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22/10/2019

Veículos elétricos, uma "inovação" de mais de 100 anos! II

Charge alertando para os riscos do uso da eletricidade.
    A disputa comercial foi intensa, os veículos "sem cavalos" eram a grande novidade em termos de locomoção no final do século XIX e início do XX. A forma de energia para movimentar esses veículos também se baseava nos avanços tecnológicos sobre o uso da eletricidade e dos motores à combustão interna. Tudo indicava que a eletricidade seria a vencedora dessa corrida, pois era a grande "vedete" do novo mundo moderno (The Apotheosis of Electricity at Expo 1900 Paris).  Nikola Tesla,  Thomas Edson e outros cientístas, mostravam ao mundo o potencial infinito do uso dessa inovação.



   Mas, entre as várias possíveis razões pelas quais o carro elétrico fracassou (em especial nos Estados Unidos), enquanto o motor de combustão interna brilhou e dominou o mundo, poderíamos citar os seguintes fatores: Nos anos, entre 1900 e 1910, ocorreram grandes descobertas de petróleo que tornaram o preço do combustível  muito competitivo em relação a  energia elétrica.  Além disso, à medida que estradas de longa distância e com maior qualidade eram construídas pelo país, as pessoas podiam dirigir distâncias maiores e, assim, procuravam carros com maior alcance para "passear", e isso foi uma vantagem grande para o motor de combustão interna sobre o motor elétrico. 
Thomas Edson investiu em carros elétricos
 Outro ponto, foi que os proprietários de carros elétricos na época sofriam com  a falta de padrões o que dificultava a recarga. Como não houve uma regulamentação Federal, os veículos elétricos não conseguiam circular muito longe de suas casas, pois cada cidade, região e mesmo fabricante, criava seu sistema de conexão.  Essa mesma preocupação com o alcance de um carro elétrico é frequentemente a questão mais premente dos compradores de carros elétricos atuais. 
   Atenta a essa questão, a Baker Electrics chegou a divulgar um veículo totalmente elétrico no ano de 1911, que supostamente alcançava mais de 320 quilômetros com uma única carga. Mesmo assim, sem uma regulamentação nacional e uma padronização de postos e tomadas de recarga, o produto não deslanchou. Havia no mercado um competidor mais barato, o motor movido à gasolina. Nesse momento da história, a poluição do ar ou sonora, além de outros impactos ambientais não eram algo que apresentavam importância. Naquela época as mudanças climáticas globais não estavam na pauta de discussão da sociedade. Talvez seja esse o momento de retomada dos elétricos? Talvez...
Graph courtesy of the Energy Department

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16/10/2019

Veículos elétricos, uma "inovação" de mais de 100 anos!

Veloz, silencioso, seguro e elegante. Anúncio de 1904 
       Entre as inúmeras inovações científicas que o mundo experimentou nos últimos séculos, com certeza, o uso da eletricidade foi uma das mais impactantes. Entre a segunda metade do século XIX e as primeiras décadas do século XX a industrialização foi frenética,  em especial, no Reino Unido e Estados Unidos. O domínio da tecnologia elétrica gerou uma euforia sem precedentes nesse contexto. A iluminação de casas e cidades tornou o dia mais longo, as indústrias podiam produzir por muito mais tempo e a vida ativa não dependia mais somente da luz do sol.
     Nesta mesma época, os automóveis também estavam dando seus "primeiros passos".  Uma das questões que se impunham era qual seria a  matriz de energia para  movimentá-los? As opções possíveis e disponíveis eram  o carvão (uso do vapor), a eletricidade (motores elétricos) e o motor à explosão (uso petróleo).
     Esse foi o contexto histórico onde ocorreu a gênese da indústria automobilística, a matriz energética vencedora todos sabemos qual foi, bem como o preço de tal escolha.  

Anúncio de 1909.

Anúncio em revista. Ano de 1909.










































































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31/05/2019


O mês de conscientização (maio amarelo) termina hoje, mas sua mensagem segue válida!
Segue Artigo da diretora institucional do Detran/RS,  publicado no portal GaúchaZH, em 07/05/19, e na edição impressa de Zero Hora, em 08/05/19.

     Foi no mês de maio que recebi o maior presente que uma mãe pode receber: um filho. Mas também foi no mês de maio que recolhi meu filho sem vida no asfalto de uma avenida de Porto Alegre. Diariamente, essa mesma dor incurável é sentida por pais, irmãos, familiares e amigos, que precisam aprender a suportar a perda inesperada de uma pessoa amada pela violência do trânsito.
Cerca de 1,3 milhão de pessoas perdem a vida no trânsito anualmente no mundo – é quase como se uma Porto Alegre inteira deixasse de existir a cada doze meses. Em um esforço para conter esse intolerável número de perdas, a ONU instituiu a Década de Ação pela Segurança no Trânsito em maio de 2011. Ali nascia o Maio Amarelo, mês que passou a ser referência global para chamar atenção à causa. A cor amarela foi convencionada por remeter à noção de atenção no contexto do trânsito.
             O objetivo da ONU para a Década é desafiador para os governos e a sociedade: reduzir em 50% a projeção de mortes até 2020. No Rio Grande do Sul, embora observemos uma clara tendência de queda se considerados os últimos dez anos, não há o que se festejar. São muitas vidas, grande parte delas de jovens, perdidas em circunstâncias na maioria das vezes evitáveis, derivadas de comportamentos de risco.
               Ao Estado cabe tratar a questão de maneira consistente e continuada, com ações de prevenção calcadas na empatia e sensibilidade absolutas. Já aos motoristas, caronas, motociclistas, pedestres e ciclistas, cabe a compreensão verdadeira dos riscos envolvidos nessa teia de relações fugazes, mas potencialmente danosas, que representa o trânsito. Não podemos ter descanso, seja em maio ou em qualquer outro mês, seja nesta ou em qualquer outra década. O sinal amarelo continua aceso, e piscando, diante dos nossos olhos. Tenhamos todos atitude!