTP

07/05/2010

Do que é feito o trânsito?


Um certo grupo de amigos meus, em um tempo passado, convencionou dizer que o Trânsito era formado por pessoas, pessoas e pessoas! Chegou a ser chato de tanto que isso foi repetido: pessoas, pessoas, pessoas...

Na época o que se queria era estabelecer um contraponto a visão recorrente de trânsito que resumia-se basicamente ao 'tripé': via-veículo e condutor. Esse paradigma poderia dizer, em breve resumo, que importado das ciências exatas, buscava isolar variáveis e verificar quais ações necessárias em cada ponto para sanar os problemas. Apesar de sua validade, esse modelo deixava muitas questões importantes sem resposta.

Na verdade, o que realmente nos intrigava (e creio que ainda hoje intriga) era a complexidade que as relações no trânsito geravam, dessa forma, entendíamos que haveria a necessidade de pluralizar o debate, ampliando os sujeitos a serem estudados. Além disso, percebemos que o trânsito constituía-se basicamente de pessoas e, portanto, o resultado das suas intenções e atos refletiria diretamente na forma dessas sociedades transitarem. Consumo, ética, valores morais, organização política, organização econômica, cultura, ecologia e tantos outros pontos foram atraídos para o nosso campo de interesse.

Por isso, quando me perguntam do que é feito o trânsito, respondo direto: De pessoas, pois sem elas as máquinas não existiriam, mas também completo: De pessoas, suas vontades e ações.






Pedalada Pelada?



Já houviram falar? Então vejam mais em: http://www.apocalipsemotorizado.net/2010/03/11/peladai-vos-uns-aos-outros-3a-pedalada-pelada/

Mais do que chocar, essas pessoas querem chamar a atenção para algo muito importante: A falência de nosso modelo de trânsito e transporte, principalmente nos centros urbanos. Conforme defende Luddista*:

" A Pedalada Pelada certamente questiona outros valores além da predominância dos motores nas ruas. Aceitar a bicicleta como um veículo legítimo e digno de respeito talvez não tenha relação direta com a quebra do falso-moralismo pré-histórico que ainda assola o Brasil... Talvez aceitar a nudez não sexualizada esteja tão distante quanto incorporar a bicicleta realmente ao cotidiano das cidades e das políticas públicas..."










* blog Apocalipse motorizado. Capturado em 05/05/2010.



06/05/2010

Se essa rua fosse minha...

É uma pena, mas as nossas ruas não são nossas. Sei, é um paradoxo, mas é a pura verdade, pelo menos é isso o que acontece aqui nos trópicos. As máquinas de metais se apoderaram das ciadades, deixando os pobres seres de carne e osso restritos às beiradas de vias mal conservadas, mal iluminadas e via de regra fétidas. Parece uma visão do apocalipse, mas é somente como estão as ruas e estradas de nossas cidades. Quem dera poder atravessar a rua com a tranquilidade desses'cabeludos' aí de cima. Quem me dera ser dono da rua, quem me dera poder ser eu e não os carros, caminhões e motos os donos das vias. É a lei do mais forte e viva mais quem tiver sorte...

05/05/2010

Trilhos aéreos!



As inovações necessárias no sistema de transporte público podem ir além do uso de ônibus movidos à óleo diesel. Um exemplo, com mais de cem anos é o da cidade de Wuppertaler, na Alemanha que utiliza um modelo de trens suspensos. Esse 'monocarril' é, ainda hoje, considerado um exemplo de ousadia em termos de transporte público. Vejam as fotos, são realmente fantásticas! Ficaria muito legal em nossas cidades, não acham? Sonhar não custa nada...



30/04/2010

Possibilidades sustentáveis




Todos sabem dos impactos negativos gerados pelos veículos automotores ao meio ambiente. No entanto, existem cientistas pensando em soluções, ou no mínimo tentando “fazer uma limonada desses limões”. A transformação da energia cinética dos carros em energia elétrica é, sem dúvida, uma grande ‘sacada’, algo que por aqui deveria ser pensado e aplicado urgentemente. É possível ainda, usando o mesmo princípio para os veículos, gerar energia com o trânsito de pedestres, trens, bicicletas e até mesmo de aviões nas decolagens e pousos http://www.innowattech.co.il/swf/ipt.htm
Idéias desse tipo nos fazem lembrar a necessidade de inovar constantemente, não podemos nos acomodar com a realidade por vezes caótica em nossas vias. Soluções existem, se ainda não as encontramos é sinal que precisamos pensar um pouco mais!
Abaixo, segue reportagem que trata do assunto, bem como um link para a empresa britânica que está desenvolvendo ‘lombadas-geradoras’, leiam vale a pena!
"Se depender de engenheiros britânicos, brevemente, o trânsito das cidades vai produzir energia elétrica. Quem explica é o correspondente Marcos Losekann.
Não é apenas uma lombada ou redutor de velocidade para evitar acidentes de trânsito. É o que os inventores ingleses já batizaram de ‘rodo-elétrica’, uma pequena usina de energia movida a tráfego de veículos.
O segredo está embaixo do equipamento que pode ser instalado em qualquer rua, avenida ou em rodovia. O peso dos carros, caminhões e ônibus aciona uma espécie de manivela que faz girar os dínamos responsáveis pela produção de eletricidade. Uma forma ecologicamente correta de tirar proveito do trânsito.
De acordo com os inventores, em uma rua de movimento regular com um veículo passando, mais ou menos, a cada dez segundos, um redutor de velocidade pode produzir energia suficiente para abastecer duas casas de porte médio. Mas a ideia é usar essa eletricidade na própria rua. Nesse caso, daria para manter oito semáforos funcionando, ou até 50 postes com as lâmpadas acesas. O sistema pode funcionar dia e noite e acumular a energia que sobra em baterias, para garantir eletricidade nos períodos de menor movimento.
“Cada equipamento custa o equivalente a R$ 70 mil”, explica o inventor. “Mas com a energia gerada, o investimento se paga em três anos”. Nada mal, considerando que o tempo de vida útil de um redutor de velocidade como este é de 12 a 15 anos. A Prefeitura de Paris foi a primeira a comprar uma série desses redutores de velocidade para instalar nas ruas mais movimentadas e perigosas da capital francesa. A ‘cidade luz’ vai ter mais um motivo para justificar esse apelido".
Fonte: G1.com (capturado em 28/04/2010)

http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1254956-7823-REDUTOR+DE+VELOCIDADE+PODE+SER+USADO+PARA+PRODUZIR+ENERGIA+ELETRICA,00.html (REPORTAGEM GLOBO)

http://www.hughesresearch.co.uk/index.php?option=com_content&view=category&layout=blog&id=29&Itemid=48 (HIGHWAY ENERGY SYSTEMS LTD)


28/04/2010

500!

501, 502, 503, 504...

É triste, mas aqui no RS ultrapassamos os quinhentos mortos no trânsito em menos de cinco meses. Esse número vem de um acompanhamento feito por uma empresa de comunicação (http://www.clicrbs.com.br/zerohora/swf/mortestransito/index.html) e, é extremamente importante, visto que os números oficiais não são lá essas coisas e informação nunca é demais. Agora, tão triste quanto as vidas que se foram é o fato de que, muito provavelmente, nada mudará em curto prazo. Parece que essa rotina já está incorporada à sociedade. A imprensa fala, mas pouco adianta, não há mais argumentos novos que causem mudanças, pois o que é repetido há tempos não tem surtido efeito. Todos sabem que álcool e direção não combinam, no entanto, parte considerável das mortes ocorridas estavam relacionadas a tal fato. Excesso de velocidade, não uso do cinto de segurança, falta do capacete para motociclistas, uso do celular ao dirigir, etc. Tudo isso é de domínio público, mas na prática não ocorre o respeito por tais orientações. O resultado estão nas estatísticas realizadas. O que fazer para mudar a realidade?
Não aceitar o que está acontecendo, creio, já é um início. A indignação social é a saída que vejo, pois nos acostumar com números absurdos como esses é aceitar a barbárie, aceitar nossa incompetência como sociedade e pior aceitar a desvalorização da vida.

26/04/2010

Sem pretensões, apenas percepções (2)

As contradições nos acompanham por toda a nossa existência, tentar evitá-las na busca pela coerência é louvável, porém, pouco eficaz na maior parte dos casos, principalmente se não estamos atentos.
Certa vez li que: "A contradição é a marca indelével que nos torna humanos...". Talvez o sujeito que escreveu isso quisesse dizer que somos falíveis, portanto, nos contradizer ou fazer coisas aparentemente irracionais seria algo "normal".
Excedemos a velocidade permitida somente para testar a potência do veículo, chegamos à beira de um penhasco pela emoção, nos arriscamos sem pensar na fragilidade e preciosidade de nossas vidas.
Aceito a idéia de nossa imperfeição, principalmente quando me questiono se seria lógico um médico, que sabe dos riscos do cigarro fumar? Um policial, um juiz ou um promotor ter ligações com marginais? Seria 'aceitável' um fiscal de trânsito cometer infrações? Um professor não querer ensinar? Um pai ou uma mãe não cuidarem de seus filhos? Um condutor não parar em uma faixa de pedestres?
Não, lógico não é, mas acontece...
Gosto de pensar que nossos problemas no trânsito têm um pouco de suas raízes nessas contradições. Agora, isso não me torna, nem obriga a ninguém a se tornar resignado e impossibilitado de lutar por mudanças. Somos contraditórios, no entanto, somos também seres que podem aprender e melhorar, isso é ser Humano: Errar, aprender, melhorar, evoluir!
O sujeito que anda em seu carro por vezes esquece que não nasceu com rodas e que a forma mais básica de deslocamento é usar as pernas, joelhos e pés. As pessoas na cidade, inclusive aquelas que não possuem carros e motos, acreditam que um trânsito bom é aquele no qual os veículos 'fluem' constantemente pelas vias. A questão é: e os pedestres como fazem para atravessar as ruas se os veículos nunca pararem?
Queremos que os condutores irresponsáveis sejam presos e punidos, no entanto, quando saímos à noite queremos poder beber e voltar dirigindo nossos carros! Os exemplos são muitos e o choque entre o que desejamos e fazemos no cotidiano torna-se um exercício diário para tentar melhorarmos. A questão que se coloca é que no trânsito se pede coerência e isso é um problema, pois, somos essencialmente contraditórios.
As regras de circulação, as infrações o respeito ao outro nada mais são do que uma exigência de coerência por parte de cada pessoa.
Nesse sentido, vejo que a educação no trânsito junto com um eficaz sistema de fiscalização são os 'marcos de orientação' para um caminhar seguro (e coerente) no trânsito.
A contradição é que mesmo sabendo disso, ainda continuamos aceitando riscos desnecessários, sentando à beira do abismo a todo o momento.