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17/05/2012

Ciclo "Tripas"

Mais uma vez a cultura do automóvel se faz presente em Porto Alegre. A prefeitura (até que enfim) resolveu iniciar algumas obras cicloviárias e pensa estar fazendo algo tão bom, tão bom, que as críticas que recebe parece não levar a sério! Esses dias, ao ouvir uma entrevista de um responsavel (?!) pela EPTC, onde se falava das inaugurações de ciclovias, o repórter perguntou sobre a largura das mesmas. O técnico (?) da prefeitura disse que isso era o possível, e as mesmas estavam dentro das normas (tá bom, me engana...).
Papo furado, a verdade verdadeira é simples: Se faz alguns arremedos de faixas vermelhas, sem cuidar de larguras mínimas, e outras questões de segurança para ver se param de 'encher o saco'!
 Lembremos que a lei obriga a prefeitura investir em ciclovias/faixas (então deixemos bem claro, não é favor ou bondade fazer essas obras).  Parece que por  que a população cobra, o MP cobra, e a mídia fica em cima então faz-se algo meia boca... Dessa forma NÃO perturba-se o espaço dos "carros",  os ciclistas NÃO podem reclamar que obras não estão sendo feitas; e a imprenssa ganha manchetes para seus  programas.  Fazem-se inaugurações patéticas para a mídia e assim vai se empurrando o engôdo para a população, vejam que foi necessário o Ministério Público abrir uma ação exigindo da prefeitura os investimentos corretos. As ciclovias/faixas são bem-vindas, mas por favor façam bem feito, não essas ciclo TRIPAS!
Nova Iorque: pelo menos um metro separa ciclofaixa de carros estacionados.




















Pô, fala sério!! Será que não dava prá fazer uma faixa maior???


15/05/2012

Um Observatório de Mobilidade...

Em Pelotas, um movimento bem legal vem sendo gestado:

"Trata-se de um grupo de voluntários comprometidos com a observação, estudo e elaboração de soluções para o desenvolvimento da Mobilidade Urbana de Pelotas. Baseados nos princípios da sustentabilidade, este grupo busca dialogar e envolver o poder público e privado para o desenvolvimento de uma cidade com o foco no bem-estar de sua população, privilegiando o transporte limpo e coletivo em detrimento do transporte motorizado e individual.

Esta visão de política possibilita caminharmos em direção a um futuro, a médio e longo prazo, que privilegie o bem-estar das pessoas. Por estas razões, o grupo escolheu ser batizado comoOBSERVATÓRIO DA MOBILIDADE URBANA DE PELOTAS e convida toda a população a se envolver e discutir questões de interesse público referentes à Mobilidade Urbana. Com isso, convocamos toda a população a expor suas idéias e percepções da cidade de Pelotas em nossos espaços virtuais e reais, no intuito de agregar força para que os futuros prefeitos da cidade se apoiem em nossos estudos e envolvimento com os munícipes, para desenvolverem ações que não fujam ao interesse “PÚBLICO” de uma cidade melhor para TODOS.

Sabendo da dificuldade de recursos que a prefeitura possui para abarcar sozinha esta missão e com a devida qualidade, o OBSERVATÓRIO conta com técnicos (servidores públicos) das Secretarias Municipais de Segurança e Trânsito, Gestão Urbana e de Obras, Universidades e instituições como Sest/Senat, Grupo Curticeira e movimentos pró-bicicleta como o Mubpel.

O grupo tem se reunido com os prefeituráveis para apresentar seus princípios, objetivos e formas de ação, com o intuito de, independentemente do partido que seja a próxima administração municipal, que se dê continuidade às ações previstas ainda para este ano, como a revitalização da Av. Fernando Osório, manutenção e melhoramento de ciclovias e ciclofaixas já existentes, bem como a implementação efetiva do Plano Cicloviário de Pelotas, recentemente premiado em Brasília, porém, ainda em sua maior parte exista apenas no papel.

Um dos principais frutos destas ações foi a conquista de uma AUDIÊNCIA PÚBLICA sobre MOBILIDADE URBANA, a ser realizada no dia 26 de maio (sábado) na Câmara dos Vereadores de Pelotas."

mais em: Blog Mobilidade Urbana sustentável.

05/05/2012

...Transitando em todos os lugares.

...transitando em todos os lugares.

Bem legal essa banda (Of Monsters and Men), com certeza seria um ótimo 'mote' para usar em uma aula de trânsito. A jornada deles no clip é muito louca, psicodelia a mil!! Doideiras à parte, nossos deslocamentos diários também apresentam seus perigos e insanidades (?!). Um belo debate pode nascer aí, e de brinde fica a dica de uma boa música! 


20/04/2012

As prioridades de cada lugar

Os carros ou as pessoas?
As pessoas que estão em carros ou as pessoas que estão fora deles?
Pessoas ou pessoas motorizadas???
Cada governo e sociedade valoriza aquilo que mais lhe convém!

Para atravessar uma avenida em São Paulo se leva DOIS MINUTOS e MEIO (150 segundos!). A relação é de 150 segundos para os carros e 25 segundos para os pedestres!

Em outro lugar, no caso Compenhague, a relação é outra: 40 segundos para os carros e 30 segundos para os pedestres!

   Só não me digam que não é possível valorizar as pessoas que estão fora dos carros... Já disse isso outras vezes, mas sempre é bom reforçar: Trânsito não é sinônimo de carros, muito menos carros 'fluindo'...

18/04/2012

09/03/2012

Canal navegável

"Pontes navegáveis são construções raras de se encontrar no mundo – o que já faz de qualquer uma atração imediata. Se estivermos falando da maior do planeta então, o encanto se multiplica. Localizada na Alemanha, a Wasserstrassenkreuz possui a estrutura de um aqueduto – como o da Lapa, no Rio de Janeiro -, mas foi projetada para ser cruzada por grandes embarcações.
Inaugurada em 2003, e medindo um total de 920 metros de comprimento, a maior ponte navegável já feita pelo homem conecta dois canais – o Elbe-Havel e o Mittelland – ao passar por cima do Rio Elba, um dos mais importantes da Europa, próximo à cidade de Magdeburg."


 mais em: http://casavogue.globo.com/arquitetura/canal-navegavel-cruza-por-cima-rio-alemao/

21/10/2011

O primeiro carro em Porto Alegre

A foto acima, quase desconhecida, foi garimpada pela fotógrafa Eneida Serrano no acervo de um pioneiro fotógrafo amador, no Rio Grande do Sul, que usava o pseudônimo de Lunara. Provavelmente o “retratista” preparou a câmera para que alguém batesse a foto e ele pudesse aparecer, refestelado e comodamente alojado, no banco traseiro (bem à esquerda) do primeiro automóvel a circular nas ruas de Porto Alegre.

O carro, um De Dion Bouton 1906, foi importado da França naquele ano por Januário Grecco (sentado no banco dianteiro, ao lado do irmão), um próspero comerciante de alimentos que representava as Indústrias Matarazzo de São Paulo aqui no Estado. Lunara, amigo de Grecco, era a composição das três primeiras sílabas do nome do destacado empresário Luiz Nascimento Ramos (1864 – 1937), que também trabalhava com secos & molhados e tinha na fotografia seu hobby predileto.

Quando o automóvel foi desembarcado do navio, no cais da Alfândega não havia quem soubesse manejá-lo. O proprietário teve de recorrer aos préstimos de um detento da Casa de Correção, Marini Constanti, italiano e familiarizado com mecânica e operação de veículos motorizados.

O carro foi empurrado até o Cadeião do Gasômetro e, dentro do pátio da penitenciária, foi acionado pela primeira vez. Marini ganhou autorização para sair algumas vezes do presídio, como motorista dos Grecco.

A Capital tinha 70 mil habitantes e nessa época o Código de Veículos de 1893 não previa o transporte motorizado. Em 1913, já com 188 automóveis registrados, a lei foi regulamentada: tornou-se obrigatório o uso de lanternas à noite e de buzina a cada esquina, e a velocidade máxima permitida era de 6km/h no centro, 10km/h nos bairros afastados e 15km/h fora da cidade.

Hoje, 708 mil carros ocupam as ruas do município. Felizmente nem todos buzinam nas esquinas.

Mais em: Almanaque Gaúcho

Fonte: Almanaque Gaúcho. ZH dia 21/10/2011

28/08/2011

Nem por UM MINUTO!!


Ótima produção,

O uso indevido de vagas destinadas a pessoas com deficiência em estacionamentos de estabelecimentos – que resultou no lançamento da campanha “Esta vaga não é sua nem por um minuto” em meados de março deste ano – é o foco do vídeo que a agência TheGetz colocou no ar neste fim de semana nas redes sociais.

Como a principal desculpa para a ocupação de vagas exclusivas para deficientes e idosos é sempre a do pouco tempo de permanência no estabelecimento, o “apenas um minuto”, a TheGetz colocou cadeiras de rodas em vagas normais e registrou a reação das pessoas em um estacionamento de Curitiba. O resultado é o vídeo que pode ser visualizado nas páginas da campanha no Facebook, Twitter, Youtube e Vimeo. O filme também pode ser acessado pelo blog do movimento.


19/08/2011

Quem paga o pato no transporte?




Quando o transporte público não funciona, quem paga o pato?
Quando trens não funcionam, ruas entopem de carros, ônibus superlotam quem paga o pato?
Quem???

06/08/2011

Nossa casa no meio da rua

Esses dias, vendo televisão, reparei naquela propaganda da Citroen (C3 Picasso) que traz uma música em inglês ilustrando a peça publicitária. A música (Our House in the Middle of the Street) em questão diz no refrão, em livre tradução: "Nossa casa no meio da rua...). Entendo que os publicitários queriam reforçar os aspectos de conforto e o perfil familiar do carro, mas me chamou mais a atenção os aspectos subjetivos presentes nesse tipo de publicidade automotiva. O carro, sabemos bem, é muito mais que um patrimônio material para boa parcela das pessoas. Um carro é status, signo de prosperidade pessoal e as vezes também serve "até como meio de transporte...". Ver o carro como estensão da casa é o que tem gerado muita confusão nas cabeças menos atentas. Condutores portando-se em seus veículos como se em casa estivessem: Comem, bebem, falam ao telefone, fazem barba, cabelo e bigode ao volante, afinal o carro é nossa casa também, não é ?!

05/08/2011

O frio!!!



Transitar pela Serra gaúcha nos últimos dias tem sido um ato de coragem e persistência...

(tá bom, exagerei um pouco, mas que tá frio ninguém nega, hehehe)

24/06/2011

DESCONSIDEM AS “ASPAS” (parte 1).

Um grupo de manifestantes, irritados com a situação de nosso trânsito, protestava aos gritos em uma grande avenida da cidade. A tranqueira que isso ocasionava era de pelo menos três quilômetros de carros, ônibus e caminhões. As buzinas gritando e os xingamentos dos motoristas só aumentavam ainda mais a barulheira vinda do protesto insólito que acontecia. Os manifestantes, com ares, olhares e  atitudes quixotescas gritavam: Abaixo à poluição, menos carros, mais amor e menos rancor! Andar a pé é muito bom; Viva aos pedestres, Viva a bicicleta e o transporte público!

     Em meio a esse grupo, estava eu, procurando fazer a minha parte como bom defensor que sou de um trânsito mais humano, seguro e sustentável. Ao conversar com um colega “rebelde” como eu, ressaltava a necessidade de “mudar nossos” paradigmas: "Precisamos buscar novas propostas de vida e mobilidade, as nossas cidades estão morrendo, estão morrendo cara! Cada um tem que fazer a sua parte..."  Nesse momento lembrei de um exemplo que conhecia, um grande amigo, que já há um bom tempo “nadava contra a maré” e resistia às “bestas máquinas bebedoras de petróleo”.
Cael Rojo, ou somente Kbça, era assim que os amigos o chamavam desde o tempo de escola*. "Esse maluco era um exemplo a ser seguido", dizia eu. Mesmo tendo possibilidade financeira para adquirir um carro o sujeito ainda optava pelo transporte público, pela bicicleta e uma boa caminhada. (em uma cidade sem ciclovias, com calçadas esburacadas e com ônibus caros, isso o tornava mais "especial" ainda!).
O cara era tão firme em suas convicções que nem mesmo celular tinha, e isso que a sua namorada já havia lhe dado uns dois aparelhos de presente. Ele achava que os celulares eram como os carros, haviam sidos feitos inicialmente para ganhar tempo e dar liberdade aos seus usuários, mas na verdade essas máquinas escravizavam as pessoas e tiravam suas autonomias. Quase todos os infortúnios de sua vida estavam ligados em maior ou menor grau e esses objetos os quais repudiava. Ninguém podia negar que ele tinha uma boa dose de razão em não querer ser consumido por carros e celulares.
   Certa vez, ao chegar em seu serviço, começou a ouvir um barulhinho lá no fundo de sua mochila (Cael levava sua vida naquela mochila, era uma versão masculina das caóticas e bagunçadas bolsas femininas), ao remexê-la por vários segundos acabou vendo um celular tocando e vibrando. Pegou o aparelho, atendeu, disse duas ou três frases e desligou, sua namorada na época, a “Lindinha”, havia esquecido ou "perdido" o telefone em sua mochila. Para Cael Rojo aquele momento reforçou ainda mais seus 'asco' pelo celular. Vejam a sua infelicidade, a ligação que atendeu revelava que sua amada “Lindinha” tinha outros “amigos”. O namoro acabou e os celulares foram excomungados definitivamente pelo meu amigo, pobre Kbça....

Mas fora essas idiossincrasias, ele era bem "normal", pelo menos eu achava. Em resumo, Cael tinha um bom emprego em uma repartição pública, tomava uns tragos com os amigos nos finais de semana, fazia mestrado na UFRGS, jogava uma bola e arranjava umas namoradinhas bem jeitosas de vez em quando (apesar de nunca ter superado completamente o que “Lindinha” havia feito a ele). Reforçando meu pensamento, poderíamos dizer então que ele era um cara “normal”, a não ser pelo fato de que ele se recusava a dirigir e ter celular. Para muitos pareceria pouco, mas isso para mim bastava para torná-lo meu “herói”. Ele era a prova viva de que existia vida sem o celular e carros, ele era “o cara”... continua, espero....







* O tempo de escola é outra história a ser escrita. Nessa época não tínhamos carro, mas circulávamos toda a cidade, a pé e de ônibus. Desejávamos ardentemente um carro para fazer tudo aquilo que já fazíamos... outros tempos, outras velocidades